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Caixa e FGTS, exemplo de gestão


Do Diário do Grande ABC

02/09/2019 | 15:07


Criado em 1966, o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) substituiu, em 1967, a estabilidade no emprego. Inicialmente, portanto, não foi bem recebido. Para atenuar perdas dos trabalhadores criou-se então a ideia de que seria opcional, mas, na prática, quem não fosse ‘optante’ não conseguia emprego. Com o passar dos anos, porém, a cultura do FGTS foi se incorporando ao dia a dia do trabalhador, funcionando como combinação entre poupança e seguro, já que pode ser utilizado para compra da casa própria, aposentadoria, ocorrência de doenças graves ou em caso de desastres naturais. Descentralizado por mais de duas décadas, passou a ser administrado só pela Caixa em 1991, o que permitiu mais controle sobre movimentação, correção e destinação de recursos. Porque sim, são esses recursos que movem programas e obras em, por exemplo, habitação, saneamento e infraestrutura: só em 2018 o aplicado em habitação chegou a quase R$ 60 bilhões, e mais de R$ 2 bilhões em saneamento e infraestrutura.

Falta pouco para atingir o Brasil inteiro: 98% dos municípios foram beneficiados com recursos do FGTS. Investimentos em habitação popular, rodovias, portos, hidrovias, aeroportos, ferrovias, energia renovável e saneamento básico. Quando passou a ser gerido pela Caixa eram mais de 100 milhões de contas vinculadas, provenientes de 76 instituições financeiras, número que atualmente constitui cadastro com 799,2 milhões de contas. É, sem dúvida, o maior fundo de renda fixa brasileiro, com 88 milhões de aplicadores e ativo total investido de cerca de R$ 500 bilhões (dados de 2018), mais de 12 vezes superior ao maior fundo de renda fixa nacional. Balanço 2018 revelou lucro de R$ 12,2 bilhões, e a novidade fica por conta da distribuição integral aos cotistas, em rentabilidade maior do que a poupança.

Todos esses números, obviamente, despertam há décadas interesse de bancos privados, mas estes não demonstram o mesmo empenho quando se trata de assumir investimentos sociais vinculados ao fundo. Há hoje no Congresso 139 proposições sobre o FGTS, a maioria com o objetivo de liberar recursos, mas se aprovadas colocarão em risco sua sustentabilidade, prejudicando os trabalhadores e principalmente o desenvolvimento do País.

Neste momento, em que a movimentação para saques já começou e mais uma vez bancários da Caixa são chamados a atender milhares de pessoas (apesar da escassez de empregados), temos oportunidade ímpar de esclarecer sobre a importância da gestão pública do FGTS e do papel desafiador que o banco teve em incorporação das contas, gestão e investimentos para melhoria da qualidade de vida da população.

Rita Serrano é representante dos empregados da Caixa no conselho de administração e mestre em administração pública.

PALAVRA DO LEITOR
Na vanguarda

Mais uma vez São Caetano dá exemplo na região ao ampliar atendimento odontológico à população. A diferença para as outras cidades da região em termos de cuidados com seu povo é gritante, parece até que são distantes umas da outras. Impressionante como não se vê iniciativas dos outros seis municípios no sentido de melhorar as condições aos moradores. Outras coisas difíceis de entender no Grande ABC são: para que servem vereadores? O que de relevante fazem? Precisam mesmo ter salário tão alto? Quanto consomem dos recursos da cidade? Qual a finalidade do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC? O que tem feito em benefício da região? Até quando vai enganar a tudo e a todos? Por que Diadema voltou e não se ouve mais nada a respeito nem melhorias à cidade?
Samir Godoy Haddade
Diadema

Metra
O desrespeito da Metra com os usuários do trólebus permanece! Há sempre quantidade menor de ônibus em relação ao número de passageiros nos horários de pico. Assim, espera-se demais por eles. E, consequentemente, quando chegam há enormes filas, com os coletivos ficando, evidentemente, superlotados. Também não há funcionários para organização de embarque e desembarque, o que ocasiona muvuca, com os ‘espertinhos’ querendo levar vantagem, empurrando os menos favorecidos, mulheres, idosos e crianças. Não há nem ao menos fitas formando espécie de corredor para separar quem embarca de quem está descendo dos ônibus. E não adianta responder dizendo que há quantidade suficiente de veículos porque, desde já, digo que isso é mentira! EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), por favor, precisamos que tome providências e acabe com esses descasos, essa farra da Metra!
Sérgio Rivaldo Lembo
Santo André

