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Diálogo de Trump com ucraniano aumenta pressão por impeachment



23/09/2019 | 19:39


Os democratas no Congresso americano aumentaram nesta segunda-feira, 23, a pressão para a divulgação completa de uma denúncia feita contra o presidente Donald Trump ao mesmo tempo em que intensificaram os pedidos de impeachment contra ele. O presidente voltou a insistir que não fez nada de errado ao ligar para o líder ucraniano, Volodmir Zelenski, e conversar sobre o filho de seu possível rival na eleição de 2020, Joe Biden.

Congressistas republicanos têm se mantido em silêncio em meio a relatos de que o presidente teria pressionado o ucraniano para investigar o filho de Biden ao mesmo tempo em que a Casa Branca reteve o envio de US$ 250 milhões em ajuda para os países do Leste Europeu. No primeiro dia da Assembleia Geral da ONU em Nova York, Trump entrou em contradição.

Primeiro, reconheceu a ligação e disse que não enviaria nenhuma ajuda à Ucrânia por questões de corrupção. "Por que você daria dinheiro a um país que você acha que é corrupto?", disse. Questionado mais tarde se o presidente ucraniano receberia o dinheiro em troca da investigação, negou. "Eu não fiz isso. Se você vir a ligação (transcrição), ficará muito surpreso", disse ele a repórteres.

Seus comentários deram margem a questionamentos sobre se seu gabinete pressionou outro governo estrangeiro para obter vantagem em sua campanha de reeleição.

Trump tem buscado, sem evidências, implicar Biden e seu filho em um amplo esquema de corrupção que há tempos assombra a Ucrânia. Hunter Biden integrou a diretoria de uma companhia de gás ucraniana ao mesmo tempo em que seu pai foi vice-presidente dos EUA e coordenava as relações diplomáticas com Kiev sob o governo Obama.

Apesar das denúncias, não há nenhuma evidência de qualquer crime cometido por Biden ou o filho. O assunto ganhou peso depois que um funcionário do governo Trump o denunciou por ter feito uma ligação para o presidente ucraniano para tratar do assunto, em 25 de julho. Congressistas têm insistido para ter acesso à conversa, mas o diretor de Inteligência Nacional tem negado alegando privilégios presidenciais.

O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, pediu que o líder da maioria, Mitch McConnell, que investigue a denúncia contra o presidente. Segundo ele, o fato de os republicanos não virem nenhum mal na atitude do presidente é "inaceitável" e tem de mudar.

Ainda hoje, os presidentes de três comissões da Câmara enviaram uma carta ao secretário de Estado, Mike Pompeo, ameaçando intimá-lo se ele não apresentar o material sobre a denúncia do funcionário do governo americano.

Pelosi sobe um pouco o tom

Um processo de impeachment contra o presidente divide os próprios democratas. Sua líder na Câmara, Nancy Pelosi, tem resistido a dar sinal verde a ele, dizendo que o Congresso só deve iniciar um processo se o público americano achar que deve. Ela diz frequentemente que os americanos ainda não chegaram a esse ponto.

No domingo, porém, ela mudou um pouco seu discurso. Pelosi afirmou que o governo tem até quinta-feira para fornecer à Comissão de Inteligência da Câmara mais informações que ajudem a esclarecer o caso. Na quinta-feira, a Comissão tem mais uma audiência - a segunda - dentro de sua investigação prévia para saber se é possível ou não iniciar um processo de impeachment contra o presidente. "Se essas informações não forem apresentadas, entraremos em um novo e grave capítulo de ilegalidade que nos levará a um novo estágio de investigação", alertou Pelosi.

