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Baldy ignora região sobre mudança na Linha 18

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Secretário dos Transportes adiou duas vezes visita ao Consórcio para explanar alteração no projeto


Daniel Tossato
Do dgabc.com.br

03/09/2019 | 07:00


O secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado, Alexandre Baldy, tem ignorado a região ao não estabelecer data para explanar os motivos que fizeram o governo estadual trocar o projeto da Linha 18-Bronze, que ligaria o Grande ABC à Capital por monotrilho, mas foi modificado para BRT (sigla em inglês para sistema de ônibus de alta velocidade).

Quando houve confirmação das alterações do ramal metroviário, Baldy prometeu que, no dia 6 de agosto, viria ao Consórcio Intermunicipal do Grande ABC para detalhar o projeto. Porém, alegou problema de agenda para remarcar o encontro, que seria no dia 13, sob justificativa que integraria comitiva em busca de investimentos na China. A outra reunião também foi cancelada, desta vez sem justificativa.

No dia 19 de agosto, o secretário recebeu os vereadores de frente parlamentar da região em defesa da Linha 18. Tratou superficialmente sobre o tema. Neste encontro com os parlamentares, o secretário alegou que irá apresentar os detalhes técnicos do BRT somente em outubro, mas evitou anunciar uma data. Além disso, Baldy apresentou os mesmo projetos que foram comentados no dia 3 de julho, quando o modal BRT foi destacado por Doria como alternativa ao monotrilho. O presidente da frente parlamentar, o vereador por Santo André Fábio Lopes (Cidadania), classificou a reunião como não proveitosa.

Na semana passada, o governo do Estado anunciou o encerramento do contrato com a Vem ABC, consórcio que venceu a licitação para construir a Linha 18 com monotrilho. A alegação do gestão Doria foi a de que haveria vários empecilhos técnicos à obra – como impossibilidade de decretação de utilidade pública de alguns terrenos e vedação de prorrogação contratual. Por unanimidade, os conselheiros do CGPPP (Conselho Gestor de Parcerias Público-Privadas) votaram a favor da extinção do acordo. Não há, porém, detalhamento de como será realizado processo de ressarcimento dos valores que a empresa diz ter despendido para o projeto – cerca de R$ 50 milhões.

Assinado em agosto de 2014, com valor de R$ 4,26 bilhões, com financiamentos do Estado e da iniciativa privada, o projeto do monotrilho empacou na fase de desapropriação. O Estado não obteve aval federal para contrair empréstimos para executar essa etapa do projeto.

Em nota encaminhada ao Diário, o Consórcio Intermunicipal afirmou que ainda aguarda que Alexandre Baldy compareça à entidade em setembro, conforme declaração dada pelo secretário.

Questionada sobre qual será a data de comparecimento à região, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos respondeu que “o governo do Estado segue o que está previsto em contrato e toma todas as medidas para rescisão amigável, não havendo no contrato previsão de indenização”.

Político teve nome ligado a Carlinhos Cachoeira

Alexandre Baldy chegou ao comando da Secretaria dos Transportes Metropolitanos no governo de João Doria (PSDB) depois de passagem pelo Ministério das Cidades do governo de Michel Temer (MDB). À época, era deputado federal por Goiás, seu Estado.

Filiado ao PP, Baldy ganhou projeção estadual quando o então governador Marconi Perillo o alocou como secretário de Indústria do Estado. Ele assumiu vaga no governo Temer depois que Bruno Araújo (PSDB-PE) pediu demissão.

Baldy foi citado em CPI que investigou a atuação do bicheiro e empresário Carlinhos Cachoeira – alvo principal da Operação Monte Carlo, acusado de lavagem de dinheiro e pagamento impróprio a políticos.

Nos grampos telefônicos da operação da PF (Polícia Federal), Baldy aparece como colaborador da organização considerada criminosa pelo órgão. Ao jornal Folha de S.Paulo, em 2016, quando relatório da CPI de Carlinhos Cachoeira foi tornado público, ele negou envolvimento com o bicheiro e disse que a investigação foi “vingança do PT” em seu Estado.