Até quando?
Quando Bolsonaro era deputado federal, cargo que ocupou por 28 anos, nunca fez nada de relevante ao povo brasileiro e, mesmo assim, encontrou quem nele confiasse. Na campanha à Presidência prometeu destinar R$ 2 milhões da verba parlamentar a que tinha direito à Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, cidade de Minas Gerais, coincidentemente a mesma que o atendeu quando levou a facada de Adélio Bispo. A verba seria agradecimento pelo atendimento. Mas a casa de saúde ainda não viu a cor do dinheiro. O que isso quer dizer? Que ele não paga nem emenda parlamentar dele mesmo. Como confiar em uma pessoas como este presidente? Como esperar que ele tome providências em benefício da Nação? O que ele já fez para amenizar o desemprego? Até quando vamos aturar?
Paulo Cesar Teixeira Ruas
São Bernardo

De se estranhar
Sobre a nova condenação do prefeito de São Caetano (Política, dia 28), já em sentença anterior a Justiça havia constatado que a aposentada Maria Alzira Garcia Correa Abrantes doou R$ 350 mil para a campanha de José Auricchio Júnior. Em época em que o Brasil vive o clima da reforma da Previdência, é de se estranhar como essas duas aposentadas – a outra é Ana Maria Comparini Silva – obtiveram esse dinheiro para repassar aos dois políticos. Se fossem duas pessoas que se aposentaram com benefícios de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) ou de senador, talvez até pudesse aceitar esses gestos generosos. Será que as duas ganharam na Mega-Sena? A meu ver, o Ministério Público deveria apurar de onde surgiram esses valores. Teriam as duas aposentadas servido de ‘laranjas’ para a campanha do atual prefeito e seu vice? Mas, se isso aconteceu mesmo, é de infantilidade que não tem tamanho na era da Lava Jato políticos agirem de tal forma.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Malfeitos
Parabenizo equipe da Prefeitura de Santo André responsável pelos reparos no asfalto da vias da cidade. Com ironia, claro. Basta ver os que foram feitos no fim do Viaduto Millo Cammarosano. Coitado do motorista – e do veículo, evidentemente – que sai da Capitão Mário Toledo de Camargo – já bem castigada e sem manutenção há anos – e entra na Santos Dumont, sentido Centro. Não são remendos. Na verdade, jogaram qualquer coisa com pedriscos e piche por cima, sem nenhum nivelamento, sem simetria, enfim, feito sem nenhum dever de ser benfeito. Interessante é que em todos os anos a Prefeitura monta árvore de Natal no jardim ao lado desses remendos malfeitos, provavelmente tentando fazer a cidade ficar mais apresentável. Alguém esqueceu de combinar com essa equipe.
Mário Campos
Santo André

Artigo
Li no Artigo ‘São Bernardo: orgulho e transformação’, do prefeito Orlando Morando (Opinião, dia 20), que ele se orgulha de ter entregue o Piscinão do Paço que, segundo ele, estava abandonado. Mas não estava paralisado, porque é obrigação do prefeito continuar as obras do antecessor, e isso não é favor, pois foi para isso que foi eleito. Em relação ao Metrô para o Grande ABC, o prefeito deveria ter pressionado o governador João Doria, porque o BRT vai prejudicar nossa região. Morando, não aceite que nossa querida São Bernardo implante esse sistema de ônibus, que já está ultrapassado. Nós não merecemos isso, prefeito! Que os integrantes da frente parlamentar tenham outros encontros com o secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, para que ele mostre o itinerário, os custos do BRT, desapropriações, como também os do Metrô que chegará até o Rudge Ramos, porque, em minha opinião, é apenas jogada política que jamais sairá do papel.
Copiniano de Souza
São Bernardo

As cartas para esta seção devem ser encaminhadas pelos Correios (Rua Catequese, 562, bairro Jardim, Santo André, CEP 09090-900) ou por e-mail (palavradoleitor@dgabc.com.br). Necessário que sejam indicados nome e endereço completos e telefone para contato. Não serão publicadas ofensas pessoais. Os assuntos devem versar sobre temas abordados pelo jornal. O Diário se reserva o direito de publicar somente trechos dos textos.