Mais da metade dos deputados democratas na Câmara diz apoiar um impeachment e há a expectativa de que outros também se manifestem a favor esta semana. A outra parte, porém, acredita que a questão ainda divide muito os americanos e tomar uma atitude precipitada apenas alienaria mais eleitores centristas. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS



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Diálogo de Trump com ucraniano aumenta pressão por impeachment


23/09/2019 | 19:39


Os democratas no Congresso americano aumentaram nesta segunda-feira, 23, a pressão para a divulgação completa de uma denúncia feita contra o presidente Donald Trump ao mesmo tempo em que intensificaram os pedidos de impeachment contra ele. O presidente voltou a insistir que não fez nada de errado ao ligar para o líder ucraniano, Volodmir Zelenski, e conversar sobre o filho de seu possível rival na eleição de 2020, Joe Biden.

Congressistas republicanos têm se mantido em silêncio em meio a relatos de que o presidente teria pressionado o ucraniano para investigar o filho de Biden ao mesmo tempo em que a Casa Branca reteve o envio de US$ 250 milhões em ajuda para os países do Leste Europeu. No primeiro dia da Assembleia Geral da ONU em Nova York, Trump entrou em contradição.

Primeiro, reconheceu a ligação e disse que não enviaria nenhuma ajuda à Ucrânia por questões de corrupção. "Por que você daria dinheiro a um país que você acha que é corrupto?", disse. Questionado mais tarde se o presidente ucraniano receberia o dinheiro em troca da investigação, negou. "Eu não fiz isso. Se você vir a ligação (transcrição), ficará muito surpreso", disse ele a repórteres.

Seus comentários deram margem a questionamentos sobre se seu gabinete pressionou outro governo estrangeiro para obter vantagem em sua campanha de reeleição.

Trump tem buscado, sem evidências, implicar Biden e seu filho em um amplo esquema de corrupção que há tempos assombra a Ucrânia. Hunter Biden integrou a diretoria de uma companhia de gás ucraniana ao mesmo tempo em que seu pai foi vice-presidente dos EUA e coordenava as relações diplomáticas com Kiev sob o governo Obama.

Apesar das denúncias, não há nenhuma evidência de qualquer crime cometido por Biden ou o filho. O assunto ganhou peso depois que um funcionário do governo Trump o denunciou por ter feito uma ligação para o presidente ucraniano para tratar do assunto, em 25 de julho. Congressistas têm insistido para ter acesso à conversa, mas o diretor de Inteligência Nacional tem negado alegando privilégios presidenciais.

O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, pediu que o líder da maioria, Mitch McConnell, que investigue a denúncia contra o presidente. Segundo ele, o fato de os republicanos não virem nenhum mal na atitude do presidente é "inaceitável" e tem de mudar.

Ainda hoje, os presidentes de três comissões da Câmara enviaram uma carta ao secretário de Estado, Mike Pompeo, ameaçando intimá-lo se ele não apresentar o material sobre a denúncia do funcionário do governo americano.

Pelosi sobe um pouco o tom

Um processo de impeachment contra o presidente divide os próprios democratas. Sua líder na Câmara, Nancy Pelosi, tem resistido a dar sinal verde a ele, dizendo que o Congresso só deve iniciar um processo se o público americano achar que deve. Ela diz frequentemente que os americanos ainda não chegaram a esse ponto.

No domingo, porém, ela mudou um pouco seu discurso. Pelosi afirmou que o governo tem até quinta-feira para fornecer à Comissão de Inteligência da Câmara mais informações que ajudem a esclarecer o caso. Na quinta-feira, a Comissão tem mais uma audiência - a segunda - dentro de sua investigação prévia para saber se é possível ou não iniciar um processo de impeachment contra o presidente. "Se essas informações não forem apresentadas, entraremos em um novo e grave capítulo de ilegalidade que nos levará a um novo estágio de investigação", alertou Pelosi.

Mais da metade dos deputados democratas na Câmara diz apoiar um impeachment e há a expectativa de que outros também se manifestem a favor esta semana. A outra parte, porém, acredita que a questão ainda divide muito os americanos e tomar uma atitude precipitada apenas alienaria mais eleitores centristas. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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