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Jovem que teve a testa tatuada é condenado por roubo em regime semiaberto

Divulgação/GCM Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ruan Rocha da Silva tentou furtar a UPA Silvina, em São Bernardo, em fevereiro deste ano; pena foi determinada em 4 anos e 8 meses


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

11/09/2019 | 09:29


Ruan Rocha da Silva, 18 anos, que teve a testa tatuada com a frase "eu sou ladrão e vacilão" em junho de 2017, foi condenado por roubo e cumprirá pena em regime semiaberto. A sentença, assinada pela Juíza da 1ª Vara Criminal de São Bernardo, Sandra Regime Nostre Marques, foi determinada em quatro anos e oito meses de prisão, sem conceder o direito do jovem recorrer em liberdade.

A decisão se deu por conta de crime ocorrido no dia 14 de fevereiro, quando Silva foi detido pela GCM (Guarda Civil Municipal) na Avenida Doutor José Fronari, altura do número 100, no Ferrazópolis, após furtar um celular, uma blusa moletom e R$ 20,30 de funcionários UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Silvina.

A época, o caso foi registrado no 1º DP (Centro) e o adolescente conduzido para audiência de custódia no Fórum do município, onde o juiz determinou sua prisão preventiva. A decisão oficial da condenação foi publicada nesta terça-feira (10).

Em depoimento, o jovem disse que foi até a UPA para se proteger da chuva, e confessou estar sob efeito de drogas. Silva afirmou ainda ter participado de outro crime de furto, em março do ano passado, na cidade de Mairiporã, no interior de São Paulo, onde o adolescente furtou um desodorante de um supermercado e foi solto após pagamento de fiança de R$ 1.000. Além disso, o garoto já prestou serviço comunitário quando menor de idade por envolvimento em roubo.

No dia seguinte ao crime, em depoimento ao Diário, a auxiliar de limpeza Sueli de Souza, 44, – uma das vítimas do furto na UPA – relatou que quando Silva foi flagrado já tinha subtraído os pertences. Sueli contou ainda que sua colega de trabalho tentou segurar o jovem “para que não fugisse”, fatos estes que confirmou à Polícia e Justiça em audiência. De acordo com a vítima, o jovem estava “perturbado e sujo”.

"É lamentável o ciclo que ele vive, de dependência de drogas, envolvimento com pequenos crimes e a falta de respaldo familiar. A Justiça de São Bernardo falhou em não observar que ele é um doente e comete crimes por causa da dependência em drogas, " afirmou o advogado e coordenador da Comissão da Infância e Juventude do Condepe (Conselho Estadual de Direitos Humanos), Ariel de Castro Alves, que acompanhou o caso em 2017 e fez a denúncia de tortura contra o jovem.

O advogado sustenta que no sistema prisional Silva não terá como se recuperar, já que não há tratamento para dependência química. "A promotoria ou defensoria poderiam ter feito o pedido (de tratamento). A Juíza do ofício poderia ter instaurado um incidente toxicológico já que o vício dele é público e notório", disse Alves.

CASO DE REPERCUSSÃO - Em junho de 2017, Ruan Rocha da Silva, ainda menor de idade, teve a testa marcada com a frase “eu sou ladrão e vacilão” pelo tatuador Maycon Wesley Carvalho dos Reis, 28, e pelo pedreiro Ronildo Moreira de Araújo, 30, que o acusaram de tentar roubar uma bicicleta.

O caso, entretanto, ficou conhecido após a dupla divulgar nas redes sociais um vídeo do momento em que tatuaram a testa do jovem – Silva afirmou na época não se lembrar da tentativa de furto já que estava sob efeito de drogas.

Em fevereiro do ano passado, Reis e Araújo foram condenados pelos crimes de lesão corporal gravíssima e constrangimento ilegal. O tatuador, porém, conseguiu progressão da pena e está em regime aberto desde maio de 2018. Já o pedreiro cumpre pena no regime semiaberto.



