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Após 6 meses, Cremesp não concluiu caso Arthur

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

17/09/2019 | 07:42


A divulgação equivocada do diagnóstico da morte do garoto Arthur Araújo Lula da Silva, 7 anos – neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) –, continua impune mesmo passados seis meses do caso. O Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) não concluiu sindicância instaurada para apurar o erro e sequer apresenta estimativa de prazo. Ao contrário do que foi divulgado no dia do episódio pelo Hospital Bartira, da Rede D’Or, de Santo André, o menino não faleceu de meningite meningocócica, doença considerada contagiosa. Ele veio a óbito no dia 1º de março em decorrência de infecção generalizada, causada pela bactéria Staphylococcus aureus.

Questionada pelo Diário em relação ao período transcorrido sem resultados sobre a situação, a entidade sugeriu apenas, em nota sucinta, que a análise se mantém em andamento. “O Cremesp reitera que, por impedimento legal, não se manifesta sobre qualquer sindicância em curso”, sustentou. Em outras ocasiões, o órgão relatou que o procedimento tramita em sigilo processual determinado por lei, acrescentando que, como em toda averiguação de fatos denunciados, seria garantida a ampla manifestação das partes. Conforme a legislação, em caso de culpa, as penas podem variar de advertência confidencial em aviso reservado à cassação do exercício profissional dos envolvidos.

O hospital se calou diante de nova indagação em relação ao hiato com desdobramentos ainda nebulosos do episódio. Arthur deu entrada por volta das 7h no Bartira com náuseas, febre e dores abdominais. O garoto morreu em pouco mais de cinco horas de internação ao apresentar piora no quadro clínico. O resultado do exame de líquor realizado no mesmo dia pela própria unidade de saúde da Rede D’Or acusou bacterioscopia negativa, descartando, portanto, meningite meningocócica.

Neste ínterim depois da constatação do equívoco cometido, o Hospital Bartira alegou somente ter “prestado todo o atendimento de forma imediata, proporcionando a assistência necessária ao caso”, no entanto, não comenta a divulgação errônea do diagnóstico. O engano do equipamento foi colocado a público um mês após a morte do menino, quando a Prefeitura de Santo André emitiu nota admitindo que exames feitos pelo Instituto Adolfo Lutz afastaram a meningite como causa do óbito.

O diagnóstico incorreto apresentado pelo Hospital Bartira provocou situação de pânico desnecessário. Por pouco mais de um mês, houve demanda intensa por vacinas particulares na região. O alarme criado pelo equipamento se deu justamente devido ao fato da relação com doença transmissível. A vigilância epidemiológica de São Bernardo e o colégio onde Arthur estudava chegaram a convocar, em regime de urgência na oportunidade, todos os alunos da unidade para realização de profilaxia da meningite bacteriana.

O Bartira evitou reconhecer o erro na ocasião, mas mudou sua versão sobre a causa da morte do garoto, retirando parte da nota divulgada – Arthur era filho de Marlene Araújo Lula da Silva e Sandro Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente. O deputado federal Alexandre Padilha (PT) cobra desde então posição do hospital e Cremesp para esclarecimentos sobre as medidas de apuração do episódio. 

Chega a 12 o número de vítimas em incêndio

 O Hospital Badim, no Rio de Janeiro, informou ontem a morte de mais uma paciente em decorrência do incêndio de quinta-feira. Com isso o número de óbitos na tragédia sobe para 12. 

 De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, da Rede D’Or, a vítima é uma paciente transferida para o Hospital Copa D’Or. “Ressaltamos que todos os esforços e dedicação das equipes médicas envolvidas foram empenhados para a recuperação da paciente, assim como tem sido feito diariamente no atendimento prestado”, diz a nota.

 O grupo informou, ainda, que uma colaboradora deu entrada na noite de ontem no Hospital Copa D’Or com sintomas possivelmente decorrentes do incêndio. “Seguimos acompanhando a evolução do quadro clínico dos pacientes, colaboradores e familiares que deram entrada nas unidades do Estado.”

 Com o óbito e duas altas ocorridas desde domingo, o número de pacientes que continuam internados passou a 54, de um total de 103 que estavam no Badim na quinta. Além deles, dez colaboradores e familiares que estavam no local no momento do fogo estão hospitalizados.

 Ontem, houve uma suspeita de vazamento de gás no interior do Badim. Bombeiros fizeram uma varredura à noite para identificar o possível foco do problema. Segundo o hospital, a empresa fornecedora de oxigênio abriu um dos tanques de armazenamento do produto para evitar a variação abrupta de pressão no equipamento, o que levou à suspeita de vazamento. Ainda de acordo com o Badim, os bombeiros constataram a normalidade da situação. 

 As investigações sobre as causas do incêndio continuam e várias testemunhas devem ser ouvidas nesta semana. Imagens das câmeras de segurança obtidas pelo Fantástico, da TV Globo, mostram que cerca de oito minutos se passaram entre o curto-circuito no gerador da unidade e o início da movimentação para a retirada de pacientes do local. Durante esse tempo, a fumaça se intensificou. 



