Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 20 de Setembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Internacional

internacional@dgabc.com.br | 4435-8301

Coreia do Sul faz exercício militar para 'se defender' do Japão e eleva tensão



25/08/2019 | 20:57


A Coreia do Sul iniciou neste domingo, 25, dois dias de exercícios militares para ensaiar a defesa de uma série de ilhas disputadas com o Japão na costa leste, elevando ainda mais as tensões entre os dois países vizinhos. O ministro das Relações Exteriores japonês, Kenji Kanasugi, qualificou os exercícios de inaceitáveis e declarou que a Coreia do Sul precisava encerrar os exercícios próximos às Ilhas Takeshima - que os sul-coreanos chamam de Dokdo -, afirmando que elas são parte do Japão.

Na semana passada, o governo de Seul encerrou um programa de cooperação de inteligência militar com Tóquio, piorando as relações entre os dois países que já travam disputas comerciais e diplomáticas. A Coreia do Sul alegou perda de confiança no Japão para encerrar a cooperação entre os dois países na área de defesa, fundamental para o compartilhamento de informações sobre a Coreia do Norte.

Segundo o governo sul-coreano, o exercício - rebatizado de "treinamento de defesa do território do Mar do Leste" - consolidará a determinação militar de defender as Ilhas Dokdo e a área ao redor, disseram as forças navais.

A Coreia do Sul iniciou esses exercícios em 1986 e desde então os realiza duas vezes por ano - geralmente em junho e dezembro - apesar da improbabilidade de o Japão lançar um ataque. Este ano, os exercícios foram atrasados em razão da tensão com o Japão, mas eles incluem um número significativamente maior de forças, além de uma área mais ampla. Pela primeira vez, os exercícios incluirão um destróier equipado com o sistema de combate Aegis.

Seul controla estas ilhotas rochosas desde 1945, quando a ocupação japonesa da Península Coreana terminou, depois de 35 anos. Tóquio também reivindica as ilhas e acusa a Coreia do Sul de ocupá-las ilegalmente. A soberania das ilhas é um tema sensível entre os dois países, assim como a denominação do mar que as cerca. O governo de Seul o chama de Mar do Leste, enquanto que o de Tóquio, de Mar do Japão.

Ambas as nações são economias de mercado, democracias, aliadas dos EUA e estão ameaçadas pela Coreia do Norte, que tem feito uma série de testes de mísseis. Mas os dois vizinhos estão envolvidos em disputas comerciais e diplomáticas há semanas. As relações se deterioraram em 2018 depois que um tribunal da Coreia do Sul ordenou que empresas do Japão indenizassem os sul-coreanos que foram forçados a trabalhar em suas fábricas durante a ocupação japonesa até o fim da 2.ª Guerra.

Restrições

Em julho, o Japão impôs novas restrições à exportação de bens que são fundamentais para as empresas de tecnologia sul-coreanas, o que desencadeou uma série de medidas de represália que levaram os dois países a retirar a outra parte de suas respectivas listas de parceiros comerciais confiáveis.

Tóquio considera que a Coreia do Sul violou em várias ocasiões as normas relativas a exportações. Por isso, a medida - que entrará em vigor na quarta-feira - seria necessária por uma questão de "segurança nacional". O governo japonês explicou que muitas empresas do Japão têm autorização para exportar para países que não integram esta "lista branca", e o mesmo mecanismo poderá ser aplicado à Coreia do Sul.

Em resposta às restrições, o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, afirmou que Tóquio é responsável por "ignorar as soluções diplomáticas" e "agravar a situação". Segundo ele, "a responsabilidade pelo que acontecerá a seguir está diretamente no governo japonês".

