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Fogo atinge 'dimensões devastadoras' no Pantanal, diz governo do MS

Bombeiros do Pará/Fotos Públicas Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


13/09/2019 | 21:16


Os incêndios na região do Pantanal, em Mato Grosso do Sul, atingiram dimensões devastadoras, segundo o comando do Corpo de Bombeiros militar do Estado. A área queimada no Estado foi revista para 1,5 milhão de hectares, nesta sexta-feira, 13, com base em imagens de satélites - na quarta-feira, era de 1 milhão de hectares. Grande parte dos incêndios atingiu a região pantaneira. Apesar de uma mudança no clima com queda de temperatura, várias frentes de fogo continuavam sendo combatidas, nesta sexta, na Serra da Bodoquena e nos municípios de Corumbá e Aquidauana.

O comandante-geral coronel Joilson Alves do Amaral, reuniu o alto escalão da corporação e da Defesa Civil para discutir estratégias de combate aos focos. Conforme nota da corporação, devido às condições climáticas atípicas, "o bioma cerrado-pantanal foi atingido pelas queimadas em dimensões devastadoras".

O grupo decidiu antecipar as ações previstas no plano de estiagem, em vigor desde março, "a fim de reorganizar o poder operacional da corporação no atendimento imediato aos incêndios florestais, principalmente nas áreas em que foram decretadas situações de emergência". O Corpo de Bombeiros já reforçou o efetivo de combate ao fogo no Pantanal. Agora são 256 brigadistas por dia no campo, além de 12 especialistas em controle de incêndios florestais.

Um dia depois de ter decretado situação de emergência em nove municípios do Pantanal, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) aguardava uma resposta do governo federal ao pedido de apoio para combater as chamas no Pantanal. O pedido incluía aeronaves e recursos financeiros para ampliar as frentes de combate.

Apesar de estarem previstas chuvas em algumas regiões do Estado, entre os dias 25 e 27 deste mês, a condição climática continua crítica e propensa à propagação do fogo, devido à prolongada estiagem, às ondas de calor e baixa umidade do ar.

O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul publicou portaria, nesta sexta-feira, ampliando a proibição de queimadas controladas para as chamadas ações de profilaxia das lavouras em todo o Estado. Os produtores, agora, não poderão usar o fogo para eliminar a palhada em lavouras de cana-de-açúcar e para remover resíduos em áreas de reflorestamento.

Conforme o presidente André Borges, a medida reforça os cuidados para evitar os focos de incêndio que já destruíram 1 milhão de hectares de vegetação nos últimos meses. O fogo, que atinge principalmente a região do Pantanal, levou o governo do Estado a decretar situação de emergência por 180 dias.

Desde 2014, a queima de pastagens é proibida no Estado entre os dias 1.o de agosto e 30 de setembro. No Pantanal, a proibição vai até 31 de outubro. A queima controlada de canaviais, palhada e restos de florestas plantadas, no entanto, era permitida.

Com a nova portaria, quem for flagrado usando fogo nessas atividades será multado e pode responder por crime ambiental. A publicação suspendeu as licenças ambientais que já haviam sido emitidas, tendo como justificativa "os graves riscos ambientais referentes à perda de controle do fogo, em decorrência das condições climáticas extremas".

Em Mato Grosso, chamas atingem a Chapada dos Guimarães

Em Mato Grosso, os incêndios que atingem a reserva e os entornos do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães já queimaram mais de 50 mil hectares, segundo estimativa feita nesta sexta-feira, 13, pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Até à tarde, as projeções feitas a partir de imagens de satélites indicavam uma área queimada de 6.180 hectares no interior do parque e de 45 mil hectares nas imediações, totalizando 22 ocorrências atendidas pela equipe do Instituto desde 15 de junho, quando os incêndios começaram.

Conforme o ICMBio, o total de área destruída ainda não foi fechado porque há focos de incêndios ativos. Quatro novos focos surgiram nesta sexta e estão sendo combatidos pelos 57 brigadistas do órgão e do Ibama, com apoio de 16 viaturas e quatro aviões do tipo air tractor para lançamento de água.

À tarde, três desses incêndios estavam praticamente controlados. O quarto, o maior deles, estava fora dos limites da unidade, mas também era combatido pelos brigadistas federais. As atrações do parque, como a conhecida cachoeira Véu da Noiva, estão fechadas para visitação por medida de segurança.

Uma equipe de especialistas do Serviço Florestal dos Estados Unidos desembarcou em Brasília, na quinta-feira, 12, para dar apoio no combate aos incêndios que atingem o Mato Grosso. De acordo com o ICMBio, os peritos deve chegar ao parque no final de semana. Eles devem atuar na perícia das queimadas a fim de determinar a origem dos incêndios.



