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Governo do Rio emite nota de pesar sobre caso Agatha, mas Witzel não se manifesta

EBC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Gestão informa que Polícia Militar do Rio de Janeiro abriu um procedimento para apurar ação de policiais



22/09/2019 | 15:26


Em meio a protestos de moradores do Complexo do Alemão e à crescente pressão nas redes sociais, o Governo do Estado do Rio de Janeiro emitiu, na tarde deste domingo, 22, uma nota de pesar sobre a morte da menina Agatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, atingida por um tiro de fuzil no Complexo do Alemão na noite de sexta-feira. Até às 15h09, o governador Wilson Witzel (PSC) não havia se manifestado. Diversas autoridades políticas, entre elas o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, postaram manifestações sobre o assunto nas redes sociais.

No texto publicado no Twitter, que não leva assinatura, o governo informa que a Polícia Militar do Rio de Janeiro abriu um procedimento para apurar a ação dos policiais. "O Governo do Estado lamenta profundamente a morte da menina Agatha, assim como a de todas as vítimas inocentes, durante ações policiais", diz a nota. De acordo com o governo, criminosos fizeram ataques simultâneos em diversas localidades do Complexo do Alemão na noite de sexta-feira, o que teria feito os policiais da UPP Fazendinha revidarem.

"Após confronto, foram informados por moradores que a menina tinha sido atingida e levada para o Hospital Getúlio Vargas", diz a nota. A versão é contestada pela família de Agatha, que negou ter havido confronto e relatou que os policiais atiraram contra uma motocicleta que passava na hora, atingindo Agatha dentro da Kombi em que viajava.

Mesmo com a nota institucional do governo, cresce nas redes sociais uma cobrança por um posicionamento pessoal do governador Witzel. Neste domingo, Witzel tuitou duas vezes, uma parabenizando o município de São Gonçalo pelo aniversário de 129 anos e outra sobre o Dia Mundial Sem Carro.

Também no Twitter, o deputado Rodrigo Maia prestou solidariedade à família de Agatha. "Qualquer pai e mãe consegue se imaginar no lugar da família da Agatha e sabe o tamanho dessa dor. Expresso minha solidariedade aos familiares sabendo que não há palavra que diminua tamanho sofrimento", disse Maia. "É por isso que defendo uma avaliação muito cuidadosa e criteriosa sobre o excludente de ilicitude que está em discussão no Parlamento."

O ministro Gilmar Mendes classificou o número de mortes resultantes de ações policiais nas favelas como "alarmantes" e chamou atenção para o número de crianças baleadas neste ano. "Uma política de segurança pública eficiente deve se pautar pelo respeito à dignidade e à vida humana", afirmou.



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Governo do Rio emite nota de pesar sobre caso Agatha, mas Witzel não se manifesta

Gestão informa que Polícia Militar do Rio de Janeiro abriu um procedimento para apurar ação de policiais


22/09/2019 | 15:26


Em meio a protestos de moradores do Complexo do Alemão e à crescente pressão nas redes sociais, o Governo do Estado do Rio de Janeiro emitiu, na tarde deste domingo, 22, uma nota de pesar sobre a morte da menina Agatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, atingida por um tiro de fuzil no Complexo do Alemão na noite de sexta-feira. Até às 15h09, o governador Wilson Witzel (PSC) não havia se manifestado. Diversas autoridades políticas, entre elas o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, postaram manifestações sobre o assunto nas redes sociais.

No texto publicado no Twitter, que não leva assinatura, o governo informa que a Polícia Militar do Rio de Janeiro abriu um procedimento para apurar a ação dos policiais. "O Governo do Estado lamenta profundamente a morte da menina Agatha, assim como a de todas as vítimas inocentes, durante ações policiais", diz a nota. De acordo com o governo, criminosos fizeram ataques simultâneos em diversas localidades do Complexo do Alemão na noite de sexta-feira, o que teria feito os policiais da UPP Fazendinha revidarem.

"Após confronto, foram informados por moradores que a menina tinha sido atingida e levada para o Hospital Getúlio Vargas", diz a nota. A versão é contestada pela família de Agatha, que negou ter havido confronto e relatou que os policiais atiraram contra uma motocicleta que passava na hora, atingindo Agatha dentro da Kombi em que viajava.

Mesmo com a nota institucional do governo, cresce nas redes sociais uma cobrança por um posicionamento pessoal do governador Witzel. Neste domingo, Witzel tuitou duas vezes, uma parabenizando o município de São Gonçalo pelo aniversário de 129 anos e outra sobre o Dia Mundial Sem Carro.

Também no Twitter, o deputado Rodrigo Maia prestou solidariedade à família de Agatha. "Qualquer pai e mãe consegue se imaginar no lugar da família da Agatha e sabe o tamanho dessa dor. Expresso minha solidariedade aos familiares sabendo que não há palavra que diminua tamanho sofrimento", disse Maia. "É por isso que defendo uma avaliação muito cuidadosa e criteriosa sobre o excludente de ilicitude que está em discussão no Parlamento."

O ministro Gilmar Mendes classificou o número de mortes resultantes de ações policiais nas favelas como "alarmantes" e chamou atenção para o número de crianças baleadas neste ano. "Uma política de segurança pública eficiente deve se pautar pelo respeito à dignidade e à vida humana", afirmou.

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