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Deficiência visual colocou vereadora suplente na política

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Na Câmara de São Caetano temporariamente, Juliana Teixeira quer propor projetos inclusivos


Daniel Tossato
Diário do Grande ABC

15/09/2019 | 07:00


 “Se hoje participo da vida pública é devido à minha condição de deficiente visual.” Juliana Teixeira (PSDB) ficou como quinta suplente na chapa do PSDB na eleição de 2016 em São Caetano. Mas graças à estratégia partidária de dar voz aos que ajudaram, mas não se elegeram, no pleito, ela assumiu vaga na Câmara, onde ficará até sexta-feira. O objetivo, no curto espaço de tempo, é o de ampliar políticas voltadas aos deficientes na cidade.

Cega desde os 29 anos, quando perdeu a visão para retinopatia diabética e glaucoma, a tucana, hoje com 42 anos, diz estar disposta a propor projetos específicos para quem sofre das mesmas condições que ela ou de quaisquer outros tipos de limitação física.
“Tenho algumas indicações na qual estou trabalhando e estou propondo projeto para a obrigatoriedade de intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) em hospitais particulares e em repartições públicas que façam atendimento do povo”, relatou a parlamentar, filha do ex-vereador e ex-presidente da Câmara Maurílio Teixeira, que atuou na Casa durante 24 anos. “Todos merecem atenção, sem qualquer distinção”, afirmou.

Ela ainda se ambienta à Câmara de São Caetano, mas elogia suporte disponibilizado para que sua atuação política transcorra sem maiores dificuldades. Em sua primeira sessão, porém, no dia 3 de setembro, equipe do Diário testemunhou que a vereadora recebeu a ordem do dia – lista dos projetos em votação – em papel impresso normal.

Por ter perdido a visão já na fase adulta, Juliana confessa que não conseguiu se adaptar à leitura de braile, escrita específica para quem tem deficiência visual. Em seu gabinete, explica que utiliza programa de computador específico que realiza leitura de documentos e projetos que aparecem na Câmara. “Consigo trabalhar normalmente dessa forma. Aqui na Câmara, até o momento, não encontrei problemas.”

Formada em Pedagogia em 2005, bem no período em que começou a apresentar problema de visão, a parlamentar relata que recebe ajuda para se locomover, mas que sempre caminha com a bengala longa para auxiliar a desviar de obstáculos. “Sempre tenho alguém me ajudando a caminhar, até porque adoro usar salto alto”, brincou. Juliana é nascida no bairro Santo Antônio, em São Caetano, onde viveu grande parte de sua vida.

Candidata a vereadora pela primeira vez em 2012, Juliana recebeu 490 votos. Em 2016, em sua segunda disputa à vereança, a suplente recebeu apenas 354 adesões. Ela admite que nunca decidiu de fato se lançar na política, mas que acabou sendo “alçada” pelos seus padrinhos políticos. “Prefiro que seja assim (apresentada). Acredito que isso possa dar mais respaldo para a candidatura.” Em 2014, a vereadora atuou como presidente do PSDB Mulher de São Caetano. Já para 2020, a vereadora diz que ainda estuda possibilidade e brinca. “No momento eu prefiro ir morar no mato.”



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Deficiência visual colocou vereadora suplente na política

Na Câmara de São Caetano temporariamente, Juliana Teixeira quer propor projetos inclusivos

Daniel Tossato
Diário do Grande ABC

15/09/2019 | 07:00


 “Se hoje participo da vida pública é devido à minha condição de deficiente visual.” Juliana Teixeira (PSDB) ficou como quinta suplente na chapa do PSDB na eleição de 2016 em São Caetano. Mas graças à estratégia partidária de dar voz aos que ajudaram, mas não se elegeram, no pleito, ela assumiu vaga na Câmara, onde ficará até sexta-feira. O objetivo, no curto espaço de tempo, é o de ampliar políticas voltadas aos deficientes na cidade.

Cega desde os 29 anos, quando perdeu a visão para retinopatia diabética e glaucoma, a tucana, hoje com 42 anos, diz estar disposta a propor projetos específicos para quem sofre das mesmas condições que ela ou de quaisquer outros tipos de limitação física.
“Tenho algumas indicações na qual estou trabalhando e estou propondo projeto para a obrigatoriedade de intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) em hospitais particulares e em repartições públicas que façam atendimento do povo”, relatou a parlamentar, filha do ex-vereador e ex-presidente da Câmara Maurílio Teixeira, que atuou na Casa durante 24 anos. “Todos merecem atenção, sem qualquer distinção”, afirmou.

Ela ainda se ambienta à Câmara de São Caetano, mas elogia suporte disponibilizado para que sua atuação política transcorra sem maiores dificuldades. Em sua primeira sessão, porém, no dia 3 de setembro, equipe do Diário testemunhou que a vereadora recebeu a ordem do dia – lista dos projetos em votação – em papel impresso normal.

Por ter perdido a visão já na fase adulta, Juliana confessa que não conseguiu se adaptar à leitura de braile, escrita específica para quem tem deficiência visual. Em seu gabinete, explica que utiliza programa de computador específico que realiza leitura de documentos e projetos que aparecem na Câmara. “Consigo trabalhar normalmente dessa forma. Aqui na Câmara, até o momento, não encontrei problemas.”

Formada em Pedagogia em 2005, bem no período em que começou a apresentar problema de visão, a parlamentar relata que recebe ajuda para se locomover, mas que sempre caminha com a bengala longa para auxiliar a desviar de obstáculos. “Sempre tenho alguém me ajudando a caminhar, até porque adoro usar salto alto”, brincou. Juliana é nascida no bairro Santo Antônio, em São Caetano, onde viveu grande parte de sua vida.

Candidata a vereadora pela primeira vez em 2012, Juliana recebeu 490 votos. Em 2016, em sua segunda disputa à vereança, a suplente recebeu apenas 354 adesões. Ela admite que nunca decidiu de fato se lançar na política, mas que acabou sendo “alçada” pelos seus padrinhos políticos. “Prefiro que seja assim (apresentada). Acredito que isso possa dar mais respaldo para a candidatura.” Em 2014, a vereadora atuou como presidente do PSDB Mulher de São Caetano. Já para 2020, a vereadora diz que ainda estuda possibilidade e brinca. “No momento eu prefiro ir morar no mato.”

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