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Corpo do ex-governador Alberto Goldman é enterrado em São Paulo



02/09/2019 | 18:03


O corpo do ex-governador de São Paulo Alberto Goldman (PSDB) foi sepultado às 16h no Cemitério Israelita do Butantã, em São Paulo. Antes do sepultamento, Flávio, um dos cinco filhos do ex-governador, disse que Goldman demonstrava indignação com os retrocessos políticos no Brasil até os últimos dias de vida. Ele tinha 81 anos e estava internado no hospital Sírio-Libanês, onde passou por cirurgia em função de uma hemorragia no cérebro, mas não resistiu.

"Ele se indignava e se revoltava inclusive com a situação trágica de retrocessos que vivemos hoje no Brasil", disse Flávio ao se despedir do pai. A pedido da família, o enterro teve uma cerimônia breve conduzida pelo rabino Yossi Alpern.

O corpo estava cercado por amigos e parentes. O senador José Serra (PSDB-SP), os ex-vereadores Andrea Matarazzo (PSD), Nabil Bondouki (PT) e o vereador José Rolim (PSDB) eram os únicos políticos presentes. A maior parte das autoridades se despediu do ex-governador mais cedo, no velório.

Serra ressaltou que a ausência de Goldman é ainda mais sentida no momento em que o PSDB passa por mudanças radicais sob o comando do governador João Doria, desafeto do ex-governador. "Ele foi um grande homem público, um batalhador na luta pela redemocratização e por um novo desenvolvimento do Brasil. Neste momento do PSDB e do Brasil, vai fazer mais falta ainda", disse Serra.

Velório

Mais cedo, o velório reuniu lideranças políticas de diversos partidos na Assembleia Legislativa de São Paulo. A grande ausência foi o governador João Doria, desafeto do tucano. O atual governador paulista decretou luto de três dias e ofereceu o Palácio dos Bandeirantes para a família velar o corpo. Os familiares, porém, optaram pela Assembleia.

Presente ao velório, ex-governador Geraldo Alckmin exaltou o papel de Goldman como referência para os tucanos: "Ele é uma bela luz para orientar os novos tempos do PSDB. Sempre foi muito coerente, com uma linha só: olhar para social, defesa da democracia".

Depois de apoiar Paulo Skaf na disputa pelo governo paulista no ano passado, o ex-governador foi alvo de um pedido de expulsão do PSDB por parte do grupo do governador João Doria. "Goldman foi muito generoso comigo. No ano passado, quando fui candidato a governador, ele abertamente me apoiou apesar de estar no PSDB. Guardo com muito carinho essa atitude", disse Skaf ao chegar ao velório.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por sua vez, lembrou que esteve ao lado de Goldman no período da democratização e classificou o ex-governador como um homem "correto e sério". O vereador e ex-senador Eduardo Suplicy, do PT, contou que entrou no MDB nos fim dos 70 incentivado por Goldman. "Ele era uma voz progressista no PSDB", afirmou o petista.

O ex-presidenciável Eduardo Jorge, da Rede, chamou Goldman de "porto seguro" no PSDB. "Essa polarização infernal que o Brasil copiou da Argentina está destruindo o PSDB. A perda de Goldman acelera mais esse processo. Goldman era um porto seguro de pessoas sensatas e fiéis ao ideário social-democrata do PSDB".

Goldman morreu no início da tarde de ontem. Ele tinha 81 anos e estava internado desde 19 de agosto no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, após passar mal e ser submetido a uma cirurgia no cérebro.



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Corpo do ex-governador Alberto Goldman é enterrado em São Paulo


02/09/2019 | 18:03


O corpo do ex-governador de São Paulo Alberto Goldman (PSDB) foi sepultado às 16h no Cemitério Israelita do Butantã, em São Paulo. Antes do sepultamento, Flávio, um dos cinco filhos do ex-governador, disse que Goldman demonstrava indignação com os retrocessos políticos no Brasil até os últimos dias de vida. Ele tinha 81 anos e estava internado no hospital Sírio-Libanês, onde passou por cirurgia em função de uma hemorragia no cérebro, mas não resistiu.

"Ele se indignava e se revoltava inclusive com a situação trágica de retrocessos que vivemos hoje no Brasil", disse Flávio ao se despedir do pai. A pedido da família, o enterro teve uma cerimônia breve conduzida pelo rabino Yossi Alpern.

O corpo estava cercado por amigos e parentes. O senador José Serra (PSDB-SP), os ex-vereadores Andrea Matarazzo (PSD), Nabil Bondouki (PT) e o vereador José Rolim (PSDB) eram os únicos políticos presentes. A maior parte das autoridades se despediu do ex-governador mais cedo, no velório.

Serra ressaltou que a ausência de Goldman é ainda mais sentida no momento em que o PSDB passa por mudanças radicais sob o comando do governador João Doria, desafeto do ex-governador. "Ele foi um grande homem público, um batalhador na luta pela redemocratização e por um novo desenvolvimento do Brasil. Neste momento do PSDB e do Brasil, vai fazer mais falta ainda", disse Serra.

Velório

Mais cedo, o velório reuniu lideranças políticas de diversos partidos na Assembleia Legislativa de São Paulo. A grande ausência foi o governador João Doria, desafeto do tucano. O atual governador paulista decretou luto de três dias e ofereceu o Palácio dos Bandeirantes para a família velar o corpo. Os familiares, porém, optaram pela Assembleia.

Presente ao velório, ex-governador Geraldo Alckmin exaltou o papel de Goldman como referência para os tucanos: "Ele é uma bela luz para orientar os novos tempos do PSDB. Sempre foi muito coerente, com uma linha só: olhar para social, defesa da democracia".

Depois de apoiar Paulo Skaf na disputa pelo governo paulista no ano passado, o ex-governador foi alvo de um pedido de expulsão do PSDB por parte do grupo do governador João Doria. "Goldman foi muito generoso comigo. No ano passado, quando fui candidato a governador, ele abertamente me apoiou apesar de estar no PSDB. Guardo com muito carinho essa atitude", disse Skaf ao chegar ao velório.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por sua vez, lembrou que esteve ao lado de Goldman no período da democratização e classificou o ex-governador como um homem "correto e sério". O vereador e ex-senador Eduardo Suplicy, do PT, contou que entrou no MDB nos fim dos 70 incentivado por Goldman. "Ele era uma voz progressista no PSDB", afirmou o petista.

O ex-presidenciável Eduardo Jorge, da Rede, chamou Goldman de "porto seguro" no PSDB. "Essa polarização infernal que o Brasil copiou da Argentina está destruindo o PSDB. A perda de Goldman acelera mais esse processo. Goldman era um porto seguro de pessoas sensatas e fiéis ao ideário social-democrata do PSDB".

Goldman morreu no início da tarde de ontem. Ele tinha 81 anos e estava internado desde 19 de agosto no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, após passar mal e ser submetido a uma cirurgia no cérebro.

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