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Dólar cai a R$ 4,15, mas sobe 1,64% na semana



20/09/2019 | 18:12


O noticiário externo trouxe volatilidade ao mercado cambial nesta sexta-feira, que começou com as mesas de câmbio ainda repercutindo o corte de juros do Banco Central. No mercado à vista, o dólar chegou a subir a R$ 4,18 e a cair a R$ 4,14, ora repercutindo notícias da imprensa americana de que a China cancelou visitas a fazendas americanas, o que aumentou o temor sobre as negociações comerciais com a Casa Branca, ora a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de prosseguir na semana que vem com as recompras bilionárias de títulos para dar liquidez ao sistema americano. O dólar à vista fechou em baixa de 0,22%, a R$ 4,1537. Na semana, o dólar teve valorização de 1,64%. Nas últimas dez semanas, a moeda americana subiu em oito delas.

Operadores relataram que nesta sexta-feira estrangeiros fizeram reforço importante de posições compradas no mercado futuro de câmbio, que ganham com a alta do dólar. Os relatos são de que dois grandes bancos americanos montaram posição comprada de 22 mil contratos na B3, o equivalente a US$ 1,2 bilhão, nesta sexta-feira. Os números oficiais das operações só serão conhecidos na segunda-feira.

O chefe para mercados emergentes da gestora Abeerden Standard Investments, Edwin Gutierrez, ressalta que muitos investidores estão fazendo apostas na bolsa brasileira e protegem a operação com posições compradas em dólar no mercado futuro, por isso, pressionam o real. Para ele, um dos fatores que podem tirar a pressão no câmbio é a entrada de maior fluxo externo, mas isso só vai acontecer quando as privatizações e concessões começarem a decolar, o que deve ocorrer em 2020.

No final da tarde, o dólar passou a cair em ritmo um pouco mais forte. Segundo o operador da CM Capital Markets, Thiago Silêncio, o movimento foi uma correção dos exageros de mais cedo, quando o dólar bateu em R$ 4,1860, a máxima do dia. Desde quinta, havia a expectativa de se o BC poderia entrar no mercado para acalmar os agentes, que não esperavam ritmo tão forte de queda de juros como passou a ser o cenário pós-reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Para Silêncio, este será um ponto a ser monitorado na semana que vem.

Nos EUA, a unidade de Nova York do Fed informou que fará uma série de operações de acordos de recompra ("repo") de títulos de curto prazo (overnight) e a termo para ajudar a manter a taxa dos Fed funds dentro da faixa estipulada pela instituição. Serão colocadas três operações a termo de ao menos US$ 30 bilhões cada, além das ofertas diárias de operações de recompra overnight de ao menos US$ 75 bilhões cada, até dia 10 de outubro.

Essa operação do Fed, na prática, aumenta a liquidez do mercado e pode significar mais recursos para o Brasil. Mas com a redução de juros aqui, o mercado ficou menos atrativo para este investidor, relata um diretor de tesouraria.



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Dólar cai a R$ 4,15, mas sobe 1,64% na semana


20/09/2019 | 18:12


O noticiário externo trouxe volatilidade ao mercado cambial nesta sexta-feira, que começou com as mesas de câmbio ainda repercutindo o corte de juros do Banco Central. No mercado à vista, o dólar chegou a subir a R$ 4,18 e a cair a R$ 4,14, ora repercutindo notícias da imprensa americana de que a China cancelou visitas a fazendas americanas, o que aumentou o temor sobre as negociações comerciais com a Casa Branca, ora a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de prosseguir na semana que vem com as recompras bilionárias de títulos para dar liquidez ao sistema americano. O dólar à vista fechou em baixa de 0,22%, a R$ 4,1537. Na semana, o dólar teve valorização de 1,64%. Nas últimas dez semanas, a moeda americana subiu em oito delas.

Operadores relataram que nesta sexta-feira estrangeiros fizeram reforço importante de posições compradas no mercado futuro de câmbio, que ganham com a alta do dólar. Os relatos são de que dois grandes bancos americanos montaram posição comprada de 22 mil contratos na B3, o equivalente a US$ 1,2 bilhão, nesta sexta-feira. Os números oficiais das operações só serão conhecidos na segunda-feira.

O chefe para mercados emergentes da gestora Abeerden Standard Investments, Edwin Gutierrez, ressalta que muitos investidores estão fazendo apostas na bolsa brasileira e protegem a operação com posições compradas em dólar no mercado futuro, por isso, pressionam o real. Para ele, um dos fatores que podem tirar a pressão no câmbio é a entrada de maior fluxo externo, mas isso só vai acontecer quando as privatizações e concessões começarem a decolar, o que deve ocorrer em 2020.

No final da tarde, o dólar passou a cair em ritmo um pouco mais forte. Segundo o operador da CM Capital Markets, Thiago Silêncio, o movimento foi uma correção dos exageros de mais cedo, quando o dólar bateu em R$ 4,1860, a máxima do dia. Desde quinta, havia a expectativa de se o BC poderia entrar no mercado para acalmar os agentes, que não esperavam ritmo tão forte de queda de juros como passou a ser o cenário pós-reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Para Silêncio, este será um ponto a ser monitorado na semana que vem.

Nos EUA, a unidade de Nova York do Fed informou que fará uma série de operações de acordos de recompra ("repo") de títulos de curto prazo (overnight) e a termo para ajudar a manter a taxa dos Fed funds dentro da faixa estipulada pela instituição. Serão colocadas três operações a termo de ao menos US$ 30 bilhões cada, além das ofertas diárias de operações de recompra overnight de ao menos US$ 75 bilhões cada, até dia 10 de outubro.

Essa operação do Fed, na prática, aumenta a liquidez do mercado e pode significar mais recursos para o Brasil. Mas com a redução de juros aqui, o mercado ficou menos atrativo para este investidor, relata um diretor de tesouraria.

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