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Série 'Ocupação' estreia hoje no CineBrasil TV

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Episódios tem como tema movimentos que utilizam a ocupação para serem ouvidos


Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

10/09/2019 | 07:27


Quem tem direito à propriedade? O que leva um grupo a entrar e levantar casas no terreno alheio? A fim de responder essas e outras perguntas, a Heco Produções fez a série documental Ocupações, que estreia hoje, às 21h, no canal pago CineBrasil TV. Dividida em 13 episódios, com 30 minutos cada, a produção tem como tema central os movimentos presentes em grandes cidades brasileiras que utilizam a estratégia da ocupação dos espaços para dar voz a suas reivindicações. É uma maneira de se fazer ouvir pela sociedade e também autoridades.

A luta pelos direitos iguais, que passa pelas questões da moradia, políticas públicas, cultura, entre outras coisas, é esmiuçada em alguns lugares do Brasil – entre eles São Paulo, Belo Horizonte, Rio Bonito do Iguaçu e Recife –, tudo com direção de Eugênio Puppo. “A gestação do projeto partiu de uma vontade de abordar o funcionamento do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto. Era uma pauta que tinha surgido com força naquele momento de turbulência política pós-junho de 2013 e de discussão do Plano Diretor de São Paulo. Aos poucos fomos percebendo que uma das estratégias que esse movimento usa, de ocupar prédios sem utilização e terrenos improdutivos, também era adotada por muitas outras organizações naquele momento.”

Ainda no primeiro episódio, a série traz à tona o conflito pela terra no Brasil e questiona: qual direito tem maior valor, o de moradia e trabalho dignos ou o da propriedade privada? Mostrando o histórico da luta pela terra do MST (Movimento dos Sem-Terra) e das comunidades indígenas Xukuru do Ororubá, de Pernambuco, e Guarani M’bia, de São Paulo, coloca-se o conflito entre as diversas relações desses grupos com a terra e os interesses individuais de alguns proprietários. Nada mais atual.

“A série está muito preocupada em demonstrar como os grandes problemas que as cidades e o campo enfrentam estão relacionados a um conflito entre forças: disputas de terras, crescimento desordenado, especulação imobiliária, interesses econômicos privados se contrapondo às vontades de uma determinada população, a inoperância do poder público etc. Há a tentativa de ressaltar que isso não vem de hoje, já está bem enraizado na sociedade brasileira, assentado em estruturas muito consolidadas e de difícil mudança. Porém, ao retratar a realidade de alguns movimentos sociais e relacioná-los a falas de estudiosos da área, procuramos mostrar que existem esforços possíveis para tentar contornar essas dificuldades. As ocupações são mostradas como uma forma de subversão desse status quo.”

Existe uma ideia, acrescenta, muito presente na sociedade, de que as ocupações são um sinônimo da ‘invasão’ de terras, propriedades, edifícios. “Porém, o critério daqueles que ocupam se pauta sempre pela noção de injustiça social. Dessa forma, eles geralmente ocupam edifícios há muito tempo ociosos, degradados, devendo muitos meses de IPTU, ou então terras improdutivas que se mantêm inutilizadas apenas para honrar o direito à propriedade, enquanto muita gente não tem onde morar ou produzir. É preciso enfraquecer esse preconceito sempre que possível, ajudar a mostrar que uma ocupação é bem diferente de uma invasão”, ressalta Puppo. Mais informações sobre os demais episódios em www.heco.com.br.
 



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Série 'Ocupação' estreia hoje no CineBrasil TV

Episódios tem como tema movimentos que utilizam a ocupação para serem ouvidos

Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

10/09/2019 | 07:27


Quem tem direito à propriedade? O que leva um grupo a entrar e levantar casas no terreno alheio? A fim de responder essas e outras perguntas, a Heco Produções fez a série documental Ocupações, que estreia hoje, às 21h, no canal pago CineBrasil TV. Dividida em 13 episódios, com 30 minutos cada, a produção tem como tema central os movimentos presentes em grandes cidades brasileiras que utilizam a estratégia da ocupação dos espaços para dar voz a suas reivindicações. É uma maneira de se fazer ouvir pela sociedade e também autoridades.

A luta pelos direitos iguais, que passa pelas questões da moradia, políticas públicas, cultura, entre outras coisas, é esmiuçada em alguns lugares do Brasil – entre eles São Paulo, Belo Horizonte, Rio Bonito do Iguaçu e Recife –, tudo com direção de Eugênio Puppo. “A gestação do projeto partiu de uma vontade de abordar o funcionamento do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto. Era uma pauta que tinha surgido com força naquele momento de turbulência política pós-junho de 2013 e de discussão do Plano Diretor de São Paulo. Aos poucos fomos percebendo que uma das estratégias que esse movimento usa, de ocupar prédios sem utilização e terrenos improdutivos, também era adotada por muitas outras organizações naquele momento.”

Ainda no primeiro episódio, a série traz à tona o conflito pela terra no Brasil e questiona: qual direito tem maior valor, o de moradia e trabalho dignos ou o da propriedade privada? Mostrando o histórico da luta pela terra do MST (Movimento dos Sem-Terra) e das comunidades indígenas Xukuru do Ororubá, de Pernambuco, e Guarani M’bia, de São Paulo, coloca-se o conflito entre as diversas relações desses grupos com a terra e os interesses individuais de alguns proprietários. Nada mais atual.

“A série está muito preocupada em demonstrar como os grandes problemas que as cidades e o campo enfrentam estão relacionados a um conflito entre forças: disputas de terras, crescimento desordenado, especulação imobiliária, interesses econômicos privados se contrapondo às vontades de uma determinada população, a inoperância do poder público etc. Há a tentativa de ressaltar que isso não vem de hoje, já está bem enraizado na sociedade brasileira, assentado em estruturas muito consolidadas e de difícil mudança. Porém, ao retratar a realidade de alguns movimentos sociais e relacioná-los a falas de estudiosos da área, procuramos mostrar que existem esforços possíveis para tentar contornar essas dificuldades. As ocupações são mostradas como uma forma de subversão desse status quo.”

Existe uma ideia, acrescenta, muito presente na sociedade, de que as ocupações são um sinônimo da ‘invasão’ de terras, propriedades, edifícios. “Porém, o critério daqueles que ocupam se pauta sempre pela noção de injustiça social. Dessa forma, eles geralmente ocupam edifícios há muito tempo ociosos, degradados, devendo muitos meses de IPTU, ou então terras improdutivas que se mantêm inutilizadas apenas para honrar o direito à propriedade, enquanto muita gente não tem onde morar ou produzir. É preciso enfraquecer esse preconceito sempre que possível, ajudar a mostrar que uma ocupação é bem diferente de uma invasão”, ressalta Puppo. Mais informações sobre os demais episódios em www.heco.com.br.
 

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