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Bolsas de NY fecham em queda, em meio a rumores sobre negociações EUA-China



20/09/2019 | 18:30


As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta sexta-feira, piorando na parte da tarde, após a notícia de que uma delegação chinesa teria cancelado uma visita a propriedades rurais em Montana. A novidade, não confirmada oficialmente por Pequim e que poderia ser um mero problema de agenda, foi suficiente para reforçar visões pessimistas sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China e piorar o apetite por risco. Nesse quadro, o setor financeiro caiu, em dia de recuo dos retornos dos Treasuries.

O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,59%, em 26.935,07 pontos, o Nasdaq caiu 0,80%, a 8.117,67 pontos, e o S&P 500 teve queda de 0,49%, a 2.992,07 pontos, perdendo a marca de 3 mil pontos. Na comparação semanal, o Dow Jones recuou 1,05%, o Nasdaq registrou baixa de 0,83% e o S&P 500, de 0,51%.

Pela manhã, a abertura foi positiva nas bolsas de Nova York, após os EUA isentarem temporariamente de tarifas 437 produtos da China de um total de US$ 250 bilhões em importações do país asiático que foram penalizadas pela Casa Branca no ano passado. No início da tarde, contudo, a notícia sobre o cancelamento da visita de uma delegação chinesa a propriedades rurais em Montana provocou mínimas nas bolsas, com papéis de tecnologia e consumo puxando o movimento. A imprensa americana especulava sobre o fato, que poderia se tratar apenas de um problema de agenda, mas a notícia foi suficiente para provocar movimento negativo, em meio às dúvidas sobre o futuro do comércio entre as duas maiores economias do mundo.

O presidente americano, Donald Trump, defendeu um acordo integral com a China, dizendo que não almeja uma solução parcial. Vários dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) também falaram nesta sexta. Entre eles, Eric Rosengren, presidente do Fed de Boston, mostrou otimismo e disse que os EUA "vão sobreviver" à disputa e que a economia americana mostra robustez. Já o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, disse ver um risco "moderado" de recessão nos EUA, por isso defendia um corte maior nos juros na decisão desta quarta-feira.

Entre os setores, o financeiro foi mais penalizado, em dia de recuo dos retornos dos bônus da dívida americana. Goldman Sachs fechou em queda de 0,69%, Citigroup caiu 0,54% e JPMorgan, de 0,40%. Papéis ligados à tecnologia tampouco se saíram bem, com o noticiário comercial no radar. Apple perdeu 1,46% e Intel, 1,65%.

Um destaque negativo, além disso, foi Netflix, em queda de 5,53% após o comando da empresa advertir para a forte competição da Apple e da Walt Disney a partir de novembro. Além disso, o jornal espanhol El Confidencial noticiou que a Telefónica e o Grupo Atresmedia estão em negociações avançadas para lançar mais um concorrente no serviço de streaming.



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Bolsas de NY fecham em queda, em meio a rumores sobre negociações EUA-China


20/09/2019 | 18:30


As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta sexta-feira, piorando na parte da tarde, após a notícia de que uma delegação chinesa teria cancelado uma visita a propriedades rurais em Montana. A novidade, não confirmada oficialmente por Pequim e que poderia ser um mero problema de agenda, foi suficiente para reforçar visões pessimistas sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China e piorar o apetite por risco. Nesse quadro, o setor financeiro caiu, em dia de recuo dos retornos dos Treasuries.

O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,59%, em 26.935,07 pontos, o Nasdaq caiu 0,80%, a 8.117,67 pontos, e o S&P 500 teve queda de 0,49%, a 2.992,07 pontos, perdendo a marca de 3 mil pontos. Na comparação semanal, o Dow Jones recuou 1,05%, o Nasdaq registrou baixa de 0,83% e o S&P 500, de 0,51%.

Pela manhã, a abertura foi positiva nas bolsas de Nova York, após os EUA isentarem temporariamente de tarifas 437 produtos da China de um total de US$ 250 bilhões em importações do país asiático que foram penalizadas pela Casa Branca no ano passado. No início da tarde, contudo, a notícia sobre o cancelamento da visita de uma delegação chinesa a propriedades rurais em Montana provocou mínimas nas bolsas, com papéis de tecnologia e consumo puxando o movimento. A imprensa americana especulava sobre o fato, que poderia se tratar apenas de um problema de agenda, mas a notícia foi suficiente para provocar movimento negativo, em meio às dúvidas sobre o futuro do comércio entre as duas maiores economias do mundo.

O presidente americano, Donald Trump, defendeu um acordo integral com a China, dizendo que não almeja uma solução parcial. Vários dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) também falaram nesta sexta. Entre eles, Eric Rosengren, presidente do Fed de Boston, mostrou otimismo e disse que os EUA "vão sobreviver" à disputa e que a economia americana mostra robustez. Já o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, disse ver um risco "moderado" de recessão nos EUA, por isso defendia um corte maior nos juros na decisão desta quarta-feira.

Entre os setores, o financeiro foi mais penalizado, em dia de recuo dos retornos dos bônus da dívida americana. Goldman Sachs fechou em queda de 0,69%, Citigroup caiu 0,54% e JPMorgan, de 0,40%. Papéis ligados à tecnologia tampouco se saíram bem, com o noticiário comercial no radar. Apple perdeu 1,46% e Intel, 1,65%.

Um destaque negativo, além disso, foi Netflix, em queda de 5,53% após o comando da empresa advertir para a forte competição da Apple e da Walt Disney a partir de novembro. Além disso, o jornal espanhol El Confidencial noticiou que a Telefónica e o Grupo Atresmedia estão em negociações avançadas para lançar mais um concorrente no serviço de streaming.

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