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Energia elétrica e desenvolvimento


Moisés Pais dos Santos
Rodrigo Melquíades

07/09/2019 | 07:00


São Paulo tem necessidade contínua de melhorar a eficiência na distribuição de eletricidade produzida para acelerar seu desenvolvimento econômico. Com população superior a 44 milhões de habitantes e responsável por quase 1/3 do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, o Estado tem-se tornado potencial consumidor de energia elétrica. O desenvolvimento econômico está diretamente relacionado à demanda por energia elétrica, pois refere-se ao aumento da produtividade do trabalho, à redução da pobreza, à elevação dos salários e de outras formas de renda, à redução dos níveis de poluição em várias conotações, ao aperfeiçoamento de todas as condições de trabalho, à melhoria das condições de habitações, ao maior acesso à saúde e à educação, ao aumento do acesso ao lazer e à melhor qualidade de vida.

Assim como o restante do Brasil, o Estado paulista também obedece à estrutura comandada pelo CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), órgão ligado à Presidência da República e que define todas as políticas energéticas do País. Toda a regulação do mercado de energia elétrica é pautada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), responsável pelas políticas e diretrizes do governo federal para regulamentar todo o setor elétrico e para permissão de utilização e de exploração de todos os serviços relacionados à energia elétrica pelos agentes consumidores e produtores. A Aneel também define todos os padrões de atendimento em qualidade e eficiência e exerce a função de ajustar todas as tarifas do mercado de energia elétrica.

Há diversas formas de se gerar energia elétrica, sendo a mais comum em São Paulo a termelétrica. Mas existe grande carga de produção por meio de hidrelétricas, que é a forma mais utilizada de geração no Brasil. Para distribuição da eletricidade, há apenas cinco grupos responsáveis pela entrega ao consumidor. São Paulo é o maior mercado de distribuição de energia do Brasil e as empresas concessionárias são: Enel, CPFL, EDP São Paulo, Elektro e Energisa, que partilham os 645 municípios paulistas. Com aproximadamente 32,12% do PIB nacional, São Paulo é o Estado mais rico do Brasil e também o que mais consome energia elétrica.

A economia paulista é composta por variadas indústrias, destacando-se a automobilística, a química, metalmecânica, sucroalcooleira, têxtil, aeronáutica e a de informática. Vale destacar setores de serviços como financeiro e agropecuário, além de forte infraestrutura logística para investimentos, devido às boas condições e extensão da malha rodoviária paulista, bem como por sua infraestrutura hidroviária, portuária e aeroportuária.

Todo o consumo de energia elétrica em São Paulo é bem diversificado. A Capital ainda é a cidade que mais absorve, somando todas as classes de consumo, porém um município se destaca em segundo lugar no Estado: Alumínio, na região de Sorocaba. Com população de 18.194 habitantes, Alumínio tem alto consumo na área industrial devido a sediar a CBA (Companhia Brasileira de Alumínio). Em 2012, essa empresa produziu 70% da energia elétrica que consome e investiu R$ 16 milhões em um centro operacional do sistema de energia, projeto desenvolvido em parceria com a Siemens que interliga as 15 subestações de energia da empresa por meio de fibra óptica.

Quanto ao desenvolvimento econômico paulista em relação ao consumo de energia elétrica, há diferença na sensibilidade das classes de consumo. Queda no PIB não afeta diretamente a demanda de energia elétrica nas residências. Mas no setor rural o consumo se expande de acordo com a situação econômica do País. Quem mais sente a crise econômica é o setor industrial, que apresenta queda constante no consumo, impactado não somente pela crise econômica, mas pela social e política em que o País se encontra. Cabe ao governo desenvolver políticas econômicas para que o setor industrial cresça e volte a gerar empregos novamente. No caso do setor comercial, mesmo nos momentos de crise manteve-se forte, e isso impactou positivamente no consumo de energia elétrica.

Sustentabilidade vem se tornando assunto cada vez mais comum para a população e o Estado. A adoção de ações para garantir maior eficiência em políticas sustentáveis visa buscar maior qualidade de vida para as pessoas e principalmente para a natureza. Energia elétrica afeta diretamente o meio ambiente e cada processo tem impacto diferente sobre a natureza. Enquanto hidrelétricas têm baixa emissão de gases causadores do efeito estufa, as termoelétricas vão na contramão como as que mais poluem.

O setor elétrico em São Paulo, assim como em todo o território brasileiro, está passando por renovações e atento para o potencial das fontes limpas. Por isso, a Secretaria de Energia do Estado de São Paulo lançou o PPE (Plano Paulista de Energia) para incentivar o financiamento privado em projetos e aumentar a geração de energia limpa.

O PPE oferece conjunto de diretrizes e propostas de políticas públicas para o decênio 2011-2020 com intuito de induzir a oferta com substituição de energéticos e estimular o uso racional e eficiente da energia, buscando contribuir para o cumprimento dos objetivos e meta da PEMC (Política Estadual de Mudanças Climáticas). Essa prática consiste em passo importante para conciliar o consumo de energia elétrica com o desenvolvimento econômico. 



