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Juros reduzem queda no fechamento com aceleração da alta do dólar



19/09/2019 | 18:16


O mercado de juros não conseguiu sustentar até o fechamento dos negócios nesta quinta-feira o ímpeto vendedor visto no período da manhã. À tarde, as taxas reduziram significativamente a queda, especialmente na última hora de negócios, sendo que as da ponta longa fecharam bem perto dos ajustes anteriores. Uma combinação entre realização de lucros intraday e piora do câmbio estancou a reação frenética, para alguns exagerada, ao comunicado do Copom, que levou algumas taxas a recuar em torno de 30 pontos-base considerando as mínimas do dia. A postura mais cautelosa, no entanto, não interferiu na percepção sobre o rumo da Selic nos próximos meses, com apostas majoritárias de nova queda da Selic em 0,5 ponto porcentual no Copom de outubro e taxa abaixo de 5% no fim do ano.

As taxas curtas também desaceleraram a queda, mas em magnitude bem menor do que a ponta longa. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020, que melhor reflete as apostas para a política monetária nos próximos meses, fechou na máxima de 5,115%, de 5,175% na quarta no ajuste. O DI para janeiro de 2021, que passou a manhã abaixo dos 5%, voltou a ficar acima desse nível à tarde, fechando na máxima de 5,030% (5,218% no ajuste). Os contratos de médio e longo prazos também fecharam nas máximas. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou em 6,19%, de 6,27%, e a do DI para janeiro de 2025 terminou em 6,81%, de 6,831%.

Paulo Nepomuceno, estrategista de renda fixa da Coinvalores, afirma que o mercado pesou a mão de manhã na reação ao Copom e refez as contas à tarde, provocando um "pull back" das taxas. "Toda vez que tem um Copom diferente, introduzindo mudança na política monetária, é natural haver algum exagero", disse.

Foi consenso entre os analistas que o destaque do comunicado foram as mudanças nas projeções de inflação do Copom, que provocaram uma bateria de revisões para baixo nas estimativas para a Selic, mesmo antes da divulgação da ata da reunião, o que é incomum. Nas contas do mercado, a partir dos números do BC, a inflação de 2020, horizonte para o qual a política monetária está voltada no momento, só volta à meta de 4,0% se a Selic cair abaixo de 5%.

Pesquisa do Projeções Broadcast com 42 instituições mostra que as expectativas de Selic para o fim do ciclo de afrouxamento estão entre 4,5% e 4,75%. Para o Copom de outubro, 41 delas esperam Selic a 5%. Apenas o Bradesco BBI prevê redução de 0,25 ponto porcentual.

Na curva de juros, segundo cálculos do Haitong Banco de Investimentos, a precificação da Selic para o Copom de outubro nesta tarde era de queda de 43 pontos-base, ou seja, entre 70% a 75% de possibilidade de redução de 0,5 ponto porcentual. Para o fim de 2019, a curva aponta Selic a 4,90%, de pouco acima de 5% no fim quarta.



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Juros reduzem queda no fechamento com aceleração da alta do dólar


19/09/2019 | 18:16


O mercado de juros não conseguiu sustentar até o fechamento dos negócios nesta quinta-feira o ímpeto vendedor visto no período da manhã. À tarde, as taxas reduziram significativamente a queda, especialmente na última hora de negócios, sendo que as da ponta longa fecharam bem perto dos ajustes anteriores. Uma combinação entre realização de lucros intraday e piora do câmbio estancou a reação frenética, para alguns exagerada, ao comunicado do Copom, que levou algumas taxas a recuar em torno de 30 pontos-base considerando as mínimas do dia. A postura mais cautelosa, no entanto, não interferiu na percepção sobre o rumo da Selic nos próximos meses, com apostas majoritárias de nova queda da Selic em 0,5 ponto porcentual no Copom de outubro e taxa abaixo de 5% no fim do ano.

As taxas curtas também desaceleraram a queda, mas em magnitude bem menor do que a ponta longa. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020, que melhor reflete as apostas para a política monetária nos próximos meses, fechou na máxima de 5,115%, de 5,175% na quarta no ajuste. O DI para janeiro de 2021, que passou a manhã abaixo dos 5%, voltou a ficar acima desse nível à tarde, fechando na máxima de 5,030% (5,218% no ajuste). Os contratos de médio e longo prazos também fecharam nas máximas. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou em 6,19%, de 6,27%, e a do DI para janeiro de 2025 terminou em 6,81%, de 6,831%.

Paulo Nepomuceno, estrategista de renda fixa da Coinvalores, afirma que o mercado pesou a mão de manhã na reação ao Copom e refez as contas à tarde, provocando um "pull back" das taxas. "Toda vez que tem um Copom diferente, introduzindo mudança na política monetária, é natural haver algum exagero", disse.

Foi consenso entre os analistas que o destaque do comunicado foram as mudanças nas projeções de inflação do Copom, que provocaram uma bateria de revisões para baixo nas estimativas para a Selic, mesmo antes da divulgação da ata da reunião, o que é incomum. Nas contas do mercado, a partir dos números do BC, a inflação de 2020, horizonte para o qual a política monetária está voltada no momento, só volta à meta de 4,0% se a Selic cair abaixo de 5%.

Pesquisa do Projeções Broadcast com 42 instituições mostra que as expectativas de Selic para o fim do ciclo de afrouxamento estão entre 4,5% e 4,75%. Para o Copom de outubro, 41 delas esperam Selic a 5%. Apenas o Bradesco BBI prevê redução de 0,25 ponto porcentual.

Na curva de juros, segundo cálculos do Haitong Banco de Investimentos, a precificação da Selic para o Copom de outubro nesta tarde era de queda de 43 pontos-base, ou seja, entre 70% a 75% de possibilidade de redução de 0,5 ponto porcentual. Para o fim de 2019, a curva aponta Selic a 4,90%, de pouco acima de 5% no fim quarta.

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