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Ibovespa avança 0,90% com aposta em Selic menor e recuo de preço do petróleo



17/09/2019 | 18:06


O desafogo nos preços do petróleo, após notícia de retomada rápida dos níveis de produção de petróleo na Arábia Saudita, e a aposta crescente de mais reduções da taxa Selic neste ano animaram o mercado acionário nesta terça-feira. Após uma manhã de perdas, o Ibovespa ganhou força na segunda etapa de negócios e encerrou o pregão em alta de 0,90%, aos 104.616,86 pontos, perto da máxima (104.618,64 pontos).

No exterior, o dia foi marcado de perdas de cerca de 7% dos preços dos contratos futuros de petróleo, após a alta de dois dígitos observada na segunda, na esteira do ataque à petrolífera Saudi Aramco, na Arábia Saudita. Notícias de que a produção saudita de petróleo estará integralmente recuperada num prazo de duas a três semanas abriram espaço para a queda da commodity e diminuíram as tensões lá fora, apesar de cerca cautela diante da troca de farpas entre Estados Unidos e Irã.

Apesar de castigar as ações da Petrobras, que devolveram parte dos ganhos de segunda, com queda de 1,32% (PN) e 1,55% (ON), a perspectiva de normalização da oferta de petróleo tira de cena a possibilidade de uma alta perene e ainda mais forte dos preços da commodity, com repercussões deletérias sobre as expectativas de inflação e crescimento.

Também diminuem as pressões por um reajuste dos preços dos combustíveis em meio ao fantasma da mão pesada do governo sobre a política de preços da Petrobras. Na segunda à noite, em entrevista a TV Record, o presidente Jair Bolsonaro disse que ligou para o presidente da companhia, Roberto Castello Branco, para conversar sobre o impacto da disparada do petróleo. Castello Branco teria dito que "não deve mexer nos preços do combustível".

"A notícia de normalização da oferta na Arábia Saudita levou à queda mais forte do petróleo e tirou um pouco do peso do Ibovespa, já que traz mais tranquilidade para a economia como um todo" afirma Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença, ressaltando que a possibilidade de ingerência do governo na política de preços da Petrobras desagradou ao mercado.

O impacto da queda das ações da Petrobras sobre o índice foi mais do que anulado pela alta em bloco do setor financeiro, em especial do papel PN do Bradesco (2,67%), de varejistas, construção e da recuperação das companhias áreas. A ação PN da Azul, que segunda havia amargado queda de mais de 8%, fechou com alta de 3,09%.

A valorização de papéis de companhias mais ligadas à atividade doméstica é reflexo, segundo analistas, da expectativa de um afrouxamento monetário mais intenso. Além da aposta consensual de que o Comitê de Política Monetária (Copom) anuncie nesta quarta-feira, 18, nova redução da Selic em 0,50 ponto porcentual, para 5,50% ao ano, o mercado especula que o comunicado do comitê trará sinalização de que haverá mais cortes.

"Com essa expectativa de corte de juros, há um fluxo maior para empresas mais expostas à atividade interna, o que impulsiona papéis de varejistas e do setor imobiliário", afirma Régis Chinchila, analista da Terra Investimentos, ressaltando que as ações dos bancos estão bem "atrasadas" e têm espaço para continuar subindo.

Investidores também monitoram possibilidade de que o Federal Reserve (Fed, o banco Central americano) reduza novamente os juros, o que poderia dar força a ativos emergentes. Na tarde desta terça-feira, os contratos futuros de Fed Funds compilados pelo CME Group mostravam um mercado, grosso modo, dividido entre aposta em manutenção e corte de 0,25 ponto porcentual.



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Ibovespa avança 0,90% com aposta em Selic menor e recuo de preço do petróleo


17/09/2019 | 18:06


O desafogo nos preços do petróleo, após notícia de retomada rápida dos níveis de produção de petróleo na Arábia Saudita, e a aposta crescente de mais reduções da taxa Selic neste ano animaram o mercado acionário nesta terça-feira. Após uma manhã de perdas, o Ibovespa ganhou força na segunda etapa de negócios e encerrou o pregão em alta de 0,90%, aos 104.616,86 pontos, perto da máxima (104.618,64 pontos).

No exterior, o dia foi marcado de perdas de cerca de 7% dos preços dos contratos futuros de petróleo, após a alta de dois dígitos observada na segunda, na esteira do ataque à petrolífera Saudi Aramco, na Arábia Saudita. Notícias de que a produção saudita de petróleo estará integralmente recuperada num prazo de duas a três semanas abriram espaço para a queda da commodity e diminuíram as tensões lá fora, apesar de cerca cautela diante da troca de farpas entre Estados Unidos e Irã.

Apesar de castigar as ações da Petrobras, que devolveram parte dos ganhos de segunda, com queda de 1,32% (PN) e 1,55% (ON), a perspectiva de normalização da oferta de petróleo tira de cena a possibilidade de uma alta perene e ainda mais forte dos preços da commodity, com repercussões deletérias sobre as expectativas de inflação e crescimento.

Também diminuem as pressões por um reajuste dos preços dos combustíveis em meio ao fantasma da mão pesada do governo sobre a política de preços da Petrobras. Na segunda à noite, em entrevista a TV Record, o presidente Jair Bolsonaro disse que ligou para o presidente da companhia, Roberto Castello Branco, para conversar sobre o impacto da disparada do petróleo. Castello Branco teria dito que "não deve mexer nos preços do combustível".

"A notícia de normalização da oferta na Arábia Saudita levou à queda mais forte do petróleo e tirou um pouco do peso do Ibovespa, já que traz mais tranquilidade para a economia como um todo" afirma Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença, ressaltando que a possibilidade de ingerência do governo na política de preços da Petrobras desagradou ao mercado.

O impacto da queda das ações da Petrobras sobre o índice foi mais do que anulado pela alta em bloco do setor financeiro, em especial do papel PN do Bradesco (2,67%), de varejistas, construção e da recuperação das companhias áreas. A ação PN da Azul, que segunda havia amargado queda de mais de 8%, fechou com alta de 3,09%.

A valorização de papéis de companhias mais ligadas à atividade doméstica é reflexo, segundo analistas, da expectativa de um afrouxamento monetário mais intenso. Além da aposta consensual de que o Comitê de Política Monetária (Copom) anuncie nesta quarta-feira, 18, nova redução da Selic em 0,50 ponto porcentual, para 5,50% ao ano, o mercado especula que o comunicado do comitê trará sinalização de que haverá mais cortes.

"Com essa expectativa de corte de juros, há um fluxo maior para empresas mais expostas à atividade interna, o que impulsiona papéis de varejistas e do setor imobiliário", afirma Régis Chinchila, analista da Terra Investimentos, ressaltando que as ações dos bancos estão bem "atrasadas" e têm espaço para continuar subindo.

Investidores também monitoram possibilidade de que o Federal Reserve (Fed, o banco Central americano) reduza novamente os juros, o que poderia dar força a ativos emergentes. Na tarde desta terça-feira, os contratos futuros de Fed Funds compilados pelo CME Group mostravam um mercado, grosso modo, dividido entre aposta em manutenção e corte de 0,25 ponto porcentual.

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