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TST busca fim de paralisação dos Correios

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Greve, iniciada às 22h de terça, continua; ontem, cerca de 70% dos 900 profissionais da região pararam


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

12/09/2019 | 07:23


Audiência no TST (Tribunal Superior do Trabalho) marcada para hoje, às 13h30, pode definir os rumos da greve iniciada às 22h de terça-feira pelos trabalhadores dos Correios em todo o País. Ontem, no Grande ABC, em torno de 70% dos 900 profissionais cruzaram os braços pela reposição da inflação nos salários e a manutenção de benefícios. Enquanto isso, a paralisação continua.

De acordo com os Correios, na expectativa de solução que não comprometa ainda mais a situação financeira dos Correios, que acumula prejuízo de R$ 3 bilhões, a empresa ingressou com dissídio coletivo no TST. A Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Correios) celebrou decisão da empresa e a atribuiu à forte adesão no primeiro dia de paralisação.

Às vésperas da data-base da categoria, em 1º de agosto, os trabalhadores haviam rejeitado proposta oferecida pelos Correios, cujo reajuste sobre os salários sugerido tinha sido de 0,8% – sendo que a inflação do período, conforme o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), acumulava 3,84% nos últimos 12 meses. Além disso, a oferta retirava direitos ao excluir pai e mãe de convênio médico e o aumentar a coparticipação de 30% para 40%. A categoria também aprovou estado de greve, mas qualquer paralisação, se houvesse, só será iniciada neste mês, como ocorreu.

“Estávamos em negociação com a empresa desde o início de julho e, após dez reuniões, os Correios não apresentaram proposta convincente para os trabalhadores. A discussão passou então a ser mediada pelo TST, que prorrogou o nosso acordo coletivo até 31 de agosto e manteve as negociações, mas a estatal deixou de lado o acordo proposto para este mês”, explicou o diretor da Findect Douglas Melo. “Queremos a manutenção do acordo coletivo em geral e a reposição da inflação.”

Em nota, os Correios disseram que estão executando plano de saneamento financeiro para garantir sua competitividade e sustentabilidade. “As federações, no entanto, apresentaram reivindicações que superam até mesmo o faturamento anual da empresa.”
 



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TST busca fim de paralisação dos Correios

Greve, iniciada às 22h de terça, continua; ontem, cerca de 70% dos 900 profissionais da região pararam

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

12/09/2019 | 07:23


Audiência no TST (Tribunal Superior do Trabalho) marcada para hoje, às 13h30, pode definir os rumos da greve iniciada às 22h de terça-feira pelos trabalhadores dos Correios em todo o País. Ontem, no Grande ABC, em torno de 70% dos 900 profissionais cruzaram os braços pela reposição da inflação nos salários e a manutenção de benefícios. Enquanto isso, a paralisação continua.

De acordo com os Correios, na expectativa de solução que não comprometa ainda mais a situação financeira dos Correios, que acumula prejuízo de R$ 3 bilhões, a empresa ingressou com dissídio coletivo no TST. A Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Correios) celebrou decisão da empresa e a atribuiu à forte adesão no primeiro dia de paralisação.

Às vésperas da data-base da categoria, em 1º de agosto, os trabalhadores haviam rejeitado proposta oferecida pelos Correios, cujo reajuste sobre os salários sugerido tinha sido de 0,8% – sendo que a inflação do período, conforme o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), acumulava 3,84% nos últimos 12 meses. Além disso, a oferta retirava direitos ao excluir pai e mãe de convênio médico e o aumentar a coparticipação de 30% para 40%. A categoria também aprovou estado de greve, mas qualquer paralisação, se houvesse, só será iniciada neste mês, como ocorreu.

“Estávamos em negociação com a empresa desde o início de julho e, após dez reuniões, os Correios não apresentaram proposta convincente para os trabalhadores. A discussão passou então a ser mediada pelo TST, que prorrogou o nosso acordo coletivo até 31 de agosto e manteve as negociações, mas a estatal deixou de lado o acordo proposto para este mês”, explicou o diretor da Findect Douglas Melo. “Queremos a manutenção do acordo coletivo em geral e a reposição da inflação.”

Em nota, os Correios disseram que estão executando plano de saneamento financeiro para garantir sua competitividade e sustentabilidade. “As federações, no entanto, apresentaram reivindicações que superam até mesmo o faturamento anual da empresa.”
 

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