Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 21 de Outubro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Cultura & Lazer

cultura@dgabc.com.br | 4435-8364

Muito suor e uma vida dedicada aos palcos

Anderson Lessa/Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Grupo regional de teatro, Cia da Matilde comemora 15 anos e ganha exposição


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

17/09/2019 | 07:28


Quando começou a caminhar no universo teatral, a Cia da Matilde tinha como objetivo movimentar culturalmente a cidade onde foi fundada, São Caetano. Mas, com trabalho sério, o grupo independente conquistou muito mais do que sua ideia inicial.

E, agora, 15 anos depois, ganha exposição no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Caetano, para comemorar sua existência e mostrar ao público o currículo, que conta com 16 montagens, 510 apresentações e 23 premiações, sendo que duas delas são prêmios Shell, um para Bete Dorgam, como melhor atriz por Casting (2011), e outro de Chico Carvalho, por melhor ator por Ricardo III (2014).

“Comemorar essa data é um grande orgulho, pois trabalhar com arte e cultura sempre foi um grande desafio em um País onde não valorizamos, sequer, a educação”, comenta o ator e diretor Erike Busoni, presidente da Matilde.

Ele explica que na exposição os visitantes poderão ver como tem sido a trajetória do grupo. “No total há 15% do material que a Matilde possuí”. Mas ele garante que quando as pessoas tomarem conhecimento desta história, por fotos, documentos, figurinos, adereços, prêmios, maquetes, entre outras coisas, ficarão surpresas. “Pois nós ficamos”, diz.

Um dos trabalhos mais ousados da história da companhia é o Shakespeare – Projeto 39, que tem como meta encenar 39 obras do dramaturgo britânico William Shakespeare (1564-1616). E peças dessa empreitada também podem ser vistas na exposição. “Não existe, neste País, registro de um grupo que tenha feito isso, portanto, é ousado”, afirma Busoni.

Romeu e Julieta, Tróilo e Créessida, Ricardo III, Os Dois Cavalheiros de Verona e A Tempestade já foram encenados para o projeto. Para o último texto, aliás, a companhia conseguiu patrocínio de R$ 1,5 milhão via leis de incentivo para produzir grandioso espetáculo, cuja estreia foi em maio de 2011, em São Paulo, no Teatro Raul Cortez. No elenco estavam Thaila Ayala e Paulo Goulart Filho.

Atualmente a Matilde apresenta A Megerinha, adaptação do texto A Megera Domada. Na montagem, mescla Shakespeare com cordel, trabalho da produtora Adryela Rodrigues e do cordelista diademense Moreira de Acopiara. “Penso que a união de linguagens seja fundamental na arte. Estamos aqui como provocadores”, diz Busoni.

Mas nem tudo foi luz na caminhada da Matilde. A falta de recursos e a especulação imobiliária fizeram com que a companhia, em 2009, se despedisse do galpão onde funcionava seu centro cultural. Para o diretor, esse foi o momento mais difícil da história do grupo.

Mas ainda assim o trabalho não parou. “Tivemos uma pausa de quatro meses de luto após a entrega do espaço. Mas em seguida entendemos que a Matilde não para. Logo iniciamos projetos e começamos a escrever propostas”, explica.
Hoje o grupo ensaia em espaços de amigos e casas de integrantes. “Por incrível que pareça,  somente neste ano já tivemos dois contratos com a Prefeitura de São Paulo, além de várias atividades com as unidades do Sesc pelo Estado, totalizando 43 apresentações até agosto”, comemora.<EM>

15 Anos da Cia da Matilde – Exposição. No Salão Nobre da Câmara Municipal de São Caetano (Av.Goiás, 600). Até dia 28. Segunda a sexta, das 8h às 18h. Entrada gratuita. 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Muito suor e uma vida dedicada aos palcos

Grupo regional de teatro, Cia da Matilde comemora 15 anos e ganha exposição

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

17/09/2019 | 07:28


Quando começou a caminhar no universo teatral, a Cia da Matilde tinha como objetivo movimentar culturalmente a cidade onde foi fundada, São Caetano. Mas, com trabalho sério, o grupo independente conquistou muito mais do que sua ideia inicial.

E, agora, 15 anos depois, ganha exposição no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Caetano, para comemorar sua existência e mostrar ao público o currículo, que conta com 16 montagens, 510 apresentações e 23 premiações, sendo que duas delas são prêmios Shell, um para Bete Dorgam, como melhor atriz por Casting (2011), e outro de Chico Carvalho, por melhor ator por Ricardo III (2014).

“Comemorar essa data é um grande orgulho, pois trabalhar com arte e cultura sempre foi um grande desafio em um País onde não valorizamos, sequer, a educação”, comenta o ator e diretor Erike Busoni, presidente da Matilde.

Ele explica que na exposição os visitantes poderão ver como tem sido a trajetória do grupo. “No total há 15% do material que a Matilde possuí”. Mas ele garante que quando as pessoas tomarem conhecimento desta história, por fotos, documentos, figurinos, adereços, prêmios, maquetes, entre outras coisas, ficarão surpresas. “Pois nós ficamos”, diz.

Um dos trabalhos mais ousados da história da companhia é o Shakespeare – Projeto 39, que tem como meta encenar 39 obras do dramaturgo britânico William Shakespeare (1564-1616). E peças dessa empreitada também podem ser vistas na exposição. “Não existe, neste País, registro de um grupo que tenha feito isso, portanto, é ousado”, afirma Busoni.

Romeu e Julieta, Tróilo e Créessida, Ricardo III, Os Dois Cavalheiros de Verona e A Tempestade já foram encenados para o projeto. Para o último texto, aliás, a companhia conseguiu patrocínio de R$ 1,5 milhão via leis de incentivo para produzir grandioso espetáculo, cuja estreia foi em maio de 2011, em São Paulo, no Teatro Raul Cortez. No elenco estavam Thaila Ayala e Paulo Goulart Filho.

Atualmente a Matilde apresenta A Megerinha, adaptação do texto A Megera Domada. Na montagem, mescla Shakespeare com cordel, trabalho da produtora Adryela Rodrigues e do cordelista diademense Moreira de Acopiara. “Penso que a união de linguagens seja fundamental na arte. Estamos aqui como provocadores”, diz Busoni.

Mas nem tudo foi luz na caminhada da Matilde. A falta de recursos e a especulação imobiliária fizeram com que a companhia, em 2009, se despedisse do galpão onde funcionava seu centro cultural. Para o diretor, esse foi o momento mais difícil da história do grupo.

Mas ainda assim o trabalho não parou. “Tivemos uma pausa de quatro meses de luto após a entrega do espaço. Mas em seguida entendemos que a Matilde não para. Logo iniciamos projetos e começamos a escrever propostas”, explica.
Hoje o grupo ensaia em espaços de amigos e casas de integrantes. “Por incrível que pareça,  somente neste ano já tivemos dois contratos com a Prefeitura de São Paulo, além de várias atividades com as unidades do Sesc pelo Estado, totalizando 43 apresentações até agosto”, comemora.<EM>

15 Anos da Cia da Matilde – Exposição. No Salão Nobre da Câmara Municipal de São Caetano (Av.Goiás, 600). Até dia 28. Segunda a sexta, das 8h às 18h. Entrada gratuita. 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;