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Caixa e FGTS, exemplo de gestão

Do Diário do Grande ABC

02/09/2019 | 15:07


Criado em 1966, o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) substituiu, em 1967, a estabilidade no emprego. Inicialmente, portanto, não foi bem recebido. Para atenuar perdas dos trabalhadores criou-se então a ideia de que seria opcional, mas, na prática, quem não fosse ‘optante’ não conseguia emprego. Com o passar dos anos, porém, a cultura do FGTS foi se incorporando ao dia a dia do trabalhador, funcionando como combinação entre poupança e seguro, já que pode ser utilizado para compra da casa própria, aposentadoria, ocorrência de doenças graves ou em caso de desastres naturais. Descentralizado por mais de duas décadas, passou a ser administrado só pela Caixa em 1991, o que permitiu mais controle sobre movimentação, correção e destinação de recursos. Porque sim, são esses recursos que movem programas e obras em, por exemplo, habitação, saneamento e infraestrutura: só em 2018 o aplicado em habitação chegou a quase R$ 60 bilhões, e mais de R$ 2 bilhões em saneamento e infraestrutura.

Falta pouco para atingir o Brasil inteiro: 98% dos municípios foram beneficiados com recursos do FGTS. Investimentos em habitação popular, rodovias, portos, hidrovias, aeroportos, ferrovias, energia renovável e saneamento básico. Quando passou a ser gerido pela Caixa eram mais de 100 milhões de contas vinculadas, provenientes de 76 instituições financeiras, número que atualmente constitui cadastro com 799,2 milhões de contas. É, sem dúvida, o maior fundo de renda fixa brasileiro, com 88 milhões de aplicadores e ativo total investido de cerca de R$ 500 bilhões (dados de 2018), mais de 12 vezes superior ao maior fundo de renda fixa nacional. Balanço 2018 revelou lucro de R$ 12,2 bilhões, e a novidade fica por conta da distribuição integral aos cotistas, em rentabilidade maior do que a poupança.

Todos esses números, obviamente, despertam há décadas interesse de bancos privados, mas estes não demonstram o mesmo empenho quando se trata de assumir investimentos sociais vinculados ao fundo. Há hoje no Congresso 139 proposições sobre o FGTS, a maioria com o objetivo de liberar recursos, mas se aprovadas colocarão em risco sua sustentabilidade, prejudicando os trabalhadores e principalmente o desenvolvimento do País.

Neste momento, em que a movimentação para saques já começou e mais uma vez bancários da Caixa são chamados a atender milhares de pessoas (apesar da escassez de empregados), temos oportunidade ímpar de esclarecer sobre a importância da gestão pública do FGTS e do papel desafiador que o banco teve em incorporação das contas, gestão e investimentos para melhoria da qualidade de vida da população.

Rita Serrano é representante dos empregados da Caixa no conselho de administração e mestre em administração pública.

PALAVRA DO LEITOR
Na vanguarda

Mais uma vez São Caetano dá exemplo na região ao ampliar atendimento odontológico à população. A diferença para as outras cidades da região em termos de cuidados com seu povo é gritante, parece até que são distantes umas da outras. Impressionante como não se vê iniciativas dos outros seis municípios no sentido de melhorar as condições aos moradores. Outras coisas difíceis de entender no Grande ABC são: para que servem vereadores? O que de relevante fazem? Precisam mesmo ter salário tão alto? Quanto consomem dos recursos da cidade? Qual a finalidade do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC? O que tem feito em benefício da região? Até quando vai enganar a tudo e a todos? Por que Diadema voltou e não se ouve mais nada a respeito nem melhorias à cidade?
Samir Godoy Haddade
Diadema

