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China e Índia são exemplos de reflorestamento



24/08/2019 | 08:22


A China e a Índia, países emergentes que estão entre os maiores poluidores do mundo, têm conseguido ampliar nos últimos anos a cobertura florestal. Segundo um estudo da Nasa, a agência espacial americana, divulgado em fevereiro, os dois lideram o esforço de reflorestamento mundial, sendo responsáveis em sua maior parte pelo aumento de 5% na cobertura vegetal em 20 anos.

O projeto chinês é mais ambicioso e tem dado melhores resultados, segundo analistas. Maior poluidor do planeta, o país lançou em 2014 o Guerra à Poluição. O plano do Partido Comunista, segundo a agência estatal Xinhua, aumentou o porcentual de cobertura de floresta para 22,96% em 2018. Em 1980, esse número era de 12%.

Outros índices de poluição do ar e contaminação do solo e da água também melhoraram. O levantamento da Nasa indica que a China responde hoje por 25% do aumento da cobertura vegetal do planeta nas últimas duas décadas. Além disso, de toda a área verde chinesa, 42% é de florestas. "A China é o país que mais refloresta no mundo, replantando cerca de 1% do total de florestas do planeta", explica Tasso Azevedo, coordenador do Projeto Map Biomas.

O problema é que, mesmo que em tese florestas possam capturar o CO2 em alta concentração na atmosfera, o aquecimento do planeta afeta outras variáveis climáticas, como fluxo de chuvas, acidificação dos oceanos e aumento de pragas mortais para determinadas espécies de plantas. Assim, mesmo que o reflorestamento cresça em alguns lugares, outros biomas seguem ameaçados, disse Ranga Myneni, da Universidade de Boston à BBC.

Azevedo ressalta também que florestas em áreas de clima temperado, como é o caso da China, capturam menos carbono que florestas tropicais, como é o caso da Amazônia. "Outro problema é que, quando você queima uma floresta, você está jogando CO2 'à vista' no meio ambiente. E a reposição via reflorestamento é 'a prazo'."

Índia

Já no caso indiano o programa de reflorestamento faz parte de um compromisso firmado no Desafio de Bonn, assinado em 2011 na Alemanha com auxílio de ONGs e da iniciativa privada. O país, terceiro maior emissor de CO2, já cumpriu 75% da meta de reflorestamento.

O estudo da Nasa estima que os indianos aumentaram sua cobertura vegetal, mas em sua maior parte (82%) graças a plantações e ao agronegócio. As florestas correspondem a apenas 4%. O objetivo do governo indiano é que um terço do território do país volte a ser coberto por florestas. Atualmente esse índice está em 24%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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China e Índia são exemplos de reflorestamento


24/08/2019 | 08:22


A China e a Índia, países emergentes que estão entre os maiores poluidores do mundo, têm conseguido ampliar nos últimos anos a cobertura florestal. Segundo um estudo da Nasa, a agência espacial americana, divulgado em fevereiro, os dois lideram o esforço de reflorestamento mundial, sendo responsáveis em sua maior parte pelo aumento de 5% na cobertura vegetal em 20 anos.

O projeto chinês é mais ambicioso e tem dado melhores resultados, segundo analistas. Maior poluidor do planeta, o país lançou em 2014 o Guerra à Poluição. O plano do Partido Comunista, segundo a agência estatal Xinhua, aumentou o porcentual de cobertura de floresta para 22,96% em 2018. Em 1980, esse número era de 12%.

Outros índices de poluição do ar e contaminação do solo e da água também melhoraram. O levantamento da Nasa indica que a China responde hoje por 25% do aumento da cobertura vegetal do planeta nas últimas duas décadas. Além disso, de toda a área verde chinesa, 42% é de florestas. "A China é o país que mais refloresta no mundo, replantando cerca de 1% do total de florestas do planeta", explica Tasso Azevedo, coordenador do Projeto Map Biomas.

O problema é que, mesmo que em tese florestas possam capturar o CO2 em alta concentração na atmosfera, o aquecimento do planeta afeta outras variáveis climáticas, como fluxo de chuvas, acidificação dos oceanos e aumento de pragas mortais para determinadas espécies de plantas. Assim, mesmo que o reflorestamento cresça em alguns lugares, outros biomas seguem ameaçados, disse Ranga Myneni, da Universidade de Boston à BBC.

Azevedo ressalta também que florestas em áreas de clima temperado, como é o caso da China, capturam menos carbono que florestas tropicais, como é o caso da Amazônia. "Outro problema é que, quando você queima uma floresta, você está jogando CO2 'à vista' no meio ambiente. E a reposição via reflorestamento é 'a prazo'."

Índia

Já no caso indiano o programa de reflorestamento faz parte de um compromisso firmado no Desafio de Bonn, assinado em 2011 na Alemanha com auxílio de ONGs e da iniciativa privada. O país, terceiro maior emissor de CO2, já cumpriu 75% da meta de reflorestamento.

O estudo da Nasa estima que os indianos aumentaram sua cobertura vegetal, mas em sua maior parte (82%) graças a plantações e ao agronegócio. As florestas correspondem a apenas 4%. O objetivo do governo indiano é que um terço do território do país volte a ser coberto por florestas. Atualmente esse índice está em 24%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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