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EUA analisam destroços de drone antes de retaliar Irã



18/09/2019 | 07:57


Analistas de inteligência e investigadores militares dos EUA estão examinando destroços na Arábia Saudita para tentar obter origem e trajeto de voo dos mísseis lançados contra uma refinaria e um campo de petróleo, no fim de semana. Os ataques foram reivindicados pelos rebeldes houthis, que lutam no Iêmen, mas tanto sauditas quanto americanos responsabilizam o Irã - que nega envolvimento.

Além das imagens de satélite do campo de petróleo e da refinaria da Aramco, que paralisou metade da produção do país, rotas encontradas por radar também estão sendo revisadas. O mais importante, porém, ainda são as partes dos mísseis encontradas nos locais - um deles está quase intacto, segundo autoridades americanas.

Nesta terça-feira, 17, ao site BBC, oficiais americanos afirmaram que já identificaram que os mísseis foram lançados do sul do Irã. Segundo relatos, os sauditas não conseguiram interceptar os disparos porque o sistema de defesa está apontado para o sul, na direção do Iêmen.

A Casa Branca, que não confirmou oficialmente a informação, discute qual ação retaliatória tomar e se a resposta passaria a impressão de submissão à Arábia Saudita, criticada pela violação de direitos humanos, especialmente após a morte do jornalista Jamal Khashoggi, um dissidente brutalmente assassinado no consulado saudita em Istambul, em outubro do ano passado.

Trump já foi criticado por não ter dado uma resposta dura ao governo saudita - Khashoggi vivia nos EUA. Desta vez, o presidente americano disse que não faria nada antes de a Arábia Saudita determinar oficialmente a autoria do ataque.

Na segunda-feira, o secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, e o general Joseph Dunford, chefe do Estado-Maior, apresentaram um leque de opções militares a Trump, incluindo ataques a centros de lançamento de mísseis, ciberoperações secretas e a destruição da infraestrutura petrolífera do Irã.

Uma grande preocupação é assegurar que qualquer ataque seja proporcional e não aumente o conflito, particularmente na véspera da abertura da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. Autoridades americanas afirmam não ter dúvidas de que foi o Irã e apontam para a tecnologia e os componentes dos vetores encontrados - ainda que os houthis tenham reivindicado a autoria dos ataques.

Viagem

Para "analisar uma resposta" aos ataques do fim de semana, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, viajou ontem à Arábia Saudita. Mesmo diante da necessidade de uma resposta militar, caso seja comprovado o envolvimento iraniano, em conversas privadas, o Pentágono tenta diminuir a tensão e evitar uma guerra sangrenta contra o Irã, no momento em que o governo americano tenta encerrar conflitos no Oriente Médio, no Afeganistão e enfrenta uma disputa comercial com a China.

Nesta terça, o ministro da Energia da Arábia Saudita, o príncipe Abdel Aziz bin Salmán, anunciou que a produção de petróleo do país será restabelecida até o fim do mês. "A produção voltará a normalidade até o final de setembro", garantiu o ministro a jornalistas, reforçando que o país já havia recuperado a metade da produção perdida com o ataque - equivalente a 5,7 milhões de barris diários, que representam 6% da produção mundial. (Com agências internacionais).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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EUA analisam destroços de drone antes de retaliar Irã


18/09/2019 | 07:57


Analistas de inteligência e investigadores militares dos EUA estão examinando destroços na Arábia Saudita para tentar obter origem e trajeto de voo dos mísseis lançados contra uma refinaria e um campo de petróleo, no fim de semana. Os ataques foram reivindicados pelos rebeldes houthis, que lutam no Iêmen, mas tanto sauditas quanto americanos responsabilizam o Irã - que nega envolvimento.

Além das imagens de satélite do campo de petróleo e da refinaria da Aramco, que paralisou metade da produção do país, rotas encontradas por radar também estão sendo revisadas. O mais importante, porém, ainda são as partes dos mísseis encontradas nos locais - um deles está quase intacto, segundo autoridades americanas.

Nesta terça-feira, 17, ao site BBC, oficiais americanos afirmaram que já identificaram que os mísseis foram lançados do sul do Irã. Segundo relatos, os sauditas não conseguiram interceptar os disparos porque o sistema de defesa está apontado para o sul, na direção do Iêmen.

A Casa Branca, que não confirmou oficialmente a informação, discute qual ação retaliatória tomar e se a resposta passaria a impressão de submissão à Arábia Saudita, criticada pela violação de direitos humanos, especialmente após a morte do jornalista Jamal Khashoggi, um dissidente brutalmente assassinado no consulado saudita em Istambul, em outubro do ano passado.

Trump já foi criticado por não ter dado uma resposta dura ao governo saudita - Khashoggi vivia nos EUA. Desta vez, o presidente americano disse que não faria nada antes de a Arábia Saudita determinar oficialmente a autoria do ataque.

Na segunda-feira, o secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, e o general Joseph Dunford, chefe do Estado-Maior, apresentaram um leque de opções militares a Trump, incluindo ataques a centros de lançamento de mísseis, ciberoperações secretas e a destruição da infraestrutura petrolífera do Irã.

Uma grande preocupação é assegurar que qualquer ataque seja proporcional e não aumente o conflito, particularmente na véspera da abertura da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. Autoridades americanas afirmam não ter dúvidas de que foi o Irã e apontam para a tecnologia e os componentes dos vetores encontrados - ainda que os houthis tenham reivindicado a autoria dos ataques.

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Para "analisar uma resposta" aos ataques do fim de semana, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, viajou ontem à Arábia Saudita. Mesmo diante da necessidade de uma resposta militar, caso seja comprovado o envolvimento iraniano, em conversas privadas, o Pentágono tenta diminuir a tensão e evitar uma guerra sangrenta contra o Irã, no momento em que o governo americano tenta encerrar conflitos no Oriente Médio, no Afeganistão e enfrenta uma disputa comercial com a China.

Nesta terça, o ministro da Energia da Arábia Saudita, o príncipe Abdel Aziz bin Salmán, anunciou que a produção de petróleo do país será restabelecida até o fim do mês. "A produção voltará a normalidade até o final de setembro", garantiu o ministro a jornalistas, reforçando que o país já havia recuperado a metade da produção perdida com o ataque - equivalente a 5,7 milhões de barris diários, que representam 6% da produção mundial. (Com agências internacionais).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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