Metra
O desrespeito da Metra com os usuários do trólebus permanece! Há sempre quantidade menor de ônibus em relação ao número de passageiros nos horários de pico. Assim, espera-se demais por eles. E, consequentemente, quando chegam há enormes filas, com os coletivos ficando, evidentemente, superlotados. Também não há funcionários para organização de embarque e desembarque, o que ocasiona muvuca, com os ‘espertinhos’ querendo levar vantagem, empurrando os menos favorecidos, mulheres, idosos e crianças. Não há nem ao menos fitas formando espécie de corredor para separar quem embarca de quem está descendo dos ônibus. E não adianta responder dizendo que há quantidade suficiente de veículos porque, desde já, digo que isso é mentira! EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), por favor, precisamos que tome providências e acabe com esses descasos, essa farra da Metra!
Sérgio Rivaldo Lembo
Santo André

Até quando?
Quando Bolsonaro era deputado federal, cargo que ocupou por 28 anos, nunca fez nada de relevante ao povo brasileiro e, mesmo assim, encontrou quem nele confiasse. Na campanha à Presidência prometeu destinar R$ 2 milhões da verba parlamentar a que tinha direito à Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, cidade de Minas Gerais, coincidentemente a mesma que o atendeu quando levou a facada de Adélio Bispo. A verba seria agradecimento pelo atendimento. Mas a casa de saúde ainda não viu a cor do dinheiro. O que isso quer dizer? Que ele não paga nem emenda parlamentar dele mesmo. Como confiar em uma pessoas como este presidente? Como esperar que ele tome providências em benefício da Nação? O que ele já fez para amenizar o desemprego? Até quando vamos aturar?
Paulo Cesar Teixeira Ruas
São Bernardo

De se estranhar
Sobre a nova condenação do prefeito de São Caetano (Política, dia 28), já em sentença anterior a Justiça havia constatado que a aposentada Maria Alzira Garcia Correa Abrantes doou R$ 350 mil para a campanha de José Auricchio Júnior. Em época em que o Brasil vive o clima da reforma da Previdência, é de se estranhar como essas duas aposentadas – a outra é Ana Maria Comparini Silva – obtiveram esse dinheiro para repassar aos dois políticos. Se fossem duas pessoas que se aposentaram com benefícios de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) ou de senador, talvez até pudesse aceitar esses gestos generosos. Será que as duas ganharam na Mega-Sena? A meu ver, o Ministério Público deveria apurar de onde surgiram esses valores. Teriam as duas aposentadas servido de ‘laranjas’ para a campanha do atual prefeito e seu vice? Mas, se isso aconteceu mesmo, é de infantilidade que não tem tamanho na era da Lava Jato políticos agirem de tal forma.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Malfeitos
Parabenizo equipe da Prefeitura de Santo André responsável pelos reparos no asfalto da vias da cidade. Com ironia, claro. Basta ver os que foram feitos no fim do Viaduto Millo Cammarosano. Coitado do motorista – e do veículo, evidentemente – que sai da Capitão Mário Toledo de Camargo – já bem castigada e sem manutenção há anos – e entra na Santos Dumont, sentido Centro. Não são remendos. Na verdade, jogaram qualquer coisa com pedriscos e piche por cima, sem nenhum nivelamento, sem simetria, enfim, feito sem nenhum dever de ser benfeito. Interessante é que em todos os anos a Prefeitura monta árvore de Natal no jardim ao lado desses remendos malfeitos, provavelmente tentando fazer a cidade ficar mais apresentável. Alguém esqueceu de combinar com essa equipe.
Mário Campos
Santo André

Artigo
Li no Artigo ‘São Bernardo: orgulho e transformação’, do prefeito Orlando Morando (Opinião, dia 20), que ele se orgulha de ter entregue o Piscinão do Paço que, segundo ele, estava abandonado. Mas não estava paralisado, porque é obrigação do prefeito continuar as obras do antecessor, e isso não é favor, pois foi para isso que foi eleito. Em relação ao Metrô para o Grande ABC, o prefeito deveria ter pressionado o governador João Doria, porque o BRT vai prejudicar nossa região. Morando, não aceite que nossa querida São Bernardo implante esse sistema de ônibus, que já está ultrapassado. Nós não merecemos isso, prefeito! Que os integrantes da frente parlamentar tenham outros encontros com o secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, para que ele mostre o itinerário, os custos do BRT, desapropriações, como também os do Metrô que chegará até o Rudge Ramos, porque, em minha opinião, é apenas jogada política que jamais sairá do papel.
Copiniano de Souza
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