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Funcionários dos Correios entram em greve geral por tempo indeterminado

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Paralisação nacional foi decretada após rejeição de acordo coletivo


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

11/09/2019 | 10:43


Cerca de 70% dos trabalhadores dos Correios entraram em greve geral por tempo indeterminado. A medida foi decretada na noite desta terça-feira (10), por volta das 22h, em assembleias gerais de diferentes Estados do País. A categoria conta com cerca de 900 trabalhadores no Grande ABC e 20 mil em todo o Estado de São Paulo.

A medida se deu por conta dos funcionários rejeitarem a proposta de negociação oferecida pela empresa, cujo reajuste sobre os salários sugerido foi de 0,8%, além da retirada de 45 cláusulas do acordo coletivo que prevê os direitos dos trabalhadores. – entre elas a exclusão de pai e mãe de convênio médico e o aumento da coparticipação de 30% para 40%. O setor ainda se diz contra a privatização da estatal, incluída no mês passado no programa de privatizações do governo do Presidente Jair Bolsonaro (PSL).

A classe, entretanto, já estava em estado de greve desde agosto e tinha afirmado que, caso a empresa não entrasse em negociação, paralisavam os trabalhos neste mês. “Estávamos em negociação com a empresa desde o início de julho e, após dez reuniões, o Correios não apresentou proposta convincente para os trabalhadores. A discussão passou então a ser mediada TST (Tribunal Superior do Trabalho), que prorrogou o nosso acordo coletivo até 31 de agosto e manteve as negociações, mas a estatal deixou de lado o acordo proposto para este mês”, explicou o diretor da Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Correios) Douglas Melo.


Segundo Melo, o TST apresentou proposta de prorrogação do acordo para setembro, porém, a empresa se recusou. “Estamos reivindicando a manutenção do acordo coletivo em geral e a reposição da inflação”, sustentou.

A Findect informou que a greve foi decretada em São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins, Maranhão e na maioria dos estados do país.

Até o momento desta reportagem a estatal não divulgou balanço sobre os impactos da greve. Em nota, o Correios afirma que há "paralisação parcial" e informou ter participado de dez encontros com os representantes dos trabalhadores para apresentar propostas dentro das condições possíveis, "considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões".
 



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Funcionários dos Correios entram em greve geral por tempo indeterminado

Paralisação nacional foi decretada após rejeição de acordo coletivo

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

11/09/2019 | 10:43


Cerca de 70% dos trabalhadores dos Correios entraram em greve geral por tempo indeterminado. A medida foi decretada na noite desta terça-feira (10), por volta das 22h, em assembleias gerais de diferentes Estados do País. A categoria conta com cerca de 900 trabalhadores no Grande ABC e 20 mil em todo o Estado de São Paulo.

A medida se deu por conta dos funcionários rejeitarem a proposta de negociação oferecida pela empresa, cujo reajuste sobre os salários sugerido foi de 0,8%, além da retirada de 45 cláusulas do acordo coletivo que prevê os direitos dos trabalhadores. – entre elas a exclusão de pai e mãe de convênio médico e o aumento da coparticipação de 30% para 40%. O setor ainda se diz contra a privatização da estatal, incluída no mês passado no programa de privatizações do governo do Presidente Jair Bolsonaro (PSL).

A classe, entretanto, já estava em estado de greve desde agosto e tinha afirmado que, caso a empresa não entrasse em negociação, paralisavam os trabalhos neste mês. “Estávamos em negociação com a empresa desde o início de julho e, após dez reuniões, o Correios não apresentou proposta convincente para os trabalhadores. A discussão passou então a ser mediada TST (Tribunal Superior do Trabalho), que prorrogou o nosso acordo coletivo até 31 de agosto e manteve as negociações, mas a estatal deixou de lado o acordo proposto para este mês”, explicou o diretor da Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Correios) Douglas Melo.


Segundo Melo, o TST apresentou proposta de prorrogação do acordo para setembro, porém, a empresa se recusou. “Estamos reivindicando a manutenção do acordo coletivo em geral e a reposição da inflação”, sustentou.

A Findect informou que a greve foi decretada em São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins, Maranhão e na maioria dos estados do país.

Até o momento desta reportagem a estatal não divulgou balanço sobre os impactos da greve. Em nota, o Correios afirma que há "paralisação parcial" e informou ter participado de dez encontros com os representantes dos trabalhadores para apresentar propostas dentro das condições possíveis, "considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões".
 

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