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Qualidade universitária


Do Diário do Grande ABC

05/10/2019 | 11:41


A avaliação abaixo da média obtida por 41 dos 109 cursos universitários do Grande ABC avaliados pelo Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) fornece retrato preocupante da qualidade do ensino profissionalizante nas sete cidades. Afinal, quase metade das carreiras que passaram pelo crivo do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) acabou retida. Como se trata de indicador importante, utilizado pelo MEC (Ministério da Educação) como critério para definir se o curso pode ou não seguir sendo oferecido, será necessária atuação rigorosa para que a situação seja revertida. Como? Eis a questão.

Em primeiro lugar, antes de propor soluções, é preciso compreender as razões que levaram a região a cenário tão árido. Nessa seara, não se pode ignorar os efeitos deletérios da concorrência praticamente desleal sofrida pelas faculdades e universidades locais. A chegada de grandes grupos educacionais, boa parte sustentada por fundos de investimentos estrangeiros, atingiu diretamente as instituições regionais, que, sem recursos financeiros ou organização para lhes fazer frente, sucumbiram, ou quase, à ameaça.

Desacostumadas à competitividade exacerbada do mundo financeiro e geridas por acadêmicos muitas vezes avessos ao caráter mercantilista da educação, as universidades regionais se tornaram alvos fáceis. A Fundação Santo André, por exemplo, perdeu muitos alunos para escolas ‘forasteiras’ com mensalidades mais baratas. O impacto na Metodista foi ainda maior, chegando ao seu âmago – como explicar, afinal, o conceito 2, o segundo pior, obtido pelo curso de teologia da tradicional universidade confessional de São Bernardo?

Em vez de desanimar a sociedade, o devastador retrato que emergiu do último Enade deve, antes, motivar diretores, professores e alunos das universidades da região a buscarem saída para a crise. Ela existe, certamente. E passa pela qualificação do corpo docente, por maneiras mais modernas e menos dispendiosas de gestão e, sobretudo, pela manutenção da identidade das instituições com o Grande ABC. 



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Qualidade universitária

Do Diário do Grande ABC

05/10/2019 | 11:41


A avaliação abaixo da média obtida por 41 dos 109 cursos universitários do Grande ABC avaliados pelo Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) fornece retrato preocupante da qualidade do ensino profissionalizante nas sete cidades. Afinal, quase metade das carreiras que passaram pelo crivo do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) acabou retida. Como se trata de indicador importante, utilizado pelo MEC (Ministério da Educação) como critério para definir se o curso pode ou não seguir sendo oferecido, será necessária atuação rigorosa para que a situação seja revertida. Como? Eis a questão.

Em primeiro lugar, antes de propor soluções, é preciso compreender as razões que levaram a região a cenário tão árido. Nessa seara, não se pode ignorar os efeitos deletérios da concorrência praticamente desleal sofrida pelas faculdades e universidades locais. A chegada de grandes grupos educacionais, boa parte sustentada por fundos de investimentos estrangeiros, atingiu diretamente as instituições regionais, que, sem recursos financeiros ou organização para lhes fazer frente, sucumbiram, ou quase, à ameaça.

Desacostumadas à competitividade exacerbada do mundo financeiro e geridas por acadêmicos muitas vezes avessos ao caráter mercantilista da educação, as universidades regionais se tornaram alvos fáceis. A Fundação Santo André, por exemplo, perdeu muitos alunos para escolas ‘forasteiras’ com mensalidades mais baratas. O impacto na Metodista foi ainda maior, chegando ao seu âmago – como explicar, afinal, o conceito 2, o segundo pior, obtido pelo curso de teologia da tradicional universidade confessional de São Bernardo?

Em vez de desanimar a sociedade, o devastador retrato que emergiu do último Enade deve, antes, motivar diretores, professores e alunos das universidades da região a buscarem saída para a crise. Ela existe, certamente. E passa pela qualificação do corpo docente, por maneiras mais modernas e menos dispendiosas de gestão e, sobretudo, pela manutenção da identidade das instituições com o Grande ABC. 

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