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Farta produção literária

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Lançamento será realizado amanhã, na livraria Paul Harris, em São Caetano, a partir das 10h


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

13/09/2019 | 07:00


São seis décadas de dedicação ao universo da escrita e cinco de publicação intensa. E aos 74 anos, o andreense Cláudio Feldman sequer pensa em parar. Ao contrário. Sua carreira literária segue de vento em popa. Tanto que amanhã, na Biblioteca Paul Harris, no evento Sábado Literário, em São Caetano, apresenta ao público, a partir das 10h, seu 56º livro, No Oco da Madeira (Editora Taturana, 76 páginas, R$ 20, em média).

A obra, elegante e de fácil leitura, diga-se, ganha vida ilustrada por 14 contos. “Já escrevi muitos livros e de muitos gêneros. Nesse resolvi colocar só contos fantásticos ou com elementos fantásticos”, explica o autor. As histórias não são inéditas, pois foram publicadas no suplemento literário paraibano Correio das Artes, que completou 70 anos de atividade. “Selecionei os melhores e coloquei no livro”, explica.

Ele diz que para manter o clima fantástico precisa ser algo curto, por isso escolheu como gênero textual o conto. Entre os pincelados por Feldman está Um Bonde Chamado Cemitério, um dos prediletos do autor, aliás. Conta da viagem de Benedicto em um bonde e se espanta ao encontrar alguém que, de forma alguma, poderia estar na mesma condução que ele. “O tempo do conto é contínuo. É uma viagem que começa realista e, a cada vez que o veículo acelera, entra em um grande mistério”, explica. Já O Bar é quase todo realista. “Há apenas um detalhe que o torna fantástico”, revela.

Filho do cineasta Aron Feldman, de quem diz ter puxado toda a veia artística, o escritor começou a produção escrita aos 14 anos. Eram textos para pequenas peças de teatro. “Escrevo sempre em uma folha de sulfite e com uma caneta Bic. A inspiração vem misteriosamente”, brinca. “Escrevo há 60 anos, e isso se tornou um hábito, como respirar, comer e dormir”, acrescenta.

Não bastasse chegar à sua 56ª obra, Feldman foi convidado para assumir a 38ª cadeira da Academia de Letras do Brasil, em Brasília. “Houve uma votação e fui escolhido por unanimidade. Agora preciso escrever uma monografia e em seguida tomo posse”, celebra.

Além de Feldman, o evento contará com a presença de vários outros autores, entre eles o andreense Kyioshi Ikeda, que apresenta Antologia Poética (Vivara Editora Nacional, 288 páginas). É dele um dos 250 poemas que estão na publicação. Ivan Ferretti Machado mostra o resultado de As Aventuras de Dardarim. E Hildebrando Pafundi aposta no livro infantil Janela da Liberdade e Outras Histórias. No total serão 12 autores.

Ana Maria Guimarães Rocha, responsável pelas bibliotecas do município e Presidente da Academia Popular de Letras, conta que sempre há gente nova mostrando seu trabalho e que o evento Sábado Literário cresce cada vez mais. “Usamos a biblioteca para acolher esses escritores, que podem lançar seus livros aqui”, diz. “O fato de termos 12 autores lançando seus trabalhos aqui no sábado (amanhã) mostra a confiança que eles têm na gente.”

Sábado Literário – Lançamento de Livros. Na Biblioteca Paul Harris – Av. Dr. Augusto de Toledo, 255, em São Caetano. Amanhã, a partir das 10h. Entrada gratuita.



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Farta produção literária

Lançamento será realizado amanhã, na livraria Paul Harris, em São Caetano, a partir das 10h

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

13/09/2019 | 07:00


São seis décadas de dedicação ao universo da escrita e cinco de publicação intensa. E aos 74 anos, o andreense Cláudio Feldman sequer pensa em parar. Ao contrário. Sua carreira literária segue de vento em popa. Tanto que amanhã, na Biblioteca Paul Harris, no evento Sábado Literário, em São Caetano, apresenta ao público, a partir das 10h, seu 56º livro, No Oco da Madeira (Editora Taturana, 76 páginas, R$ 20, em média).

A obra, elegante e de fácil leitura, diga-se, ganha vida ilustrada por 14 contos. “Já escrevi muitos livros e de muitos gêneros. Nesse resolvi colocar só contos fantásticos ou com elementos fantásticos”, explica o autor. As histórias não são inéditas, pois foram publicadas no suplemento literário paraibano Correio das Artes, que completou 70 anos de atividade. “Selecionei os melhores e coloquei no livro”, explica.

Ele diz que para manter o clima fantástico precisa ser algo curto, por isso escolheu como gênero textual o conto. Entre os pincelados por Feldman está Um Bonde Chamado Cemitério, um dos prediletos do autor, aliás. Conta da viagem de Benedicto em um bonde e se espanta ao encontrar alguém que, de forma alguma, poderia estar na mesma condução que ele. “O tempo do conto é contínuo. É uma viagem que começa realista e, a cada vez que o veículo acelera, entra em um grande mistério”, explica. Já O Bar é quase todo realista. “Há apenas um detalhe que o torna fantástico”, revela.

Filho do cineasta Aron Feldman, de quem diz ter puxado toda a veia artística, o escritor começou a produção escrita aos 14 anos. Eram textos para pequenas peças de teatro. “Escrevo sempre em uma folha de sulfite e com uma caneta Bic. A inspiração vem misteriosamente”, brinca. “Escrevo há 60 anos, e isso se tornou um hábito, como respirar, comer e dormir”, acrescenta.

Não bastasse chegar à sua 56ª obra, Feldman foi convidado para assumir a 38ª cadeira da Academia de Letras do Brasil, em Brasília. “Houve uma votação e fui escolhido por unanimidade. Agora preciso escrever uma monografia e em seguida tomo posse”, celebra.

Além de Feldman, o evento contará com a presença de vários outros autores, entre eles o andreense Kyioshi Ikeda, que apresenta Antologia Poética (Vivara Editora Nacional, 288 páginas). É dele um dos 250 poemas que estão na publicação. Ivan Ferretti Machado mostra o resultado de As Aventuras de Dardarim. E Hildebrando Pafundi aposta no livro infantil Janela da Liberdade e Outras Histórias. No total serão 12 autores.

Ana Maria Guimarães Rocha, responsável pelas bibliotecas do município e Presidente da Academia Popular de Letras, conta que sempre há gente nova mostrando seu trabalho e que o evento Sábado Literário cresce cada vez mais. “Usamos a biblioteca para acolher esses escritores, que podem lançar seus livros aqui”, diz. “O fato de termos 12 autores lançando seus trabalhos aqui no sábado (amanhã) mostra a confiança que eles têm na gente.”

Sábado Literário – Lançamento de Livros. Na Biblioteca Paul Harris – Av. Dr. Augusto de Toledo, 255, em São Caetano. Amanhã, a partir das 10h. Entrada gratuita.

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