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Dólar sobe 8,45% em agosto e tem maior alta mensal desde setembro de 2015

Marcello Casal Jr/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


30/08/2019 | 18:11


O dólar fechou a sexta-feira em queda, mas acumulou alta de 8,45% em agosto. Foi a maior valorização mensal desde setembro de 2015, quando a moeda americana avançou 9,09% no mês em que o Brasil perdeu a classificação grau de investimento primeiro pela S&P Global Ratings e depois pela Moody''s. Nos últimos cinco dias, o dólar acumulou alta de 0,43%, marcando a sétima semana consecutiva de ganhos. No final do dia, a divisa terminou em baixa de 0,68%, cotada em R$ 4,1425.

Nesta sexta-feira, a moeda americana perdeu força ante emergentes pares do Brasil, como México e África do Sul, o que contribuiu para a queda aqui. Fatores técnicos também influenciaram a baixa, principalmente a ação mais forte dos vendidos (agentes que apostam na queda da moeda) na disputa pela definição da taxa Ptax de agosto, referencial usado em contratos de câmbio e balanços de empresas.

A moeda americana chegou a bater em R$ 4,20 na última quarta-feira, mas com atuação surpresa do Banco Central a valorização perdeu força. Na segunda-feira, o BC começa nova rodada de atuações programadas, que devem somar US$ 11 bilhões ao longo do mês. Serão vendidos dólares das reservas internacionais em conjunto com operações de swap reverso (uma espécie de compra de dólares no mercado futuro).

"Leilões de dólares programados não surtem efeito", afirma o chefe da mesa de câmbio da Frente Corretora, Fabrizio Velloni. Para afetar as cotações, a venda precisa ser feita de surpresa, como ocorreu na quarta-feira, ressalta ele, destacando que a operação sinalizou para o mercado que o BC está atento às subidas maiores da moeda americana. Naquele dia, o dólar beirava os R$ 4,20, mas rapidamente caiu para a casa dos R$ 4,13.

Para o dólar cair abaixo do nível atual, Velloni observa que é preciso um sinal mais claro de avanço das negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China. Nesta sexta, o próprio presidente americano, Donald Trump, falou da valorização do dólar na economia mundial e reclamou que o euro está caindo "loucamente" contra a divisa. Novamente Trump pediu ação do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) para cortar juros, o que ajudaria a desvalorizar o dólar.

O Bank of America Merrill Lynch afirma seguir "otimista" com o real, por conta do avanço das reformas, mas vê a moeda acima de R$ 4,00 até o final do ano. Nas previsões do BofA, com o avanço da agenda de reformas e a redução dos prêmios de risco de ativos do Brasil, o dólar cairia para R$ 3,90 no começo de 2020 e para R$ 3,80 no segundo trimestre. Um dos fatores que podem impedir um desempenho melhor do real é a tensão comercial entre China e EUA, que tem deixado os estrategistas do banco americano "cautelosos" com moedas de emergentes em geral.



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Dólar sobe 8,45% em agosto e tem maior alta mensal desde setembro de 2015


30/08/2019 | 18:11


O dólar fechou a sexta-feira em queda, mas acumulou alta de 8,45% em agosto. Foi a maior valorização mensal desde setembro de 2015, quando a moeda americana avançou 9,09% no mês em que o Brasil perdeu a classificação grau de investimento primeiro pela S&P Global Ratings e depois pela Moody''s. Nos últimos cinco dias, o dólar acumulou alta de 0,43%, marcando a sétima semana consecutiva de ganhos. No final do dia, a divisa terminou em baixa de 0,68%, cotada em R$ 4,1425.

Nesta sexta-feira, a moeda americana perdeu força ante emergentes pares do Brasil, como México e África do Sul, o que contribuiu para a queda aqui. Fatores técnicos também influenciaram a baixa, principalmente a ação mais forte dos vendidos (agentes que apostam na queda da moeda) na disputa pela definição da taxa Ptax de agosto, referencial usado em contratos de câmbio e balanços de empresas.

A moeda americana chegou a bater em R$ 4,20 na última quarta-feira, mas com atuação surpresa do Banco Central a valorização perdeu força. Na segunda-feira, o BC começa nova rodada de atuações programadas, que devem somar US$ 11 bilhões ao longo do mês. Serão vendidos dólares das reservas internacionais em conjunto com operações de swap reverso (uma espécie de compra de dólares no mercado futuro).

"Leilões de dólares programados não surtem efeito", afirma o chefe da mesa de câmbio da Frente Corretora, Fabrizio Velloni. Para afetar as cotações, a venda precisa ser feita de surpresa, como ocorreu na quarta-feira, ressalta ele, destacando que a operação sinalizou para o mercado que o BC está atento às subidas maiores da moeda americana. Naquele dia, o dólar beirava os R$ 4,20, mas rapidamente caiu para a casa dos R$ 4,13.

Para o dólar cair abaixo do nível atual, Velloni observa que é preciso um sinal mais claro de avanço das negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China. Nesta sexta, o próprio presidente americano, Donald Trump, falou da valorização do dólar na economia mundial e reclamou que o euro está caindo "loucamente" contra a divisa. Novamente Trump pediu ação do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) para cortar juros, o que ajudaria a desvalorizar o dólar.

O Bank of America Merrill Lynch afirma seguir "otimista" com o real, por conta do avanço das reformas, mas vê a moeda acima de R$ 4,00 até o final do ano. Nas previsões do BofA, com o avanço da agenda de reformas e a redução dos prêmios de risco de ativos do Brasil, o dólar cairia para R$ 3,90 no começo de 2020 e para R$ 3,80 no segundo trimestre. Um dos fatores que podem impedir um desempenho melhor do real é a tensão comercial entre China e EUA, que tem deixado os estrategistas do banco americano "cautelosos" com moedas de emergentes em geral.

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