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Nem pressão do governo faz preço do gás desabar

Arquivo/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Valor do botijão pouco cai na região, apesar de medidas; especialistas pedem abertura de mercado


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

09/09/2019 | 07:00


 Desde que chegou à Presidência, em janeiro, Jair Bolsonaro (PSL) pressiona a Petrobras a estabelecer política de preços mais atrativa para o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), que alimenta o botijão de 13 quilos comercializado para residências. A mais recente foi o fim do subsídio dado pelo governo à Petrobras, passo para abertura do mercado e impulso à concorrência. Porém, no Grande ABC, o cliente está longe de sentir reflexos nos valores pagos pelo produto.

Levantamento feito pelo Diário junto à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) mostra que a média de preços do botijão na região caiu bem abaixo do que o governo federal prometeu quando anunciou novas medidas. Na comparação entre junho e agosto, a retração foi de 2,32%. Entre julho e agosto, 2,7%.

Nas cidades, a maior queda foi registrada em Mauá (8,6% ou R$ 5,97 a menos). Em Santo André, a mudança foi quase imperceptível (0,38% ou R$ 0,25). Em Diadema houve alta no preço médio, de 3,44%, ou R$ 2,48 a mais. Em São Caetano, há botijão comercializado por R$ 89,90 – o valor mais barato foi encontrado em Mauá, por R$ 50.

Coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero comparou o cenário de venda de botijões de gás com o das maquininhas de cartão de crédito. Para ele, somente uma revolução na competitividade, como vista no segundo setor, forçará a redução nos valores praticados pelas revendedoras, que tendem a represar os preços para manterem boas taxas de lucratividade.

“O mercado ainda é muito fechado e o governo estuda possibilidade de abri-lo um pouco mais. Com mais competição, mais empresas vão brigar por clientes e menos por margem (de lucro). Como mercado é concentrado, normalmente essas reduções promovidas e importantes viram margem de lucro, principalmente para distribuidoras. Cai o preço na refinaria, mas não chega (ao cliente) porque as distribuidoras absorvem com margem. Sem competição isso acontece.”

Os mesmos dados da ANP mostram que as distribuidoras vendem os botijões, no Grande ABC, a uma média de R$ 49,25. Ou seja, revendedoras adicionam cerca de R$ 20, em média, no produto, incorporando impostos e outros repasses encarregados a elas.

O presidente da Asmirg-BR (Associação Brasileira dos Revendedores de GLP), Alexandre José Borjaili, também defende o fim do que ele chama de oligopólio na comercialização de gás. “Se não contiver o oligopólio, o cartel do gás, tudo que o governo fizer não chegará ao consumidor. Minha expectativa é cada dia menor para abertura do mercado.”



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Nem pressão do governo faz preço do gás desabar

Valor do botijão pouco cai na região, apesar de medidas; especialistas pedem abertura de mercado

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

09/09/2019 | 07:00


 Desde que chegou à Presidência, em janeiro, Jair Bolsonaro (PSL) pressiona a Petrobras a estabelecer política de preços mais atrativa para o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), que alimenta o botijão de 13 quilos comercializado para residências. A mais recente foi o fim do subsídio dado pelo governo à Petrobras, passo para abertura do mercado e impulso à concorrência. Porém, no Grande ABC, o cliente está longe de sentir reflexos nos valores pagos pelo produto.

Levantamento feito pelo Diário junto à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) mostra que a média de preços do botijão na região caiu bem abaixo do que o governo federal prometeu quando anunciou novas medidas. Na comparação entre junho e agosto, a retração foi de 2,32%. Entre julho e agosto, 2,7%.

Nas cidades, a maior queda foi registrada em Mauá (8,6% ou R$ 5,97 a menos). Em Santo André, a mudança foi quase imperceptível (0,38% ou R$ 0,25). Em Diadema houve alta no preço médio, de 3,44%, ou R$ 2,48 a mais. Em São Caetano, há botijão comercializado por R$ 89,90 – o valor mais barato foi encontrado em Mauá, por R$ 50.

Coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero comparou o cenário de venda de botijões de gás com o das maquininhas de cartão de crédito. Para ele, somente uma revolução na competitividade, como vista no segundo setor, forçará a redução nos valores praticados pelas revendedoras, que tendem a represar os preços para manterem boas taxas de lucratividade.

“O mercado ainda é muito fechado e o governo estuda possibilidade de abri-lo um pouco mais. Com mais competição, mais empresas vão brigar por clientes e menos por margem (de lucro). Como mercado é concentrado, normalmente essas reduções promovidas e importantes viram margem de lucro, principalmente para distribuidoras. Cai o preço na refinaria, mas não chega (ao cliente) porque as distribuidoras absorvem com margem. Sem competição isso acontece.”

Os mesmos dados da ANP mostram que as distribuidoras vendem os botijões, no Grande ABC, a uma média de R$ 49,25. Ou seja, revendedoras adicionam cerca de R$ 20, em média, no produto, incorporando impostos e outros repasses encarregados a elas.

O presidente da Asmirg-BR (Associação Brasileira dos Revendedores de GLP), Alexandre José Borjaili, também defende o fim do que ele chama de oligopólio na comercialização de gás. “Se não contiver o oligopólio, o cartel do gás, tudo que o governo fizer não chegará ao consumidor. Minha expectativa é cada dia menor para abertura do mercado.”

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