Em agosto, a Coreia do Sul inaugurou um memorial às "mulheres de consolo", forçadas a trabalhar em bordéis militares japoneses nos tempos de guerra, irritando o Japão, para quem a questão já tinha sido resolvida por um tratado de 1965 que estabeleceu indenizações e laços diplomáticos. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Coreia do Sul faz exercício militar para 'se defender' do Japão e eleva tensão


25/08/2019 | 20:57


A Coreia do Sul iniciou neste domingo, 25, dois dias de exercícios militares para ensaiar a defesa de uma série de ilhas disputadas com o Japão na costa leste, elevando ainda mais as tensões entre os dois países vizinhos. O ministro das Relações Exteriores japonês, Kenji Kanasugi, qualificou os exercícios de inaceitáveis e declarou que a Coreia do Sul precisava encerrar os exercícios próximos às Ilhas Takeshima - que os sul-coreanos chamam de Dokdo -, afirmando que elas são parte do Japão.

Na semana passada, o governo de Seul encerrou um programa de cooperação de inteligência militar com Tóquio, piorando as relações entre os dois países que já travam disputas comerciais e diplomáticas. A Coreia do Sul alegou perda de confiança no Japão para encerrar a cooperação entre os dois países na área de defesa, fundamental para o compartilhamento de informações sobre a Coreia do Norte.

Segundo o governo sul-coreano, o exercício - rebatizado de "treinamento de defesa do território do Mar do Leste" - consolidará a determinação militar de defender as Ilhas Dokdo e a área ao redor, disseram as forças navais.

A Coreia do Sul iniciou esses exercícios em 1986 e desde então os realiza duas vezes por ano - geralmente em junho e dezembro - apesar da improbabilidade de o Japão lançar um ataque. Este ano, os exercícios foram atrasados em razão da tensão com o Japão, mas eles incluem um número significativamente maior de forças, além de uma área mais ampla. Pela primeira vez, os exercícios incluirão um destróier equipado com o sistema de combate Aegis.

Seul controla estas ilhotas rochosas desde 1945, quando a ocupação japonesa da Península Coreana terminou, depois de 35 anos. Tóquio também reivindica as ilhas e acusa a Coreia do Sul de ocupá-las ilegalmente. A soberania das ilhas é um tema sensível entre os dois países, assim como a denominação do mar que as cerca. O governo de Seul o chama de Mar do Leste, enquanto que o de Tóquio, de Mar do Japão.

Ambas as nações são economias de mercado, democracias, aliadas dos EUA e estão ameaçadas pela Coreia do Norte, que tem feito uma série de testes de mísseis. Mas os dois vizinhos estão envolvidos em disputas comerciais e diplomáticas há semanas. As relações se deterioraram em 2018 depois que um tribunal da Coreia do Sul ordenou que empresas do Japão indenizassem os sul-coreanos que foram forçados a trabalhar em suas fábricas durante a ocupação japonesa até o fim da 2.ª Guerra.

Restrições

Em julho, o Japão impôs novas restrições à exportação de bens que são fundamentais para as empresas de tecnologia sul-coreanas, o que desencadeou uma série de medidas de represália que levaram os dois países a retirar a outra parte de suas respectivas listas de parceiros comerciais confiáveis.

Tóquio considera que a Coreia do Sul violou em várias ocasiões as normas relativas a exportações. Por isso, a medida - que entrará em vigor na quarta-feira - seria necessária por uma questão de "segurança nacional". O governo japonês explicou que muitas empresas do Japão têm autorização para exportar para países que não integram esta "lista branca", e o mesmo mecanismo poderá ser aplicado à Coreia do Sul.

Em resposta às restrições, o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, afirmou que Tóquio é responsável por "ignorar as soluções diplomáticas" e "agravar a situação". Segundo ele, "a responsabilidade pelo que acontecerá a seguir está diretamente no governo japonês".

Em agosto, a Coreia do Sul inaugurou um memorial às "mulheres de consolo", forçadas a trabalhar em bordéis militares japoneses nos tempos de guerra, irritando o Japão, para quem a questão já tinha sido resolvida por um tratado de 1965 que estabeleceu indenizações e laços diplomáticos. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;