Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 22 de Outubro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Internacional

internacional@dgabc.com.br | 4435-8301

Colômbia entra em alerta máximo para exercícios militares da Venezuela



10/09/2019 | 17:41


O governo da Colômbia entrou nesta terça-feira, 10, em alerta máximo em consequência dos exercícios militares que a Venezuela começará a realizar na fronteira entre os dois países na quarta-feira, 11. O alerta foi anunciado pelo conselheiro de Direitos Humanos e Assuntos Internacionais da presidência, Francisco Barbosa.

Segundo Barbosa, a Colômbia não entrará na "histeria" do chavismo, que faz esse tipo de anúncio militar sempre que precisa ganhar apoio internamente.

O conselheiro do presidente Iván Duque disse hoje que o governo da Colômbia está monitorando com atenção o que ocorre na fronteira, mas frisou que seu país resolve os problemas que têm com os vizinhos com diplomacia e multilateralismo.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, determinou a realização dos exercícios militares na semana passada. Na ocasião, o líder chavista afirmou que mandaria instalar sistema de mísseis na fronteira com a Colômbia. Mais de 3 mil soldados foram enviados para a região, segundo o governo venezuelano.

Após o anúncio, Duque afirmou que Maduro deve deixar as bravatas de lado e se preocupar em alimentar a população venezuelana. Além disso, Barbosa lembrou que Duque denunciará na Assembleia-Geral da ONU, realizada no fim deste mês, que Maduro dá proteção a grupos armados ilegais, como o Exército de Libertação Nacional (ELN).

Espionagem

Na madrugada desta terça-feira, Maduro voltou a acusar a Colômbia de espionagem sem apresentar provas.

"Nos últimos três meses tentaram, a partir da Inteligência do governo colombiano, cooptar suboficiais e oficiais venezuelanos para afetar nosso sistema de radares, sistema de defesa aérea e seus aviões, sistema de defesa antiaérea e o sistema de mísseis", afirmou Maduro

"Felizmente, os serviços de inteligência e o moral entre os nossos soldados pode deter e afastar estas pretensões de penetrar a capacidade de defesa da Venezuela", acrescentou Maduro, após reunir o gabinete e o alto comando militar.

No final de agosto, Duque acusou o governo Maduro de "abrigar" e "apoiar" dissidentes da extinta guerrilha das Farc.

Tratado de Defesa na OEA

Na noite de segunda-feira, o departamento americano de Estado informou que os EUA e outros países da região invocarão o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) de defesa diante da crise na Venezuela.

"Onze países, incluindo os Estados Unidos e o governo interino de Juan Guaidó estão pedindo a invocação do Tratado do Rio para confrontar a crise que Maduro provocou".

O TIAR é um acordo regional de defesa militar mútua que fornece base legal para eventual intervenção externa. O acordo é integrado por Brasil, Argentina, Bahamas, Chile, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Trinidad e Tobago, Uruguai e Cuba. (Com agências internacionais)



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Colômbia entra em alerta máximo para exercícios militares da Venezuela


10/09/2019 | 17:41


O governo da Colômbia entrou nesta terça-feira, 10, em alerta máximo em consequência dos exercícios militares que a Venezuela começará a realizar na fronteira entre os dois países na quarta-feira, 11. O alerta foi anunciado pelo conselheiro de Direitos Humanos e Assuntos Internacionais da presidência, Francisco Barbosa.

Segundo Barbosa, a Colômbia não entrará na "histeria" do chavismo, que faz esse tipo de anúncio militar sempre que precisa ganhar apoio internamente.

O conselheiro do presidente Iván Duque disse hoje que o governo da Colômbia está monitorando com atenção o que ocorre na fronteira, mas frisou que seu país resolve os problemas que têm com os vizinhos com diplomacia e multilateralismo.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, determinou a realização dos exercícios militares na semana passada. Na ocasião, o líder chavista afirmou que mandaria instalar sistema de mísseis na fronteira com a Colômbia. Mais de 3 mil soldados foram enviados para a região, segundo o governo venezuelano.

Após o anúncio, Duque afirmou que Maduro deve deixar as bravatas de lado e se preocupar em alimentar a população venezuelana. Além disso, Barbosa lembrou que Duque denunciará na Assembleia-Geral da ONU, realizada no fim deste mês, que Maduro dá proteção a grupos armados ilegais, como o Exército de Libertação Nacional (ELN).

Espionagem

Na madrugada desta terça-feira, Maduro voltou a acusar a Colômbia de espionagem sem apresentar provas.

"Nos últimos três meses tentaram, a partir da Inteligência do governo colombiano, cooptar suboficiais e oficiais venezuelanos para afetar nosso sistema de radares, sistema de defesa aérea e seus aviões, sistema de defesa antiaérea e o sistema de mísseis", afirmou Maduro

"Felizmente, os serviços de inteligência e o moral entre os nossos soldados pode deter e afastar estas pretensões de penetrar a capacidade de defesa da Venezuela", acrescentou Maduro, após reunir o gabinete e o alto comando militar.

No final de agosto, Duque acusou o governo Maduro de "abrigar" e "apoiar" dissidentes da extinta guerrilha das Farc.

Tratado de Defesa na OEA

Na noite de segunda-feira, o departamento americano de Estado informou que os EUA e outros países da região invocarão o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) de defesa diante da crise na Venezuela.

"Onze países, incluindo os Estados Unidos e o governo interino de Juan Guaidó estão pedindo a invocação do Tratado do Rio para confrontar a crise que Maduro provocou".

O TIAR é um acordo regional de defesa militar mútua que fornece base legal para eventual intervenção externa. O acordo é integrado por Brasil, Argentina, Bahamas, Chile, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Trinidad e Tobago, Uruguai e Cuba. (Com agências internacionais)

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;