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Aeroporto em discussão


Do Diário do Grande ABC

16/09/2019 | 11:38


Não é de hoje que o aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, está saturado, bem como o de Guarulhos, na Região Metropolitana. Há pelo menos uma década se discutem alternativas para desafogar esses terminais. Alguns anos atrás, o Grande ABC se colocou no debate, disposto a acolher uma estrutura para reduzir a demanda dos espaços da Capital e de Guarulhos.

A discussão teve início com o ex-prefeito de Mauá Leonel Damo, que vislumbrava um aeroporto em terreno no bairro Sertãozinho, ainda em 2007. As conversas mudaram de cidade quando Luiz Marinho, então prefeito de São Bernardo, acionou o governo federal para construção de um terminal no município. Porém, com a troca de governos – federal, estadual e municipais –, a onda arrefeceu.

Estranha o desânimo sobre o assunto junto aos agentes públicos da região. De certo que a implementação de um aeroporto não pode ser feita do dia para a noite. Os impactos de um equipamento desse porte são enormes. Estudos precisam ser feitos, a população, ouvida. Mas o debate tem de avançar, até porque o Grande ABC, cuja economia ainda é baseada na indústria, necessita de válvulas de escape quando o desempenho desse setor patina, como o que acontece atualmente.

O mesmo Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) que defende a construção do terminal aeroviário na região mapeou a transformação econômica pela qual o Grande ABC passa há três décadas. Entre 1989 e 2017, 58,3% das grandes indústrias (com mais de 500 funcionários) fecharam ou deixaram as sete cidades. O número de postos de trabalho no período desabou, de 363.333 empregos para 186.378.

Não se pode ignorar o cenário negativo. Combater os problemas com remédios que já se mostra ineficaz para conter o enfraquecimento da economia regional. Evidentemente que não há garantias que o aeroporto vai virar a chave do panorama atual. Entretanto, sem sequer discuti-lo, jamais saberemos.



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Aeroporto em discussão

Do Diário do Grande ABC

16/09/2019 | 11:38


Não é de hoje que o aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, está saturado, bem como o de Guarulhos, na Região Metropolitana. Há pelo menos uma década se discutem alternativas para desafogar esses terminais. Alguns anos atrás, o Grande ABC se colocou no debate, disposto a acolher uma estrutura para reduzir a demanda dos espaços da Capital e de Guarulhos.

A discussão teve início com o ex-prefeito de Mauá Leonel Damo, que vislumbrava um aeroporto em terreno no bairro Sertãozinho, ainda em 2007. As conversas mudaram de cidade quando Luiz Marinho, então prefeito de São Bernardo, acionou o governo federal para construção de um terminal no município. Porém, com a troca de governos – federal, estadual e municipais –, a onda arrefeceu.

Estranha o desânimo sobre o assunto junto aos agentes públicos da região. De certo que a implementação de um aeroporto não pode ser feita do dia para a noite. Os impactos de um equipamento desse porte são enormes. Estudos precisam ser feitos, a população, ouvida. Mas o debate tem de avançar, até porque o Grande ABC, cuja economia ainda é baseada na indústria, necessita de válvulas de escape quando o desempenho desse setor patina, como o que acontece atualmente.

O mesmo Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) que defende a construção do terminal aeroviário na região mapeou a transformação econômica pela qual o Grande ABC passa há três décadas. Entre 1989 e 2017, 58,3% das grandes indústrias (com mais de 500 funcionários) fecharam ou deixaram as sete cidades. O número de postos de trabalho no período desabou, de 363.333 empregos para 186.378.

Não se pode ignorar o cenário negativo. Combater os problemas com remédios que já se mostra ineficaz para conter o enfraquecimento da economia regional. Evidentemente que não há garantias que o aeroporto vai virar a chave do panorama atual. Entretanto, sem sequer discuti-lo, jamais saberemos.

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