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Nobre critica relação do Palmeiras com a Crefisa: 'Patrocinador não é co-gestor'

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09/09/2019 | 09:52


O ex-presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, encerrou o silêncio na noite de domingo para avaliar e criticar o atual momento político do clube. Em uma entrevista para a TV Gazeta, o mandatário do clube de 2013 a 2016 lamentou o formato do vínculo atual com os donos da patrocinadora do clube, a Crefisa, e contou ter se decepcionado demais com o sucessor no cargo, Mauricio Galiotte, de quem era amigo íntimo.

Paulo Nobre se afastou da política palmeirense após ter deixado o cargo, em dezembro de 2016, e atualmente disputa provas de rali. Antes desse distanciamento do clube, foi ele quem indicou o então vice-presidente Mauricio Galiotte a assumir a gestão, com a expectativa de participar também da nova administração. "Fiquei extremamente decepcionado com os rumos da política do Palmeiras. Imaginei que eu seria naturalmente o braço direito do meu sucessor, como ele foi o meu grande braço direito durante quatro anos. Se preferiu me deixar fora, é claro que dói, mas é uma opção dele", comentou.

Os dois divergiram principalmente sobre situação da dona da Crefisa, Leila Pereira, dentro do clube. No final de 2016, antes de sair, Paulo Nobre assinou um documento em que negava que a empresária cumprisse os requisitos mínimos previstos no estatuto do clube para poder se candidatar a conselheira. Mauricio Galiotte tomou posse logo depois e teve um entendimento diferente ao confirmar a documentação da empresária e abrir caminho para a eleição dela ao cargo.

A divergência motivou o afastamento de Paulo Nobre e encerrou a relação de amizade entre os dois, inclusive com as convivências entre as famílias. "Ele me decepcionou muito porque sempre tivemos uma filosofia de trabalho em que o certo é certo e o errado é errado, sem meio termo, mas vi tudo sendo trabalhado como em gestões anteriores, que tanto criticamos, com políticas que jogaram o Palmeiras na lama, na segunda divisão e sem dinheiro para pagar luz e água. Achei que era um grande amigo meu", disse.

O ex-presidente criticou também o comportamento do casal de donos da Crefisa, Leila Pereira e José Roberto Lamacchia. "Durante os dois anos em que convivi com esse casal, tiveram algumas situações extremamente desagradáveis, deselegantes, de uma má educação muito grande com o clube. Não externei porque tratei tudo internamente", disse Paulo Nobre, que atacou o vínculo atual entre Palmeiras e a empresa. "Comigo na presidência, não seria assim nunca. Patrocinador não é co-gestor", afirmou.

Semanas atrás, Paulo Nobre entregou uma carta de renúncia ao cargo de conselheiro vitalício do clube. O ex-presidente tomou a decisão após virar alvo de uma sindicância interna no Conselho Deliberativo (CD), por ter intermediado no final do ano passado o contato com a Blackstar para apresentar uma proposta de patrocínio ao Palmeiras caso a Crefisa não quisesse renovar o acordo.

A proposta de R$ 1 bilhão em 10 anos foi considerada pela diretoria como fraudulenta pela falta de documentos com garantidas bancárias. "Recebi uma convocação para uma sindicância, como se eu pudesse ter feito algo prejudicial ao clube. Depois de tudo que me matei por quatro anos", comentou Paulo Nobre. "Estou fora, sem caneta para assinar. Quem está no poder que faz isso. E fizeram essa palhaçada que foi essa sindicância. Achei extremamente ofensivo", acrescentou.



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Nobre critica relação do Palmeiras com a Crefisa: 'Patrocinador não é co-gestor'


09/09/2019 | 09:52


O ex-presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, encerrou o silêncio na noite de domingo para avaliar e criticar o atual momento político do clube. Em uma entrevista para a TV Gazeta, o mandatário do clube de 2013 a 2016 lamentou o formato do vínculo atual com os donos da patrocinadora do clube, a Crefisa, e contou ter se decepcionado demais com o sucessor no cargo, Mauricio Galiotte, de quem era amigo íntimo.

Paulo Nobre se afastou da política palmeirense após ter deixado o cargo, em dezembro de 2016, e atualmente disputa provas de rali. Antes desse distanciamento do clube, foi ele quem indicou o então vice-presidente Mauricio Galiotte a assumir a gestão, com a expectativa de participar também da nova administração. "Fiquei extremamente decepcionado com os rumos da política do Palmeiras. Imaginei que eu seria naturalmente o braço direito do meu sucessor, como ele foi o meu grande braço direito durante quatro anos. Se preferiu me deixar fora, é claro que dói, mas é uma opção dele", comentou.

Os dois divergiram principalmente sobre situação da dona da Crefisa, Leila Pereira, dentro do clube. No final de 2016, antes de sair, Paulo Nobre assinou um documento em que negava que a empresária cumprisse os requisitos mínimos previstos no estatuto do clube para poder se candidatar a conselheira. Mauricio Galiotte tomou posse logo depois e teve um entendimento diferente ao confirmar a documentação da empresária e abrir caminho para a eleição dela ao cargo.

A divergência motivou o afastamento de Paulo Nobre e encerrou a relação de amizade entre os dois, inclusive com as convivências entre as famílias. "Ele me decepcionou muito porque sempre tivemos uma filosofia de trabalho em que o certo é certo e o errado é errado, sem meio termo, mas vi tudo sendo trabalhado como em gestões anteriores, que tanto criticamos, com políticas que jogaram o Palmeiras na lama, na segunda divisão e sem dinheiro para pagar luz e água. Achei que era um grande amigo meu", disse.

O ex-presidente criticou também o comportamento do casal de donos da Crefisa, Leila Pereira e José Roberto Lamacchia. "Durante os dois anos em que convivi com esse casal, tiveram algumas situações extremamente desagradáveis, deselegantes, de uma má educação muito grande com o clube. Não externei porque tratei tudo internamente", disse Paulo Nobre, que atacou o vínculo atual entre Palmeiras e a empresa. "Comigo na presidência, não seria assim nunca. Patrocinador não é co-gestor", afirmou.

Semanas atrás, Paulo Nobre entregou uma carta de renúncia ao cargo de conselheiro vitalício do clube. O ex-presidente tomou a decisão após virar alvo de uma sindicância interna no Conselho Deliberativo (CD), por ter intermediado no final do ano passado o contato com a Blackstar para apresentar uma proposta de patrocínio ao Palmeiras caso a Crefisa não quisesse renovar o acordo.

A proposta de R$ 1 bilhão em 10 anos foi considerada pela diretoria como fraudulenta pela falta de documentos com garantidas bancárias. "Recebi uma convocação para uma sindicância, como se eu pudesse ter feito algo prejudicial ao clube. Depois de tudo que me matei por quatro anos", comentou Paulo Nobre. "Estou fora, sem caneta para assinar. Quem está no poder que faz isso. E fizeram essa palhaçada que foi essa sindicância. Achei extremamente ofensivo", acrescentou.

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