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Reflexão de respeito ao ser vivo

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

‘Marcas Humanas’ revela imagens de artista de S.Caetano sobre agressões urbanas à natureza


Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

02/09/2019 | 07:09


A conexão entre o homem e o meio ambiente chamou a atenção do fotógrafo Ailton Tenório, 55 anos, de São Caetano. Entre tantas possibilidades de momentos a serem clicados, ele colocou sua atenção em aspecto negativo dessa relação: em plantas que foram vítimas da ação de pessoas que passavam por parques da região e de São Paulo. “Infelizmente, acaba sendo um tema não muito bacana. É um contraponto mesmo, para as pessoas verem e refletirem. Já vi crianças, adolescentes e adultos machucando as plantas e nem todo mundo lembra que são seres vivos. Temos que ter melhor consciência”, diz.

O morador do bairro Olímpico reuniu essas visões na mostra Marcas Humanas, recém-chegada ao saguão do Teatro Municipal de Santo André, no Paço Municipal (Praça IV Centenário), no Centro. É primeira vez que o projeto está montado em um espaço público e pode ser visto diariamente, das 8h às 19h, com entrada gratuita até dia 18. Trata-se de atração que faz referência às comemorações do Dia da Árvore, celebrado em 21 de setembro, planejadas pela Secretaria do Meio Ambiente e a Secretaria de Cultura do município.

Grande parte das imagens é resultado de passeios de Tenório com alunos no comando de aulas de fotografia por áreas abertas. Pontos como o Parque Celso Daniel, em Santo André, o Espaço Verde Chico Mendes, cartão-postal de São Caetano, e o Parque da Independência, localizado ao redor do Museu do Ipiranga, em São Paulo, serviram de cenário – mesmo que não seja possível identificar nenhum dos locais pela escolha estética das fotos. O conjunto de cliques chama a atenção para gravação de nomes em folhas e escritos em troncos de árvores, por exemplo. 

“Comecei a registrar as marcar aos poucos, mas depois questionei sobre mostrar essas marcas. É um pouco a discussão sobre as pichacões. Tive cuidado de, quando registrava, não deixar nenhum dos escritos totalmente aparecendo justamente para evitar a identificação completa”, explica o fotógrafo local.

O projeto ganha força na medida em que a chegada da primavera (23 de setembro) se aproxima e questões ambientalistas ligadas a queimadas na Amazônia estão em discussão desde o mês passado. Tenório não teve preocupação em saber exatamente quais espécies de plantas estão retratas, uma vez que o respeito é o ponto principal do debate. “Não preciso dar nome nem identificação. Exemplificar não impede o respeito pelo ser vivo. O ser humano precisa aprender a tratar melhor a natureza e essas ‘brincadeiras’ de iniciais e corações, por exemplo, machucam as plantas.”

Segundo o responsável, Marcas Humanas ganha a forma de instalação na medida em que as seis impressões – em tamanho de 80 centímetros x 1,20 metro – são pensadas para serem apresentadas ao público em pilastras. O objetivo é que a disposição um tanto quanto diferenciada faça alusão ao formato dos troncos das árvores. A montagem faz com que nem todos os lugares possam receber o projeto e haja certa limitação da quantidade de fotos expostas. Na busca por situar os visitantes do que está sendo mostrado, as imagens que parecem ‘normais’ ajudam a pensar sobre como a relação do homem com a natureza ainda precisa evoluir. 



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Reflexão de respeito ao ser vivo

‘Marcas Humanas’ revela imagens de artista de S.Caetano sobre agressões urbanas à natureza

Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

02/09/2019 | 07:09


A conexão entre o homem e o meio ambiente chamou a atenção do fotógrafo Ailton Tenório, 55 anos, de São Caetano. Entre tantas possibilidades de momentos a serem clicados, ele colocou sua atenção em aspecto negativo dessa relação: em plantas que foram vítimas da ação de pessoas que passavam por parques da região e de São Paulo. “Infelizmente, acaba sendo um tema não muito bacana. É um contraponto mesmo, para as pessoas verem e refletirem. Já vi crianças, adolescentes e adultos machucando as plantas e nem todo mundo lembra que são seres vivos. Temos que ter melhor consciência”, diz.

O morador do bairro Olímpico reuniu essas visões na mostra Marcas Humanas, recém-chegada ao saguão do Teatro Municipal de Santo André, no Paço Municipal (Praça IV Centenário), no Centro. É primeira vez que o projeto está montado em um espaço público e pode ser visto diariamente, das 8h às 19h, com entrada gratuita até dia 18. Trata-se de atração que faz referência às comemorações do Dia da Árvore, celebrado em 21 de setembro, planejadas pela Secretaria do Meio Ambiente e a Secretaria de Cultura do município.

Grande parte das imagens é resultado de passeios de Tenório com alunos no comando de aulas de fotografia por áreas abertas. Pontos como o Parque Celso Daniel, em Santo André, o Espaço Verde Chico Mendes, cartão-postal de São Caetano, e o Parque da Independência, localizado ao redor do Museu do Ipiranga, em São Paulo, serviram de cenário – mesmo que não seja possível identificar nenhum dos locais pela escolha estética das fotos. O conjunto de cliques chama a atenção para gravação de nomes em folhas e escritos em troncos de árvores, por exemplo. 

“Comecei a registrar as marcar aos poucos, mas depois questionei sobre mostrar essas marcas. É um pouco a discussão sobre as pichacões. Tive cuidado de, quando registrava, não deixar nenhum dos escritos totalmente aparecendo justamente para evitar a identificação completa”, explica o fotógrafo local.

O projeto ganha força na medida em que a chegada da primavera (23 de setembro) se aproxima e questões ambientalistas ligadas a queimadas na Amazônia estão em discussão desde o mês passado. Tenório não teve preocupação em saber exatamente quais espécies de plantas estão retratas, uma vez que o respeito é o ponto principal do debate. “Não preciso dar nome nem identificação. Exemplificar não impede o respeito pelo ser vivo. O ser humano precisa aprender a tratar melhor a natureza e essas ‘brincadeiras’ de iniciais e corações, por exemplo, machucam as plantas.”

Segundo o responsável, Marcas Humanas ganha a forma de instalação na medida em que as seis impressões – em tamanho de 80 centímetros x 1,20 metro – são pensadas para serem apresentadas ao público em pilastras. O objetivo é que a disposição um tanto quanto diferenciada faça alusão ao formato dos troncos das árvores. A montagem faz com que nem todos os lugares possam receber o projeto e haja certa limitação da quantidade de fotos expostas. Na busca por situar os visitantes do que está sendo mostrado, as imagens que parecem ‘normais’ ajudam a pensar sobre como a relação do homem com a natureza ainda precisa evoluir. 

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