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Kaysar Dadour relembra dificuldades que passou antes de vir para o Brasil: - Tenho fraturas no corpo todo



04/09/2019 | 13:10


Kaysar Dadour falou um pouco sobre da situação de refugiado que o fez sair da Síria e vir para o Brasil. Ao participar do Conversa com Bial, na noite da última terça-feira, dia 3, o ex-BBB deu alguns detalhes sobre o que viveu.

- Minha casa é o mundo. Saí de lá em 2011, nunca mais voltei. Começaram manifestações na rua, a gente não estava acostumado a ver isso, foi ficando mais perigoso. Os países mais fáceis de eu chegar eram Ucrânia, Rússia ou Bielorrússia. Peguei o visto de estudante e fugi para a Ucrânia, explicou.

A vida fora da Síria não foi fácil e ele conta que passou por momentos muitos complicados.

- Tinham preconceito contra mim, me prejudicou muito. Eu sou cristão, na Ucrânia tem muitas religiosidades. O povo é bom, mas tem muitos radicais. Na Síria o relacionamento é muito bom entre cristãos e muçulmanos, mas lá não aceitam. Tenho orgulho de ser cristão. Quando viram meu crucifixo, foi muito forte. Surra? Quem me dera. Tenho [fraturas] no corpo todo.

Sua vontade era de seguir para a Europa, mas acabou lembrando que tinha familiares no Brasil.

- Queria fugir para a Europa. Do nada, antes de fugir, estava dormindo, parece que Deus me fez acordar. Pensei: Tenho um primo no Brasil. Liguei para a minha mãe, ela não sabe de nada, sempre achou que minha vida era maravilhosa. Cheguei, deu tudo certo, me acolheu muito bem.

Destaque na novela Orfãos da Terra, ele também revelou que as gravações foram difíceis no início.

- Quando entrei no campo de refugiados, fiquei três dias com dor de cabeça. Quando entrava nas tendas, sentia a dor das pessoas. Lá não tem água, calor, não tem lugar para tomar banho, tratam igual a lixo.

Por fim, Kaysar revelou que se abrir sobre o que viveu ainda é muito difícil.

- Até agora não me abri muito sobre minha vida pessoal, do que passei. Tenho cicatrizes que não quero abrir. Tenho medo, não quero que ninguém machuque minha família, finalizou.



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Kaysar Dadour relembra dificuldades que passou antes de vir para o Brasil: - Tenho fraturas no corpo todo


04/09/2019 | 13:10


Kaysar Dadour falou um pouco sobre da situação de refugiado que o fez sair da Síria e vir para o Brasil. Ao participar do Conversa com Bial, na noite da última terça-feira, dia 3, o ex-BBB deu alguns detalhes sobre o que viveu.

- Minha casa é o mundo. Saí de lá em 2011, nunca mais voltei. Começaram manifestações na rua, a gente não estava acostumado a ver isso, foi ficando mais perigoso. Os países mais fáceis de eu chegar eram Ucrânia, Rússia ou Bielorrússia. Peguei o visto de estudante e fugi para a Ucrânia, explicou.

A vida fora da Síria não foi fácil e ele conta que passou por momentos muitos complicados.

- Tinham preconceito contra mim, me prejudicou muito. Eu sou cristão, na Ucrânia tem muitas religiosidades. O povo é bom, mas tem muitos radicais. Na Síria o relacionamento é muito bom entre cristãos e muçulmanos, mas lá não aceitam. Tenho orgulho de ser cristão. Quando viram meu crucifixo, foi muito forte. Surra? Quem me dera. Tenho [fraturas] no corpo todo.

Sua vontade era de seguir para a Europa, mas acabou lembrando que tinha familiares no Brasil.

- Queria fugir para a Europa. Do nada, antes de fugir, estava dormindo, parece que Deus me fez acordar. Pensei: Tenho um primo no Brasil. Liguei para a minha mãe, ela não sabe de nada, sempre achou que minha vida era maravilhosa. Cheguei, deu tudo certo, me acolheu muito bem.

Destaque na novela Orfãos da Terra, ele também revelou que as gravações foram difíceis no início.

- Quando entrei no campo de refugiados, fiquei três dias com dor de cabeça. Quando entrava nas tendas, sentia a dor das pessoas. Lá não tem água, calor, não tem lugar para tomar banho, tratam igual a lixo.

Por fim, Kaysar revelou que se abrir sobre o que viveu ainda é muito difícil.

- Até agora não me abri muito sobre minha vida pessoal, do que passei. Tenho cicatrizes que não quero abrir. Tenho medo, não quero que ninguém machuque minha família, finalizou.

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