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Novos postos não aliviam farmácia do Mário Covas

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Apesar de abertura de unidades em S.Bernardo e S.Caetano, hospital segue com espera de três horas


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

04/10/2019 | 07:00


A tentativa do governo do Estado de aliviar a superlotação e o tempo de espera pela retirada de medicamentos de alto custo na farmácia especializada do Hospital Mário Covas, em Santo André, ainda não surtiu efeito. Cinco meses após iniciar o processo de descentralização do serviço – foram abertas unidades no Poupatempo de São Bernardo e, na quarta-feira, no Atende Fácil de São Caetano, pacientes ainda precisam aguardar por até três horas para receber remédios no centro de saúde andreense. 

A equipe do Diário esteve na manhã de ontem na farmácia de alto custo do Hospital Mário Covas e observou a insatisfação dos usuários com a demora no atendimento e pela ausência de medicamentos. 

A dona de casa Sônia Maria da Silva, 44 anos, vai à farmácia estadual retirar remédio para tratamento de artrite reumatoide há pelo menos dois anos e comenta que a situação melhorou em relação a alguns anos, quando tinha de aguardar por oito horas por atendimento, no entanto, ainda está longe da ideal. “Já cheguei aqui às 8h e sai às 16h. Era horrível. Atualmente, fico esperando de duas horas e meia a três horas. Ainda precisam melhorar muito”, considera. 

A aposentada Mauricéia Silva de Souza, 66, busca, há três anos, dois medicamentos para tratamento de artrite. “Tento pegar uma das primeiras senhas e conseguir ir embora cedo. Hoje (ontem), cheguei às 8h e consegui retirar o medicamento agora, 11h30”, lamenta. 

Além da demora para retirada dos medicamentos, os pacientes também relatam falta de itens no local. “No início do ano fiquei quase três meses sem o remédio. No ano passado esse problema também aconteceu umas quatro vezes. Fico ligando aqui para saber se chegou ou não”, pontua a professora particular Joselita Alves de Oliveira, 59, que também faz tratamento para artrite. 

A Secretaria da Saúde do Estado destacou, em nota, que tem otimizado os fluxos das entregas de medicamentos e segue realizando planejamento periódico de compras, com base no consumo. As eventuais faltas podem decorrer de atrasos na entrega, especialmente remédios enviados pelo Ministério da Saúde.

Sobre o atendimento, a pasta estadual observou que inaugurou duas unidades da farmácias de medicamentos especializados – São Bernardo e São Caetano – para facilitar a vida de 17 mil pessoas, moradoras dos municípios contemplados. Juntos, os postos atendem 38% da demanda que anteriormente se concentrava na farmácia do Mário Covas, que dispõe de 400 cadeiras para garantir conforto aos pacientes e 23 guichês para atendimento e funciona das 7h às 19h, com agendamentos prévios, mas atende usuários que procuram o serviço fora da data programada.

Pleito do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC há oito anos, a descentralização prevê que o Poupatempo de Santo André receba posto para atender moradores da cidade, de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Estado e Prefeitura não deram prazos para que a inauguração ocorra. 



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Novos postos não aliviam farmácia do Mário Covas

Apesar de abertura de unidades em S.Bernardo e S.Caetano, hospital segue com espera de três horas

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

04/10/2019 | 07:00


A tentativa do governo do Estado de aliviar a superlotação e o tempo de espera pela retirada de medicamentos de alto custo na farmácia especializada do Hospital Mário Covas, em Santo André, ainda não surtiu efeito. Cinco meses após iniciar o processo de descentralização do serviço – foram abertas unidades no Poupatempo de São Bernardo e, na quarta-feira, no Atende Fácil de São Caetano, pacientes ainda precisam aguardar por até três horas para receber remédios no centro de saúde andreense. 

A equipe do Diário esteve na manhã de ontem na farmácia de alto custo do Hospital Mário Covas e observou a insatisfação dos usuários com a demora no atendimento e pela ausência de medicamentos. 

A dona de casa Sônia Maria da Silva, 44 anos, vai à farmácia estadual retirar remédio para tratamento de artrite reumatoide há pelo menos dois anos e comenta que a situação melhorou em relação a alguns anos, quando tinha de aguardar por oito horas por atendimento, no entanto, ainda está longe da ideal. “Já cheguei aqui às 8h e sai às 16h. Era horrível. Atualmente, fico esperando de duas horas e meia a três horas. Ainda precisam melhorar muito”, considera. 

A aposentada Mauricéia Silva de Souza, 66, busca, há três anos, dois medicamentos para tratamento de artrite. “Tento pegar uma das primeiras senhas e conseguir ir embora cedo. Hoje (ontem), cheguei às 8h e consegui retirar o medicamento agora, 11h30”, lamenta. 

Além da demora para retirada dos medicamentos, os pacientes também relatam falta de itens no local. “No início do ano fiquei quase três meses sem o remédio. No ano passado esse problema também aconteceu umas quatro vezes. Fico ligando aqui para saber se chegou ou não”, pontua a professora particular Joselita Alves de Oliveira, 59, que também faz tratamento para artrite. 

A Secretaria da Saúde do Estado destacou, em nota, que tem otimizado os fluxos das entregas de medicamentos e segue realizando planejamento periódico de compras, com base no consumo. As eventuais faltas podem decorrer de atrasos na entrega, especialmente remédios enviados pelo Ministério da Saúde.

Sobre o atendimento, a pasta estadual observou que inaugurou duas unidades da farmácias de medicamentos especializados – São Bernardo e São Caetano – para facilitar a vida de 17 mil pessoas, moradoras dos municípios contemplados. Juntos, os postos atendem 38% da demanda que anteriormente se concentrava na farmácia do Mário Covas, que dispõe de 400 cadeiras para garantir conforto aos pacientes e 23 guichês para atendimento e funciona das 7h às 19h, com agendamentos prévios, mas atende usuários que procuram o serviço fora da data programada.

Pleito do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC há oito anos, a descentralização prevê que o Poupatempo de Santo André receba posto para atender moradores da cidade, de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Estado e Prefeitura não deram prazos para que a inauguração ocorra. 

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