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Moro diz que combate à corrupção avança, mas admite reveses

Rovena Rosa/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


27/08/2019 | 15:55


Após ter seu poder contestado pelo presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Justiça, Sergio Moro, defendeu nesta terça-feira, 27, o trabalho do diretor-geral da Polícia Federal, disse que o presidente tem "compromisso" com o combate à corrupção, mas admitiu "reveses", sem detalhar ao que se referia.

"O presidente Jair Bolsonaro tem um compromisso com prevenção e combate à corrupção. Esse foi um dos temas centrais que me levaram a aceitar esse convite, e eu creio que o governo tem avançado nessa área", disse Moro, na abertura do seminário Métodos de Combate à Corrupção, organizado pela Polícia Federal e sediado no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). "Claro que às vezes há alguns reveses, mas nós temos avançado no enfrentamento da corrupção", acrescentou.

A defesa pública vem em meio a questionamentos de dentro da Polícia Federal e da Receita Federal sobre tentativas do presidente de interferir nos órgãos de controle. Na sexta-feira, 23, um antigo aliado de Moro, o coordenador da força-tarefa da Lava Jato, o procurador da República Deltan Dallagnol, disse em entrevista à Gazeta do Povo que o presidente está se distanciando da pauta de combate à corrupção. O presidente também está sendo pressionado para vetar artigos do projeto de lei de abuso de autoridade, pedido por parlamentares de seu partido, PSL, e pelo próprio Moro.

No evento, o ministro também fez uma defesa do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, ao afirmar que ele tem feito "um trabalho extraordinário à frente da PF". Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro falou publicamente na possibilidade de demitir o diretor-geral, após a reação negativa por parte da corporação com a possibilidade de interferência política na indicação de superintendentes. "Se eu não posso trocar o superintendente, vou trocar o diretor-geral", disse Bolsonaro na ocasião.

Reveses

Desde que assumiu o cargo, Moro sofreu alguns reveses, como a transferência do Conselho de Controle de Administração Financeira (Coaf) para o Ministério da Economia, e o seu pacote anticrime, que reúne iniciativas para endurecer a legislação penal do País, mas não recebeu o respaldo do governo para ver votada com celeridade no Congresso.

O ministro e equipe, contudo, entendem que é preciso seguir o trabalho e que bons resultados podem ser alcançados no combate à criminalidade. Um dos principais auxiliares diz que Moro tem serenidade, equilíbrio e a pasta está unida com ele.

No seminário em Brasília, Moro disse também que, no combate à corrupção, é preciso atuação dos Estados e que é preciso fiscalizar também os "vigilantes", para impedir que se corrompam os próprios policiais, membros do Ministério Público e auditores. "Precisamos ter integralidade máxima dentro dos órgãos de controle e fiscalização. Estamos tentando no MJSP desenvolver mecanismos para aprimorar corregedorias e fiscalização no âmbito das polícias", disse.



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Moro diz que combate à corrupção avança, mas admite reveses


27/08/2019 | 15:55


Após ter seu poder contestado pelo presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Justiça, Sergio Moro, defendeu nesta terça-feira, 27, o trabalho do diretor-geral da Polícia Federal, disse que o presidente tem "compromisso" com o combate à corrupção, mas admitiu "reveses", sem detalhar ao que se referia.

"O presidente Jair Bolsonaro tem um compromisso com prevenção e combate à corrupção. Esse foi um dos temas centrais que me levaram a aceitar esse convite, e eu creio que o governo tem avançado nessa área", disse Moro, na abertura do seminário Métodos de Combate à Corrupção, organizado pela Polícia Federal e sediado no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). "Claro que às vezes há alguns reveses, mas nós temos avançado no enfrentamento da corrupção", acrescentou.

A defesa pública vem em meio a questionamentos de dentro da Polícia Federal e da Receita Federal sobre tentativas do presidente de interferir nos órgãos de controle. Na sexta-feira, 23, um antigo aliado de Moro, o coordenador da força-tarefa da Lava Jato, o procurador da República Deltan Dallagnol, disse em entrevista à Gazeta do Povo que o presidente está se distanciando da pauta de combate à corrupção. O presidente também está sendo pressionado para vetar artigos do projeto de lei de abuso de autoridade, pedido por parlamentares de seu partido, PSL, e pelo próprio Moro.

No evento, o ministro também fez uma defesa do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, ao afirmar que ele tem feito "um trabalho extraordinário à frente da PF". Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro falou publicamente na possibilidade de demitir o diretor-geral, após a reação negativa por parte da corporação com a possibilidade de interferência política na indicação de superintendentes. "Se eu não posso trocar o superintendente, vou trocar o diretor-geral", disse Bolsonaro na ocasião.

Reveses

Desde que assumiu o cargo, Moro sofreu alguns reveses, como a transferência do Conselho de Controle de Administração Financeira (Coaf) para o Ministério da Economia, e o seu pacote anticrime, que reúne iniciativas para endurecer a legislação penal do País, mas não recebeu o respaldo do governo para ver votada com celeridade no Congresso.

O ministro e equipe, contudo, entendem que é preciso seguir o trabalho e que bons resultados podem ser alcançados no combate à criminalidade. Um dos principais auxiliares diz que Moro tem serenidade, equilíbrio e a pasta está unida com ele.

No seminário em Brasília, Moro disse também que, no combate à corrupção, é preciso atuação dos Estados e que é preciso fiscalizar também os "vigilantes", para impedir que se corrompam os próprios policiais, membros do Ministério Público e auditores. "Precisamos ter integralidade máxima dentro dos órgãos de controle e fiscalização. Estamos tentando no MJSP desenvolver mecanismos para aprimorar corregedorias e fiscalização no âmbito das polícias", disse.

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