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Grupo teatral da região decola rumo â Argentina

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Jovens, de Santo André, se inspiraram no caso da menina Eloá – vítima de feminicídio


Tauana Marin
Diário do Grande ABC

08/09/2019 | 07:00


Leitura, mentes criativas, disciplina e um convite. Foi por meio dessas habilidades que o grupo de jovens moradores dos bairros de Cidade São Jorge, Jardim Marek, Centreville e Parque João Ramalho, de Snato ANdré, foi convidado a participar do XI Festival Mundial de Teatro Adolescente Vamos que Venimos, realizado na Argentina, entre os dias 8 e 14 de outubro. Ao todo serão 19 grupos, vindos também do Uruguai, Chile e México.

O grupo, formado por 10 alunos entre 15 e 21 anos, se inscreveu com o espetáculo autoral Oroboros – Cidade dos Homens, Cidade dos Ratos. A chamado A Cia. Estranha de Teatro, nome dado pelos próprios jovens, tem apenas dois anos e surgiu por meio da oficina de teatro do Programa Territórios de Cultura, da Secretaria Municipal de Cultura de Santo André, coordenada pela atriz Lígia Helena no CEU das Artes Jardim Marek.

A peça conta a trajetória da menina, Eloah – nome que alude à Eloá, garota vitima de feminicídio em Santo André, em 2008 –, que sai em busca de resgatar os corações dos homens, que foram retirados pelas mãos dos governantes, que decidiram que é proibido dançar, cantar ou tocar o tambor.

“(O espetáculo) Contou com a participação de todos. Eles criaram as cenas, discutimos tudo, modificamos, retomamos a escrita. Tudo foi feito em coletivo”, explica Ligia Helena. “Não é um festival competitivo. É um encontro de formação, troca e aprendizado.”

Um dos integrantes do grupo, Natanael Pimenta de Araújo, 21 anos, conta que a arte sempre esteve presente em seu cotidiano. “O fato de o meu pai ser artista me incentivou. Quando criança cantava no coral da igreja e gosto muito de expressar tudo que vivi e vivo sobre o palco. Sempre amei atuar, mas nunca achava algum lugar gratuito para poder participar de oficina.”

Ele conta que serem chamados ao evento foi algo ‘potente’. “Vendo quem nós somos, de onde viemos, participar de um festival desse nível é loucura”, brinca.

Natanael e os demais (Chiely Silva, Erick Lopes, Gabriel Ferraz, Jaderson Silva, João Vitor Silva, Julia Thaini , Kettely Oliveira, Tainara Silva e Yara Rosa) esperam que a troca cultural seja grande. “Teremos grandes desafios e aprendizados com todos os grupos. Afinal, levamos nossas estética e narrativa política como pessoas periféricas em um país totalmente diferente do nosso”, conlcui.

A participação dos andreenses no festival está garantida, mas para conseguir viajar o grupo precisa arrecadar o total de R$ 8.000, para o transporte e a alimentação dos integrantes. Para isso, eles têm feito diferentes ações de arrecadação, como rifas, venda de doces, festas, além de uma ‘vaquinha’ on-line. Quem quiser ajudar pode acessar o www.vakinha.com.br/vaquinha/662293.



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Grupo teatral da região decola rumo â Argentina

Jovens, de Santo André, se inspiraram no caso da menina Eloá – vítima de feminicídio

Tauana Marin
Diário do Grande ABC

08/09/2019 | 07:00


Leitura, mentes criativas, disciplina e um convite. Foi por meio dessas habilidades que o grupo de jovens moradores dos bairros de Cidade São Jorge, Jardim Marek, Centreville e Parque João Ramalho, de Snato ANdré, foi convidado a participar do XI Festival Mundial de Teatro Adolescente Vamos que Venimos, realizado na Argentina, entre os dias 8 e 14 de outubro. Ao todo serão 19 grupos, vindos também do Uruguai, Chile e México.

O grupo, formado por 10 alunos entre 15 e 21 anos, se inscreveu com o espetáculo autoral Oroboros – Cidade dos Homens, Cidade dos Ratos. A chamado A Cia. Estranha de Teatro, nome dado pelos próprios jovens, tem apenas dois anos e surgiu por meio da oficina de teatro do Programa Territórios de Cultura, da Secretaria Municipal de Cultura de Santo André, coordenada pela atriz Lígia Helena no CEU das Artes Jardim Marek.

A peça conta a trajetória da menina, Eloah – nome que alude à Eloá, garota vitima de feminicídio em Santo André, em 2008 –, que sai em busca de resgatar os corações dos homens, que foram retirados pelas mãos dos governantes, que decidiram que é proibido dançar, cantar ou tocar o tambor.

“(O espetáculo) Contou com a participação de todos. Eles criaram as cenas, discutimos tudo, modificamos, retomamos a escrita. Tudo foi feito em coletivo”, explica Ligia Helena. “Não é um festival competitivo. É um encontro de formação, troca e aprendizado.”

Um dos integrantes do grupo, Natanael Pimenta de Araújo, 21 anos, conta que a arte sempre esteve presente em seu cotidiano. “O fato de o meu pai ser artista me incentivou. Quando criança cantava no coral da igreja e gosto muito de expressar tudo que vivi e vivo sobre o palco. Sempre amei atuar, mas nunca achava algum lugar gratuito para poder participar de oficina.”

Ele conta que serem chamados ao evento foi algo ‘potente’. “Vendo quem nós somos, de onde viemos, participar de um festival desse nível é loucura”, brinca.

Natanael e os demais (Chiely Silva, Erick Lopes, Gabriel Ferraz, Jaderson Silva, João Vitor Silva, Julia Thaini , Kettely Oliveira, Tainara Silva e Yara Rosa) esperam que a troca cultural seja grande. “Teremos grandes desafios e aprendizados com todos os grupos. Afinal, levamos nossas estética e narrativa política como pessoas periféricas em um país totalmente diferente do nosso”, conlcui.

A participação dos andreenses no festival está garantida, mas para conseguir viajar o grupo precisa arrecadar o total de R$ 8.000, para o transporte e a alimentação dos integrantes. Para isso, eles têm feito diferentes ações de arrecadação, como rifas, venda de doces, festas, além de uma ‘vaquinha’ on-line. Quem quiser ajudar pode acessar o www.vakinha.com.br/vaquinha/662293.

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