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Jovem que teve a testa tatuada é condenado por roubo em regime semiaberto

Ruan Rocha da Silva tentou furtar a UPA Silvina, em São Bernardo, em fevereiro deste ano; pena foi determinada em 4 anos e 8 meses

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

11/09/2019 | 09:29


Ruan Rocha da Silva, 18 anos, que teve a testa tatuada com a frase "eu sou ladrão e vacilão" em junho de 2017, foi condenado por roubo e cumprirá pena em regime semiaberto. A sentença, assinada pela Juíza da 1ª Vara Criminal de São Bernardo, Sandra Regime Nostre Marques, foi determinada em quatro anos e oito meses de prisão, sem conceder o direito do jovem recorrer em liberdade.

A decisão se deu por conta de crime ocorrido no dia 14 de fevereiro, quando Silva foi detido pela GCM (Guarda Civil Municipal) na Avenida Doutor José Fronari, altura do número 100, no Ferrazópolis, após furtar um celular, uma blusa moletom e R$ 20,30 de funcionários UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Silvina.

A época, o caso foi registrado no 1º DP (Centro) e o adolescente conduzido para audiência de custódia no Fórum do município, onde o juiz determinou sua prisão preventiva. A decisão oficial da condenação foi publicada nesta terça-feira (10).

Em depoimento, o jovem disse que foi até a UPA para se proteger da chuva, e confessou estar sob efeito de drogas. Silva afirmou ainda ter participado de outro crime de furto, em março do ano passado, na cidade de Mairiporã, no interior de São Paulo, onde o adolescente furtou um desodorante de um supermercado e foi solto após pagamento de fiança de R$ 1.000. Além disso, o garoto já prestou serviço comunitário quando menor de idade por envolvimento em roubo.

No dia seguinte ao crime, em depoimento ao Diário, a auxiliar de limpeza Sueli de Souza, 44, – uma das vítimas do furto na UPA – relatou que quando Silva foi flagrado já tinha subtraído os pertences. Sueli contou ainda que sua colega de trabalho tentou segurar o jovem “para que não fugisse”, fatos estes que confirmou à Polícia e Justiça em audiência. De acordo com a vítima, o jovem estava “perturbado e sujo”.

"É lamentável o ciclo que ele vive, de dependência de drogas, envolvimento com pequenos crimes e a falta de respaldo familiar. A Justiça de São Bernardo falhou em não observar que ele é um doente e comete crimes por causa da dependência em drogas, " afirmou o advogado e coordenador da Comissão da Infância e Juventude do Condepe (Conselho Estadual de Direitos Humanos), Ariel de Castro Alves, que acompanhou o caso em 2017 e fez a denúncia de tortura contra o jovem.

O advogado sustenta que no sistema prisional Silva não terá como se recuperar, já que não há tratamento para dependência química. "A promotoria ou defensoria poderiam ter feito o pedido (de tratamento). A Juíza do ofício poderia ter instaurado um incidente toxicológico já que o vício dele é público e notório", disse Alves.

CASO DE REPERCUSSÃO - Em junho de 2017, Ruan Rocha da Silva, ainda menor de idade, teve a testa marcada com a frase “eu sou ladrão e vacilão” pelo tatuador Maycon Wesley Carvalho dos Reis, 28, e pelo pedreiro Ronildo Moreira de Araújo, 30, que o acusaram de tentar roubar uma bicicleta.

O caso, entretanto, ficou conhecido após a dupla divulgar nas redes sociais um vídeo do momento em que tatuaram a testa do jovem – Silva afirmou na época não se lembrar da tentativa de furto já que estava sob efeito de drogas.

Em fevereiro do ano passado, Reis e Araújo foram condenados pelos crimes de lesão corporal gravíssima e constrangimento ilegal. O tatuador, porém, conseguiu progressão da pena e está em regime aberto desde maio de 2018. Já o pedreiro cumpre pena no regime semiaberto.

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