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Estreias de esportes no programa olímpico dão impulso ao Brasil em Tóquio

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


29/09/2019 | 07:30


A participação do Time Brasil nos Jogos do Rio, em 2016, foi histórica. Recorde de pódios e de medalhas de ouro em uma mesma edição. E para a Olimpíada de Tóquio, em 2020, a marca pode ser até melhor por causa da inclusão de novas modalidades esportivas no programa. Surfe, skate e caratê devem dar um upgrade na delegação nacional para subir no quadro de medalhas. Outras duas modalidades novas, beisebol/softbol e escalada esportiva, não deverão proporcionar pódios ao País.

No Rio, o Brasil obteve 19 medalhas, com sete de ouro, seis de prata e seis de bronze. E é muito raro um país ser melhor na edição olímpica seguinte a que foi sede (só a Austrália conseguiu, em 2004). Até por isso, o Time Brasil vai para Tóquio com boas expectativas e sonhando superar essa marca de sete medalhas de ouro da edição anterior.

No skate, das 12 medalhas que serão distribuídas, o Brasil tem chances reais de sete no momento: Pâmela Rosa, Rayssa Leal e Leticia Bufoni (street feminino), Kelvin Hoefler (street masculino), Yndiara Asp (park feminino) e Pedro Barros e Luizinho Francisco (park masculino). Nenhum deles está classificado ainda, mas têm ótimas posições no ranking e bons resultados internacionais.

Pâmela ganhou o Mundial de street recentemente em São Paulo e deu um grande passo para se classificar. "Tenho mais torneios importantes até o fim do ano e não penso muito nas conquistas. Me dedico ao próximo campeonato, não penso na Olimpíada agora, vou fazer isso quando estiver no Japão. Até 2020 tem muita coisa para rolar ainda, mas, se Deus quiser, vou estar lá", disse.

Eduardo Musa, presidente da Confederação Brasileira de Skate, sabe que a modalidade pode ser um carro-chefe do Comitê Olímpico do Brasil (COB) no Japão. "A gente tem uma meta inicial, que é levar 12 atletas para Tóquio, que seria o número máximo possível para um país. Nosso trabalho hoje é focado nisso. Dentro disso, até por conta do que vem acontecendo nos eventos internacionais, a gente obviamente tem expectativa de medalha. É difícil precisar um número, porque é esporte e qualquer coisa pode acontecer. Mas sem dúvida vamos para a primeira Olimpíada do skate com a pretensão de conquistar pódios para o Brasil", avisou.

No surfe, o Brasil tem nomes como Gabriel Medina (bicampeão do mundo), Filipe Toledo (vice no Circuito Mundial) e Italo Ferreira, que ganhou recentemente o ISA, evento que foi no Japão e contou com os principais surfistas do mundo. Já no feminino a tendência é que Silvana Lima e Tatiana Weston-Webb, que já está bem perto de carimbar sua vaga, sejam as representantes nacionais.

"O Brasil tem mostrado nos últimos anos que tem tudo para chegar em medalhas na Olimpíada tanto no surfe quanto no skate, esportes em que temos grandes nomes, verdadeiros ídolos. Eu tenho pensado muito nisso, sei que participar dos Jogos vai mudar nossas vidas e, se ganhar a medalha, nem se fala. Minha expectativa é a melhor possível", comentou Tati. "Entraremos todas em nível de igualdade e eu terei uma vontade imensa de retribuir o carinho que o Brasil me recebeu com uma medalha olímpica, que ficará marcada para sempre na história do esporte. É o maior evento esportivo do mundo, todos estarão olhando para quem estiver lá e sei que o Brasil tem tudo para fazer bonito."

Adalvo Argolo, presidente da Confederação Brasileira de Surf, considera que a modalidade no Brasil está vivendo seu melhor momento na história. "Basta ver os últimos resultados no ranking da WSL e a medalha de ouro conquistada pelo Brasil no ISA Surfing Games 2019", afirmou o dirigente, ciente de que o Brasil tem atletas que conseguem se adaptar bem ao tipo de onda do Japão. Até por isso, uma aposta audaciosa seria o País conquistar três medalhas no surfe.

No masculino, quem quer que seja o representante nacional vai brigar pelo pódio. Filipe Toledo espera conseguir a vaga e corresponder às expectativas. "Quando entro em uma competição, é sempre buscando a vitória. Então, se eu conseguir uma vaga olímpica, vou em busca de uma medalha, afinal estamos trabalhando duro pra isso desde 2017", lembrou Filipinho.

Já no caratê, o Brasil não deve ter representantes no kata, mas no kumitê três atletas vêm tendo um bom desempenho e, caso consigam a vaga, algo que é bem difícil, vão brigar pelas medalhas porque possuem alto nível técnico e as chances são maiores que nas outras modalidades (são dez atletas brigando por quatro medalhas em cada categoria). A maior chance de pódio é de Vinicius Figueira.



