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Neycar repete Chiquinho do Zaíra ao descolar dos Damo

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Assim como colega fez em 2008 com Leonel, presidente da casa desvia da imagem de Alaíde


Junior Carvalho
do Diário do Grande ABC

02/09/2019 | 07:00


Provável candidato da prefeita de Mauá, Alaíde Damo (MDB), na disputa pelo Paço em 2020, o presidente da Câmara mauaense, Vanderley Cavalcante da Silva, o Neycar (SD), indica que seguirá os mesmos passos do colega Chiquinho do Zaíra (Avante) ao tentar desviar de desgastes dos governos dos Damo.

Neycar nega, mas trabalha internamente para disputar a sucessão de Alaíde com apoio da máquina, só que sem necessariamente colar sua imagem à da prefeita, que enfrenta críticas pela pouca experiência à frente do cargo – herdou a cadeira com o impeachment de Atila Jacomussi (PSB) – e que adota medidas antipopulares devido à grave crise financeira que passa o município. Recentemente, a equipe de reportagem do Diário flagrou Alaíde precisando de ‘cola’ para cantar o hino da própria cidade que governa.

Nas eleições de 2008, o prefeito era Leonel Damo, marido de Alaíde. Ele havia assumido o Paço mauaense no fim de 2005 após imbróglio jurídico envolvendo a disputa eleitoral do ano anterior. Então secretário de Governo de Leonel, Chiquinho, à época no PSB, foi escolhido para ser o prefeiturável governista. Naquela ocasião, Leonel também amargava altos índices de rejeição.

Pesquisa Diário/Ibope divulgada dias antes do segundo turno revelava que 57% da população consideravam o governo Leonel como ruim ou péssimo. Chiquinho, então, evitou tê-lo como seu cabo eleitoral. “O prefeito está fazendo a parte dele, que é administrar a cidade. Ele (Leonel) sabe que nós temos uma campanha independente (do governo)”, declarou Chiquinho ao Diário, durante a campanha de 11 anos atrás. Apesar do esforço, não foi possível evitar o revés: Oswaldo Dias (PT) foi eleito com 55,6%, contra 44,2% de Chiquinho.

Neycar foi o principal fiador do processo de impeachment de Atila, que garantiu mandato definitivo a Alaíde. A influência do parlamentar nas decisões do governo foi explicitada nos últimos meses, quando a emedebista exonerou aliados por pressão do presidente da Câmara. 



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Neycar repete Chiquinho do Zaíra ao descolar dos Damo

Assim como colega fez em 2008 com Leonel, presidente da casa desvia da imagem de Alaíde

Junior Carvalho
do Diário do Grande ABC

02/09/2019 | 07:00


Provável candidato da prefeita de Mauá, Alaíde Damo (MDB), na disputa pelo Paço em 2020, o presidente da Câmara mauaense, Vanderley Cavalcante da Silva, o Neycar (SD), indica que seguirá os mesmos passos do colega Chiquinho do Zaíra (Avante) ao tentar desviar de desgastes dos governos dos Damo.

Neycar nega, mas trabalha internamente para disputar a sucessão de Alaíde com apoio da máquina, só que sem necessariamente colar sua imagem à da prefeita, que enfrenta críticas pela pouca experiência à frente do cargo – herdou a cadeira com o impeachment de Atila Jacomussi (PSB) – e que adota medidas antipopulares devido à grave crise financeira que passa o município. Recentemente, a equipe de reportagem do Diário flagrou Alaíde precisando de ‘cola’ para cantar o hino da própria cidade que governa.

Nas eleições de 2008, o prefeito era Leonel Damo, marido de Alaíde. Ele havia assumido o Paço mauaense no fim de 2005 após imbróglio jurídico envolvendo a disputa eleitoral do ano anterior. Então secretário de Governo de Leonel, Chiquinho, à época no PSB, foi escolhido para ser o prefeiturável governista. Naquela ocasião, Leonel também amargava altos índices de rejeição.

Pesquisa Diário/Ibope divulgada dias antes do segundo turno revelava que 57% da população consideravam o governo Leonel como ruim ou péssimo. Chiquinho, então, evitou tê-lo como seu cabo eleitoral. “O prefeito está fazendo a parte dele, que é administrar a cidade. Ele (Leonel) sabe que nós temos uma campanha independente (do governo)”, declarou Chiquinho ao Diário, durante a campanha de 11 anos atrás. Apesar do esforço, não foi possível evitar o revés: Oswaldo Dias (PT) foi eleito com 55,6%, contra 44,2% de Chiquinho.

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