Ele desembarcou no governo de Doria pelo plano do tucano em ser candidato à Presidência da República. 



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Baldy ignora região sobre mudança na Linha 18

Secretário dos Transportes adiou duas vezes visita ao Consórcio para explanar alteração no projeto

Daniel Tossato
Do dgabc.com.br

03/09/2019 | 07:00


O secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado, Alexandre Baldy, tem ignorado a região ao não estabelecer data para explanar os motivos que fizeram o governo estadual trocar o projeto da Linha 18-Bronze, que ligaria o Grande ABC à Capital por monotrilho, mas foi modificado para BRT (sigla em inglês para sistema de ônibus de alta velocidade).

Quando houve confirmação das alterações do ramal metroviário, Baldy prometeu que, no dia 6 de agosto, viria ao Consórcio Intermunicipal do Grande ABC para detalhar o projeto. Porém, alegou problema de agenda para remarcar o encontro, que seria no dia 13, sob justificativa que integraria comitiva em busca de investimentos na China. A outra reunião também foi cancelada, desta vez sem justificativa.

No dia 19 de agosto, o secretário recebeu os vereadores de frente parlamentar da região em defesa da Linha 18. Tratou superficialmente sobre o tema. Neste encontro com os parlamentares, o secretário alegou que irá apresentar os detalhes técnicos do BRT somente em outubro, mas evitou anunciar uma data. Além disso, Baldy apresentou os mesmo projetos que foram comentados no dia 3 de julho, quando o modal BRT foi destacado por Doria como alternativa ao monotrilho. O presidente da frente parlamentar, o vereador por Santo André Fábio Lopes (Cidadania), classificou a reunião como não proveitosa.

Na semana passada, o governo do Estado anunciou o encerramento do contrato com a Vem ABC, consórcio que venceu a licitação para construir a Linha 18 com monotrilho. A alegação do gestão Doria foi a de que haveria vários empecilhos técnicos à obra – como impossibilidade de decretação de utilidade pública de alguns terrenos e vedação de prorrogação contratual. Por unanimidade, os conselheiros do CGPPP (Conselho Gestor de Parcerias Público-Privadas) votaram a favor da extinção do acordo. Não há, porém, detalhamento de como será realizado processo de ressarcimento dos valores que a empresa diz ter despendido para o projeto – cerca de R$ 50 milhões.

Assinado em agosto de 2014, com valor de R$ 4,26 bilhões, com financiamentos do Estado e da iniciativa privada, o projeto do monotrilho empacou na fase de desapropriação. O Estado não obteve aval federal para contrair empréstimos para executar essa etapa do projeto.

Em nota encaminhada ao Diário, o Consórcio Intermunicipal afirmou que ainda aguarda que Alexandre Baldy compareça à entidade em setembro, conforme declaração dada pelo secretário.

Questionada sobre qual será a data de comparecimento à região, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos respondeu que “o governo do Estado segue o que está previsto em contrato e toma todas as medidas para rescisão amigável, não havendo no contrato previsão de indenização”.

Político teve nome ligado a Carlinhos Cachoeira

Alexandre Baldy chegou ao comando da Secretaria dos Transportes Metropolitanos no governo de João Doria (PSDB) depois de passagem pelo Ministério das Cidades do governo de Michel Temer (MDB). À época, era deputado federal por Goiás, seu Estado.

Filiado ao PP, Baldy ganhou projeção estadual quando o então governador Marconi Perillo o alocou como secretário de Indústria do Estado. Ele assumiu vaga no governo Temer depois que Bruno Araújo (PSDB-PE) pediu demissão.

Baldy foi citado em CPI que investigou a atuação do bicheiro e empresário Carlinhos Cachoeira – alvo principal da Operação Monte Carlo, acusado de lavagem de dinheiro e pagamento impróprio a políticos.

Nos grampos telefônicos da operação da PF (Polícia Federal), Baldy aparece como colaborador da organização considerada criminosa pelo órgão. Ao jornal Folha de S.Paulo, em 2016, quando relatório da CPI de Carlinhos Cachoeira foi tornado público, ele negou envolvimento com o bicheiro e disse que a investigação foi “vingança do PT” em seu Estado.

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