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Estreias de esportes no programa olímpico dão impulso ao Brasil em Tóquio


29/09/2019 | 07:30


A participação do Time Brasil nos Jogos do Rio, em 2016, foi histórica. Recorde de pódios e de medalhas de ouro em uma mesma edição. E para a Olimpíada de Tóquio, em 2020, a marca pode ser até melhor por causa da inclusão de novas modalidades esportivas no programa. Surfe, skate e caratê devem dar um upgrade na delegação nacional para subir no quadro de medalhas. Outras duas modalidades novas, beisebol/softbol e escalada esportiva, não deverão proporcionar pódios ao País.

No Rio, o Brasil obteve 19 medalhas, com sete de ouro, seis de prata e seis de bronze. E é muito raro um país ser melhor na edição olímpica seguinte a que foi sede (só a Austrália conseguiu, em 2004). Até por isso, o Time Brasil vai para Tóquio com boas expectativas e sonhando superar essa marca de sete medalhas de ouro da edição anterior.

No skate, das 12 medalhas que serão distribuídas, o Brasil tem chances reais de sete no momento: Pâmela Rosa, Rayssa Leal e Leticia Bufoni (street feminino), Kelvin Hoefler (street masculino), Yndiara Asp (park feminino) e Pedro Barros e Luizinho Francisco (park masculino). Nenhum deles está classificado ainda, mas têm ótimas posições no ranking e bons resultados internacionais.

Pâmela ganhou o Mundial de street recentemente em São Paulo e deu um grande passo para se classificar. "Tenho mais torneios importantes até o fim do ano e não penso muito nas conquistas. Me dedico ao próximo campeonato, não penso na Olimpíada agora, vou fazer isso quando estiver no Japão. Até 2020 tem muita coisa para rolar ainda, mas, se Deus quiser, vou estar lá", disse.

Eduardo Musa, presidente da Confederação Brasileira de Skate, sabe que a modalidade pode ser um carro-chefe do Comitê Olímpico do Brasil (COB) no Japão. "A gente tem uma meta inicial, que é levar 12 atletas para Tóquio, que seria o número máximo possível para um país. Nosso trabalho hoje é focado nisso. Dentro disso, até por conta do que vem acontecendo nos eventos internacionais, a gente obviamente tem expectativa de medalha. É difícil precisar um número, porque é esporte e qualquer coisa pode acontecer. Mas sem dúvida vamos para a primeira Olimpíada do skate com a pretensão de conquistar pódios para o Brasil", avisou.

No surfe, o Brasil tem nomes como Gabriel Medina (bicampeão do mundo), Filipe Toledo (vice no Circuito Mundial) e Italo Ferreira, que ganhou recentemente o ISA, evento que foi no Japão e contou com os principais surfistas do mundo. Já no feminino a tendência é que Silvana Lima e Tatiana Weston-Webb, que já está bem perto de carimbar sua vaga, sejam as representantes nacionais.

"O Brasil tem mostrado nos últimos anos que tem tudo para chegar em medalhas na Olimpíada tanto no surfe quanto no skate, esportes em que temos grandes nomes, verdadeiros ídolos. Eu tenho pensado muito nisso, sei que participar dos Jogos vai mudar nossas vidas e, se ganhar a medalha, nem se fala. Minha expectativa é a melhor possível", comentou Tati. "Entraremos todas em nível de igualdade e eu terei uma vontade imensa de retribuir o carinho que o Brasil me recebeu com uma medalha olímpica, que ficará marcada para sempre na história do esporte. É o maior evento esportivo do mundo, todos estarão olhando para quem estiver lá e sei que o Brasil tem tudo para fazer bonito."

Adalvo Argolo, presidente da Confederação Brasileira de Surf, considera que a modalidade no Brasil está vivendo seu melhor momento na história. "Basta ver os últimos resultados no ranking da WSL e a medalha de ouro conquistada pelo Brasil no ISA Surfing Games 2019", afirmou o dirigente, ciente de que o Brasil tem atletas que conseguem se adaptar bem ao tipo de onda do Japão. Até por isso, uma aposta audaciosa seria o País conquistar três medalhas no surfe.

No masculino, quem quer que seja o representante nacional vai brigar pelo pódio. Filipe Toledo espera conseguir a vaga e corresponder às expectativas. "Quando entro em uma competição, é sempre buscando a vitória. Então, se eu conseguir uma vaga olímpica, vou em busca de uma medalha, afinal estamos trabalhando duro pra isso desde 2017", lembrou Filipinho.

Já no caratê, o Brasil não deve ter representantes no kata, mas no kumitê três atletas vêm tendo um bom desempenho e, caso consigam a vaga, algo que é bem difícil, vão brigar pelas medalhas porque possuem alto nível técnico e as chances são maiores que nas outras modalidades (são dez atletas brigando por quatro medalhas em cada categoria). A maior chance de pódio é de Vinicius Figueira.

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