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Dólar cai com apuração de lucros, na contramão do exterior

Marcello Casal JR/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


26/08/2019 | 09:54


O dólar opera com queda no mercado doméstico. O ajuste reflete um movimento de realização de ganhos acumulados em cerca de 8% no mês até a última sexta-feira, e diante da alta das bolsas europeias, dos índices futuros em Nova York e das commodities, como petróleo e metais básicos, como o cobre. Há pouco, o Banco Central vendeu US$ 550 milhões no mercado à vista e também realizou leilão de swap reverso de montante equivalente. Com isso, não haverá oferta de swap tradicional às 11h30.

Às 9h46, o dólar à vista caía 0,20%, aos R$ 4,1164. O dólar futuro para setembro recuava 0,16%, aos R$ 4,1165.

Mas as perdas ante o real são limitadas pela valorização da divisa americana no exterior, que responde a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que seu país e a China vão retomar negociações comerciais "em breve" e de "forma muito séria". Trump disse também acreditar que Washington e Pequim chegarão a um acordo comercial.

O vice-primeiro-ministro chinês Liu He disse hoje que a China espera resolver a guerra comercial com os Estados Unidos por meio de negociações "calmas" e não está tentando agravar as tensões comerciais bilaterais. Segundo transcrição de uma conferência de tecnologia na cidade chinesa de Chongqing, Liu, que tem liderado as negociações comerciais com os EUA, disse também que ninguém se beneficia com uma guerra comercial.

No mercado doméstico, nesta última semana de agosto, a perspectiva de definição da última taxa Ptax do mês, na sexta-feira, dia 30, pode adicionar volatilidade aos negócios nos próximos dias, pela disputa técnica de fim de período.

O cenário político segue no foco também, com adiamento para esta semana da entrega do relatório da reforma da Previdência na CCJ do Senado e as discussões da reforma tributária na Câmara. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara vota hoje a PEC que libera a exploração da agricultura e pecuária em terras indígenas. Além disso, o mercado aguarda ainda o PIB brasileiro do 2º trimestre e dos EUA, ambos na quinta-feira.

Sobre a Amazônia, o Ministério da Economia informou por meio de nota na noite de ontem que atenderá o pedido do Ministério da Defesa de descontingenciamento de R$ 38,5 milhões que estavam contingenciados das Operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). O governo também decretou na sexta-feira o apoio das Forças Armadas ao combate às queimadas na região amazônica.

A realização de lucros acumulados com o dólar nesta segunda-feira vem após a divisa ter subido 1,14% na sexta-feira, para R$ 4,1246, o maior valor desde 19 de setembro, antes da eleição presidencial do ano passado, quando terminou em R$ 4,1308 com pesquisas eleitorais sinalizando a ida do candidato petista Fernando Haddad para o segundo turno. Só na semana passada, a alta acumulada somou 3% e foi a sexta semana consecutiva de valorização.

Depois desse fechamento, o BC anunciou na sexta à noite que continuará promovendo leilões de venda à vista de dólares durante o mês de setembro, simultaneamente a leilões de swap cambial reverso. Se for o caso, essas operações serão complementadas por leilões de swap cambial tradicional. De 2 a 27 de setembro, a instituição vai ofertar um total de US$ 11,6 bilhões em leilões diários de moeda à vista.



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Dólar cai com apuração de lucros, na contramão do exterior


26/08/2019 | 09:54


O dólar opera com queda no mercado doméstico. O ajuste reflete um movimento de realização de ganhos acumulados em cerca de 8% no mês até a última sexta-feira, e diante da alta das bolsas europeias, dos índices futuros em Nova York e das commodities, como petróleo e metais básicos, como o cobre. Há pouco, o Banco Central vendeu US$ 550 milhões no mercado à vista e também realizou leilão de swap reverso de montante equivalente. Com isso, não haverá oferta de swap tradicional às 11h30.

Às 9h46, o dólar à vista caía 0,20%, aos R$ 4,1164. O dólar futuro para setembro recuava 0,16%, aos R$ 4,1165.

Mas as perdas ante o real são limitadas pela valorização da divisa americana no exterior, que responde a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que seu país e a China vão retomar negociações comerciais "em breve" e de "forma muito séria". Trump disse também acreditar que Washington e Pequim chegarão a um acordo comercial.

O vice-primeiro-ministro chinês Liu He disse hoje que a China espera resolver a guerra comercial com os Estados Unidos por meio de negociações "calmas" e não está tentando agravar as tensões comerciais bilaterais. Segundo transcrição de uma conferência de tecnologia na cidade chinesa de Chongqing, Liu, que tem liderado as negociações comerciais com os EUA, disse também que ninguém se beneficia com uma guerra comercial.

No mercado doméstico, nesta última semana de agosto, a perspectiva de definição da última taxa Ptax do mês, na sexta-feira, dia 30, pode adicionar volatilidade aos negócios nos próximos dias, pela disputa técnica de fim de período.

O cenário político segue no foco também, com adiamento para esta semana da entrega do relatório da reforma da Previdência na CCJ do Senado e as discussões da reforma tributária na Câmara. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara vota hoje a PEC que libera a exploração da agricultura e pecuária em terras indígenas. Além disso, o mercado aguarda ainda o PIB brasileiro do 2º trimestre e dos EUA, ambos na quinta-feira.

Sobre a Amazônia, o Ministério da Economia informou por meio de nota na noite de ontem que atenderá o pedido do Ministério da Defesa de descontingenciamento de R$ 38,5 milhões que estavam contingenciados das Operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). O governo também decretou na sexta-feira o apoio das Forças Armadas ao combate às queimadas na região amazônica.

A realização de lucros acumulados com o dólar nesta segunda-feira vem após a divisa ter subido 1,14% na sexta-feira, para R$ 4,1246, o maior valor desde 19 de setembro, antes da eleição presidencial do ano passado, quando terminou em R$ 4,1308 com pesquisas eleitorais sinalizando a ida do candidato petista Fernando Haddad para o segundo turno. Só na semana passada, a alta acumulada somou 3% e foi a sexta semana consecutiva de valorização.

Depois desse fechamento, o BC anunciou na sexta à noite que continuará promovendo leilões de venda à vista de dólares durante o mês de setembro, simultaneamente a leilões de swap cambial reverso. Se for o caso, essas operações serão complementadas por leilões de swap cambial tradicional. De 2 a 27 de setembro, a instituição vai ofertar um total de US$ 11,6 bilhões em leilões diários de moeda à vista.

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