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Fogo atinge 'dimensões devastadoras' no Pantanal, diz governo do MS


13/09/2019 | 21:16


Os incêndios na região do Pantanal, em Mato Grosso do Sul, atingiram dimensões devastadoras, segundo o comando do Corpo de Bombeiros militar do Estado. A área queimada no Estado foi revista para 1,5 milhão de hectares, nesta sexta-feira, 13, com base em imagens de satélites - na quarta-feira, era de 1 milhão de hectares. Grande parte dos incêndios atingiu a região pantaneira. Apesar de uma mudança no clima com queda de temperatura, várias frentes de fogo continuavam sendo combatidas, nesta sexta, na Serra da Bodoquena e nos municípios de Corumbá e Aquidauana.

O comandante-geral coronel Joilson Alves do Amaral, reuniu o alto escalão da corporação e da Defesa Civil para discutir estratégias de combate aos focos. Conforme nota da corporação, devido às condições climáticas atípicas, "o bioma cerrado-pantanal foi atingido pelas queimadas em dimensões devastadoras".

O grupo decidiu antecipar as ações previstas no plano de estiagem, em vigor desde março, "a fim de reorganizar o poder operacional da corporação no atendimento imediato aos incêndios florestais, principalmente nas áreas em que foram decretadas situações de emergência". O Corpo de Bombeiros já reforçou o efetivo de combate ao fogo no Pantanal. Agora são 256 brigadistas por dia no campo, além de 12 especialistas em controle de incêndios florestais.

Um dia depois de ter decretado situação de emergência em nove municípios do Pantanal, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) aguardava uma resposta do governo federal ao pedido de apoio para combater as chamas no Pantanal. O pedido incluía aeronaves e recursos financeiros para ampliar as frentes de combate.

Apesar de estarem previstas chuvas em algumas regiões do Estado, entre os dias 25 e 27 deste mês, a condição climática continua crítica e propensa à propagação do fogo, devido à prolongada estiagem, às ondas de calor e baixa umidade do ar.

O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul publicou portaria, nesta sexta-feira, ampliando a proibição de queimadas controladas para as chamadas ações de profilaxia das lavouras em todo o Estado. Os produtores, agora, não poderão usar o fogo para eliminar a palhada em lavouras de cana-de-açúcar e para remover resíduos em áreas de reflorestamento.

Conforme o presidente André Borges, a medida reforça os cuidados para evitar os focos de incêndio que já destruíram 1 milhão de hectares de vegetação nos últimos meses. O fogo, que atinge principalmente a região do Pantanal, levou o governo do Estado a decretar situação de emergência por 180 dias.

Desde 2014, a queima de pastagens é proibida no Estado entre os dias 1.o de agosto e 30 de setembro. No Pantanal, a proibição vai até 31 de outubro. A queima controlada de canaviais, palhada e restos de florestas plantadas, no entanto, era permitida.

Com a nova portaria, quem for flagrado usando fogo nessas atividades será multado e pode responder por crime ambiental. A publicação suspendeu as licenças ambientais que já haviam sido emitidas, tendo como justificativa "os graves riscos ambientais referentes à perda de controle do fogo, em decorrência das condições climáticas extremas".

Em Mato Grosso, chamas atingem a Chapada dos Guimarães

Em Mato Grosso, os incêndios que atingem a reserva e os entornos do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães já queimaram mais de 50 mil hectares, segundo estimativa feita nesta sexta-feira, 13, pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Até à tarde, as projeções feitas a partir de imagens de satélites indicavam uma área queimada de 6.180 hectares no interior do parque e de 45 mil hectares nas imediações, totalizando 22 ocorrências atendidas pela equipe do Instituto desde 15 de junho, quando os incêndios começaram.

Conforme o ICMBio, o total de área destruída ainda não foi fechado porque há focos de incêndios ativos. Quatro novos focos surgiram nesta sexta e estão sendo combatidos pelos 57 brigadistas do órgão e do Ibama, com apoio de 16 viaturas e quatro aviões do tipo air tractor para lançamento de água.

À tarde, três desses incêndios estavam praticamente controlados. O quarto, o maior deles, estava fora dos limites da unidade, mas também era combatido pelos brigadistas federais. As atrações do parque, como a conhecida cachoeira Véu da Noiva, estão fechadas para visitação por medida de segurança.

Uma equipe de especialistas do Serviço Florestal dos Estados Unidos desembarcou em Brasília, na quinta-feira, 12, para dar apoio no combate aos incêndios que atingem o Mato Grosso. De acordo com o ICMBio, os peritos deve chegar ao parque no final de semana. Eles devem atuar na perícia das queimadas a fim de determinar a origem dos incêndios.

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