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Juros longos zeram queda e fecham estáveis; curtos também ficam de lado



11/09/2019 | 18:25


O alívio dos juros longos, que prevaleceu durante a maior parte desta quarta-feira, perdeu força no fim da sessão regular e, assim como os curtos, essas taxas fecharam perto da estabilidade. O movimento coincidiu com a melhora no apetite pelo risco no exterior no fim da tarde, que levou as bolsas americanas a baterem máximas e ampliou a alta do rendimentos dos Treasuries, sobretudo o da T-Note de dez anos. As taxas curtas já operavam próximas aos ajustes desde o período da manhã, limitadas pelas vendas do varejo acima do esperado, mas que não alteraram a percepção sobre a Selic, enquanto as longas recuavam junto com o dólar, que chegou a tocar novamente os R$ 4,05 nas mínimas na primeira etapa.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou em 5,38%, de 5,348% terça no ajuste, e a do DI para janeiro de 2023 ficou estável em 6,45%. A taxa do DI para janeiro de 2025 encerrou em 7,00%, de 7,011%.

No fim da tarde, a T-Note de dez anos projetava juro de 1,743%, ante o patamar de 1,73% de terça, enquanto a taxa de dois anos, ao contrário, estava no patamar de 1,67%, estável ante a de terça. O diferencial entre as duas taxas vem se alargando e traz alívio às preocupações com a economia americana, que vinham assombrando os mercados em agosto quando a curva estava invertida e indicando recessão mais à frente. A redução no pessimismo também está relacionada à decisão da China de isentar a importação de alguns produtos norte-americanos das tarifas extras, o que representa um alento na guerra comercial. Nesse contexto, o mercado já está trabalhando com a possibilidade de que o Banco Central Europeu (BCE) nesta quinta não seja tão "dovish" quanto o esperado.

No Brasil, o destaque foi a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). Os resultados tanto do varejo restrito (+1,0%) quanto do ampliado (+0,7%) em julho ante junho superaram as estimativas dos analistas, que tinham como teto altas de 0,8% e 0,4%, respectivamente. No caso do varejo restrito, foi o melhor resultado para o mês desde 2013. Além disso, houve revisão para cima numa série de dados dos meses anteriores. Apesar de mais fortes que o previsto, os números não alteraram a percepção sobre os cortes da Selic, mas, por outro lado, também não justificam aumento da exposição ao risco prefixado na ponta curta. Na precificação da curva, a possibilidade de redução da taxa básica em 0,5 ponto porcentual no Copom de setembro já supera 90%.

Segundo profissionais nas mesas de operação, ao induzir um sentimento de melhora na atividade doméstica, a PMC levou os investidores a comprarem Bolsa e a tomarem juros curtos e venderem os longos. "Houve fluxo de venda de estrangeiro na parte longa da curva", disse um gestor. O dólar bem comportado também foi importante para ajudar a curva a desinclinar durante o dia, ainda que no fim da tarde esse movimento tenha se enfraquecido.



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Juros longos zeram queda e fecham estáveis; curtos também ficam de lado


11/09/2019 | 18:25


O alívio dos juros longos, que prevaleceu durante a maior parte desta quarta-feira, perdeu força no fim da sessão regular e, assim como os curtos, essas taxas fecharam perto da estabilidade. O movimento coincidiu com a melhora no apetite pelo risco no exterior no fim da tarde, que levou as bolsas americanas a baterem máximas e ampliou a alta do rendimentos dos Treasuries, sobretudo o da T-Note de dez anos. As taxas curtas já operavam próximas aos ajustes desde o período da manhã, limitadas pelas vendas do varejo acima do esperado, mas que não alteraram a percepção sobre a Selic, enquanto as longas recuavam junto com o dólar, que chegou a tocar novamente os R$ 4,05 nas mínimas na primeira etapa.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou em 5,38%, de 5,348% terça no ajuste, e a do DI para janeiro de 2023 ficou estável em 6,45%. A taxa do DI para janeiro de 2025 encerrou em 7,00%, de 7,011%.

No fim da tarde, a T-Note de dez anos projetava juro de 1,743%, ante o patamar de 1,73% de terça, enquanto a taxa de dois anos, ao contrário, estava no patamar de 1,67%, estável ante a de terça. O diferencial entre as duas taxas vem se alargando e traz alívio às preocupações com a economia americana, que vinham assombrando os mercados em agosto quando a curva estava invertida e indicando recessão mais à frente. A redução no pessimismo também está relacionada à decisão da China de isentar a importação de alguns produtos norte-americanos das tarifas extras, o que representa um alento na guerra comercial. Nesse contexto, o mercado já está trabalhando com a possibilidade de que o Banco Central Europeu (BCE) nesta quinta não seja tão "dovish" quanto o esperado.

No Brasil, o destaque foi a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). Os resultados tanto do varejo restrito (+1,0%) quanto do ampliado (+0,7%) em julho ante junho superaram as estimativas dos analistas, que tinham como teto altas de 0,8% e 0,4%, respectivamente. No caso do varejo restrito, foi o melhor resultado para o mês desde 2013. Além disso, houve revisão para cima numa série de dados dos meses anteriores. Apesar de mais fortes que o previsto, os números não alteraram a percepção sobre os cortes da Selic, mas, por outro lado, também não justificam aumento da exposição ao risco prefixado na ponta curta. Na precificação da curva, a possibilidade de redução da taxa básica em 0,5 ponto porcentual no Copom de setembro já supera 90%.

Segundo profissionais nas mesas de operação, ao induzir um sentimento de melhora na atividade doméstica, a PMC levou os investidores a comprarem Bolsa e a tomarem juros curtos e venderem os longos. "Houve fluxo de venda de estrangeiro na parte longa da curva", disse um gestor. O dólar bem comportado também foi importante para ajudar a curva a desinclinar durante o dia, ainda que no fim da tarde esse movimento tenha se enfraquecido.

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