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Energia elétrica e desenvolvimento

Moisés Pais dos Santos
Rodrigo Melquíades

07/09/2019 | 07:00


São Paulo tem necessidade contínua de melhorar a eficiência na distribuição de eletricidade produzida para acelerar seu desenvolvimento econômico. Com população superior a 44 milhões de habitantes e responsável por quase 1/3 do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, o Estado tem-se tornado potencial consumidor de energia elétrica. O desenvolvimento econômico está diretamente relacionado à demanda por energia elétrica, pois refere-se ao aumento da produtividade do trabalho, à redução da pobreza, à elevação dos salários e de outras formas de renda, à redução dos níveis de poluição em várias conotações, ao aperfeiçoamento de todas as condições de trabalho, à melhoria das condições de habitações, ao maior acesso à saúde e à educação, ao aumento do acesso ao lazer e à melhor qualidade de vida.

Assim como o restante do Brasil, o Estado paulista também obedece à estrutura comandada pelo CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), órgão ligado à Presidência da República e que define todas as políticas energéticas do País. Toda a regulação do mercado de energia elétrica é pautada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), responsável pelas políticas e diretrizes do governo federal para regulamentar todo o setor elétrico e para permissão de utilização e de exploração de todos os serviços relacionados à energia elétrica pelos agentes consumidores e produtores. A Aneel também define todos os padrões de atendimento em qualidade e eficiência e exerce a função de ajustar todas as tarifas do mercado de energia elétrica.

Há diversas formas de se gerar energia elétrica, sendo a mais comum em São Paulo a termelétrica. Mas existe grande carga de produção por meio de hidrelétricas, que é a forma mais utilizada de geração no Brasil. Para distribuição da eletricidade, há apenas cinco grupos responsáveis pela entrega ao consumidor. São Paulo é o maior mercado de distribuição de energia do Brasil e as empresas concessionárias são: Enel, CPFL, EDP São Paulo, Elektro e Energisa, que partilham os 645 municípios paulistas. Com aproximadamente 32,12% do PIB nacional, São Paulo é o Estado mais rico do Brasil e também o que mais consome energia elétrica.

A economia paulista é composta por variadas indústrias, destacando-se a automobilística, a química, metalmecânica, sucroalcooleira, têxtil, aeronáutica e a de informática. Vale destacar setores de serviços como financeiro e agropecuário, além de forte infraestrutura logística para investimentos, devido às boas condições e extensão da malha rodoviária paulista, bem como por sua infraestrutura hidroviária, portuária e aeroportuária.

Todo o consumo de energia elétrica em São Paulo é bem diversificado. A Capital ainda é a cidade que mais absorve, somando todas as classes de consumo, porém um município se destaca em segundo lugar no Estado: Alumínio, na região de Sorocaba. Com população de 18.194 habitantes, Alumínio tem alto consumo na área industrial devido a sediar a CBA (Companhia Brasileira de Alumínio). Em 2012, essa empresa produziu 70% da energia elétrica que consome e investiu R$ 16 milhões em um centro operacional do sistema de energia, projeto desenvolvido em parceria com a Siemens que interliga as 15 subestações de energia da empresa por meio de fibra óptica.

Quanto ao desenvolvimento econômico paulista em relação ao consumo de energia elétrica, há diferença na sensibilidade das classes de consumo. Queda no PIB não afeta diretamente a demanda de energia elétrica nas residências. Mas no setor rural o consumo se expande de acordo com a situação econômica do País. Quem mais sente a crise econômica é o setor industrial, que apresenta queda constante no consumo, impactado não somente pela crise econômica, mas pela social e política em que o País se encontra. Cabe ao governo desenvolver políticas econômicas para que o setor industrial cresça e volte a gerar empregos novamente. No caso do setor comercial, mesmo nos momentos de crise manteve-se forte, e isso impactou positivamente no consumo de energia elétrica.

Sustentabilidade vem se tornando assunto cada vez mais comum para a população e o Estado. A adoção de ações para garantir maior eficiência em políticas sustentáveis visa buscar maior qualidade de vida para as pessoas e principalmente para a natureza. Energia elétrica afeta diretamente o meio ambiente e cada processo tem impacto diferente sobre a natureza. Enquanto hidrelétricas têm baixa emissão de gases causadores do efeito estufa, as termoelétricas vão na contramão como as que mais poluem.

O setor elétrico em São Paulo, assim como em todo o território brasileiro, está passando por renovações e atento para o potencial das fontes limpas. Por isso, a Secretaria de Energia do Estado de São Paulo lançou o PPE (Plano Paulista de Energia) para incentivar o financiamento privado em projetos e aumentar a geração de energia limpa.

O PPE oferece conjunto de diretrizes e propostas de políticas públicas para o decênio 2011-2020 com intuito de induzir a oferta com substituição de energéticos e estimular o uso racional e eficiente da energia, buscando contribuir para o cumprimento dos objetivos e meta da PEMC (Política Estadual de Mudanças Climáticas). Essa prática consiste em passo importante para conciliar o consumo de energia elétrica com o desenvolvimento econômico. 

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