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PSL apoiou PT em oito eleições na região

Hoje antagonista ao petismo, sigla de Bolsonaro esteve até com afilhado de Lula em S.Bernardo


Daniel Tossato
Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

02/09/2019 | 07:00


Considerado hoje o partido antagonista ao PT, elevado a essa condição após eleição do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), em 2018, o PSL esteve no arco de aliança do Partido dos Trabalhadores em oito situações nas últimas cinco eleições municipais no Grande ABC. Somente em São Bernardo foram três pleitos apoiando prefeituráveis petistas. No período, o PSL registrou apenas uma candidatura solo: 2016, em Ribeirão Pires.

Em São Bernardo, berço do petismo, o PSL apoiou o PT em 2008, quando o Luiz Marinho (PT) venceu a eleição e alcançou a cadeira do Executivo pela primeira vez – à época teve suporte intenso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida eleitoral, figura que Bolsonaro combate com constância. Em 2012, quando Marinho buscou a reeleição – com êxito –, o PSL voltou a estar em seu círculo de aliados. Em 2000, o PSL apoiou Maurício Soares (PPS) e, em 2004, esteve com William Dib (sem partido, à época no PSB).

Atual presidente do PSL em São Bernardo, Paulo Lopes, conhecido como Chuchu, argumentou que o partido era pequeno e servia apenas para apoiar os grandes. O mandatário assegurou que a legenda na cidade não apoiará mais siglas que tenham “viés de esquerda” e que trabalha candidatura própria em 2020.

Atual dirigente do petismo em São Bernardo, Brás Marinho se mostrou surpreso com o número de parcerias entre o PSL e o PT no município. Ele chegou a duvidar das informações e disse que iria fazer levantamento próprio de dados para confirmar a situação. “Se por algum acaso essas alianças existiram foi porque, em algum momento, o PSL e o PT defendiam a mesma plataforma de governo”, alegou.

Já em Santo André, o ex-prefeito Carlos Grana (PT) recebeu suporte do PSL quando tentava a reeleição e saiu derrotado. No pleito anterior, em 2012, o PSL apoiou Nilson Bonome (MDB) e, em 2000, fechou aliança com Celso Russomanno.

Presidente da sigla andreense, Major Ricardo Silva (PSL) alegou que o partido, antes da entrada de Jair Bolsonaro, existia apenas como sigla que compunha com grandes legendas. Não tinha nenhum alinhamento ideológico, o que facilitava a absorção. “Hoje isso mudou, o PSL é um partido de direita”, disse. Silva já avisa que a agremiação terá prefeiturável e vice do PSL.

Durante as últimas cinco eleições, o PSL apostou em candidatura própria somente no pleito de 2016, em Ribeirão Pires, quando Carlos Banana foi o postulante. Recebeu 784 votos – ou 1,34% dos válidos naquela eleição. Em São Caetano, o PSL apoiou o atual prefeito, José Auricchio Júnior (PSDB), em três oportunidades: 2004 e 2008, quando Auricchio ainda estava no PTB, e 2016, quando venceu o pleito pelo PSDB.

Fundado em 1994 e nanico até o ano passado, o PSL receberá maior aporte do fundo partidário para a próxima eleição. Serão quase R$ 500 milhões para poder fazer campanha para vereadores e prefeitos. Na região, o partido pretende lançar candidatos ao Executivo nas sete cidades.



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PSL apoiou PT em oito eleições na região

Hoje antagonista ao petismo, sigla de Bolsonaro esteve até com afilhado de Lula em S.Bernardo

Daniel Tossato
Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

02/09/2019 | 07:00


Considerado hoje o partido antagonista ao PT, elevado a essa condição após eleição do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), em 2018, o PSL esteve no arco de aliança do Partido dos Trabalhadores em oito situações nas últimas cinco eleições municipais no Grande ABC. Somente em São Bernardo foram três pleitos apoiando prefeituráveis petistas. No período, o PSL registrou apenas uma candidatura solo: 2016, em Ribeirão Pires.

Em São Bernardo, berço do petismo, o PSL apoiou o PT em 2008, quando o Luiz Marinho (PT) venceu a eleição e alcançou a cadeira do Executivo pela primeira vez – à época teve suporte intenso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida eleitoral, figura que Bolsonaro combate com constância. Em 2012, quando Marinho buscou a reeleição – com êxito –, o PSL voltou a estar em seu círculo de aliados. Em 2000, o PSL apoiou Maurício Soares (PPS) e, em 2004, esteve com William Dib (sem partido, à época no PSB).

Atual presidente do PSL em São Bernardo, Paulo Lopes, conhecido como Chuchu, argumentou que o partido era pequeno e servia apenas para apoiar os grandes. O mandatário assegurou que a legenda na cidade não apoiará mais siglas que tenham “viés de esquerda” e que trabalha candidatura própria em 2020.

Atual dirigente do petismo em São Bernardo, Brás Marinho se mostrou surpreso com o número de parcerias entre o PSL e o PT no município. Ele chegou a duvidar das informações e disse que iria fazer levantamento próprio de dados para confirmar a situação. “Se por algum acaso essas alianças existiram foi porque, em algum momento, o PSL e o PT defendiam a mesma plataforma de governo”, alegou.

Já em Santo André, o ex-prefeito Carlos Grana (PT) recebeu suporte do PSL quando tentava a reeleição e saiu derrotado. No pleito anterior, em 2012, o PSL apoiou Nilson Bonome (MDB) e, em 2000, fechou aliança com Celso Russomanno.

Presidente da sigla andreense, Major Ricardo Silva (PSL) alegou que o partido, antes da entrada de Jair Bolsonaro, existia apenas como sigla que compunha com grandes legendas. Não tinha nenhum alinhamento ideológico, o que facilitava a absorção. “Hoje isso mudou, o PSL é um partido de direita”, disse. Silva já avisa que a agremiação terá prefeiturável e vice do PSL.

Durante as últimas cinco eleições, o PSL apostou em candidatura própria somente no pleito de 2016, em Ribeirão Pires, quando Carlos Banana foi o postulante. Recebeu 784 votos – ou 1,34% dos válidos naquela eleição. Em São Caetano, o PSL apoiou o atual prefeito, José Auricchio Júnior (PSDB), em três oportunidades: 2004 e 2008, quando Auricchio ainda estava no PTB, e 2016, quando venceu o pleito pelo PSDB.

Fundado em 1994 e nanico até o ano passado, o PSL receberá maior aporte do fundo partidário para a próxima eleição. Serão quase R$ 500 milhões para poder fazer campanha para vereadores e prefeitos. Na região, o partido pretende lançar candidatos ao Executivo nas sete cidades.

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