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Após 6 meses, Cremesp não concluiu caso Arthur

Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

17/09/2019 | 07:42


A divulgação equivocada do diagnóstico da morte do garoto Arthur Araújo Lula da Silva, 7 anos – neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) –, continua impune mesmo passados seis meses do caso. O Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) não concluiu sindicância instaurada para apurar o erro e sequer apresenta estimativa de prazo. Ao contrário do que foi divulgado no dia do episódio pelo Hospital Bartira, da Rede D’Or, de Santo André, o menino não faleceu de meningite meningocócica, doença considerada contagiosa. Ele veio a óbito no dia 1º de março em decorrência de infecção generalizada, causada pela bactéria Staphylococcus aureus.

Questionada pelo Diário em relação ao período transcorrido sem resultados sobre a situação, a entidade sugeriu apenas, em nota sucinta, que a análise se mantém em andamento. “O Cremesp reitera que, por impedimento legal, não se manifesta sobre qualquer sindicância em curso”, sustentou. Em outras ocasiões, o órgão relatou que o procedimento tramita em sigilo processual determinado por lei, acrescentando que, como em toda averiguação de fatos denunciados, seria garantida a ampla manifestação das partes. Conforme a legislação, em caso de culpa, as penas podem variar de advertência confidencial em aviso reservado à cassação do exercício profissional dos envolvidos.

O hospital se calou diante de nova indagação em relação ao hiato com desdobramentos ainda nebulosos do episódio. Arthur deu entrada por volta das 7h no Bartira com náuseas, febre e dores abdominais. O garoto morreu em pouco mais de cinco horas de internação ao apresentar piora no quadro clínico. O resultado do exame de líquor realizado no mesmo dia pela própria unidade de saúde da Rede D’Or acusou bacterioscopia negativa, descartando, portanto, meningite meningocócica.

Neste ínterim depois da constatação do equívoco cometido, o Hospital Bartira alegou somente ter “prestado todo o atendimento de forma imediata, proporcionando a assistência necessária ao caso”, no entanto, não comenta a divulgação errônea do diagnóstico. O engano do equipamento foi colocado a público um mês após a morte do menino, quando a Prefeitura de Santo André emitiu nota admitindo que exames feitos pelo Instituto Adolfo Lutz afastaram a meningite como causa do óbito.

O diagnóstico incorreto apresentado pelo Hospital Bartira provocou situação de pânico desnecessário. Por pouco mais de um mês, houve demanda intensa por vacinas particulares na região. O alarme criado pelo equipamento se deu justamente devido ao fato da relação com doença transmissível. A vigilância epidemiológica de São Bernardo e o colégio onde Arthur estudava chegaram a convocar, em regime de urgência na oportunidade, todos os alunos da unidade para realização de profilaxia da meningite bacteriana.

O Bartira evitou reconhecer o erro na ocasião, mas mudou sua versão sobre a causa da morte do garoto, retirando parte da nota divulgada – Arthur era filho de Marlene Araújo Lula da Silva e Sandro Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente. O deputado federal Alexandre Padilha (PT) cobra desde então posição do hospital e Cremesp para esclarecimentos sobre as medidas de apuração do episódio. 

Chega a 12 o número de vítimas em incêndio

 O Hospital Badim, no Rio de Janeiro, informou ontem a morte de mais uma paciente em decorrência do incêndio de quinta-feira. Com isso o número de óbitos na tragédia sobe para 12. 

 De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, da Rede D’Or, a vítima é uma paciente transferida para o Hospital Copa D’Or. “Ressaltamos que todos os esforços e dedicação das equipes médicas envolvidas foram empenhados para a recuperação da paciente, assim como tem sido feito diariamente no atendimento prestado”, diz a nota.

 O grupo informou, ainda, que uma colaboradora deu entrada na noite de ontem no Hospital Copa D’Or com sintomas possivelmente decorrentes do incêndio. “Seguimos acompanhando a evolução do quadro clínico dos pacientes, colaboradores e familiares que deram entrada nas unidades do Estado.”

 Com o óbito e duas altas ocorridas desde domingo, o número de pacientes que continuam internados passou a 54, de um total de 103 que estavam no Badim na quinta. Além deles, dez colaboradores e familiares que estavam no local no momento do fogo estão hospitalizados.

 Ontem, houve uma suspeita de vazamento de gás no interior do Badim. Bombeiros fizeram uma varredura à noite para identificar o possível foco do problema. Segundo o hospital, a empresa fornecedora de oxigênio abriu um dos tanques de armazenamento do produto para evitar a variação abrupta de pressão no equipamento, o que levou à suspeita de vazamento. Ainda de acordo com o Badim, os bombeiros constataram a normalidade da situação. 

 As investigações sobre as causas do incêndio continuam e várias testemunhas devem ser ouvidas nesta semana. Imagens das câmeras de segurança obtidas pelo Fantástico, da TV Globo, mostram que cerca de oito minutos se passaram entre o curto-circuito no gerador da unidade e o início da movimentação para a retirada de pacientes do local. Durante esse tempo, a fumaça se intensificou. 

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