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Flexibilização da posse de arma de fogo provoca reações em entidades rurais

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


22/08/2019 | 14:58


A aprovação pela Câmara dos Deputados da flexibilização da posse estendida de armas de fogo em propriedades rurais já provoca reações em entidades voltadas ao campo e ao agronegócio e em grupos que são contra à política do atual governo no que diz respeito ao tema.

Para os apoiadores, medida ainda é "paliativa". Já o Sou da Paz vê "fetiche e obsessão do governo por armas".

A medida, que vai a sanção do presidente Jair Bolsonaro, permite ao proprietário ou gerente de uma fazenda andar armado em toda a área da propriedade e não apenas na sede. O projeto foi aprovado por 320 votos a 61.

Para o presidente da Sociedade Rural Brasileira, Marcelo Vieira, a medida é "paliativa". "A flexibilização de armas de fogo deve ser encarada como uma medida paliativa da falta de segurança no campo - hoje o principal problema do agronegócio brasileiro, influenciando no custo da produção e na perda de competitividade dos produtores. O debate precisa ser mais aprofundado, passando pela ampliação e aperfeiçoamento das patrulhas rurais", disse Vieira.

O presidente da Sociedade Rural ainda completa: "Equipar as polícias com recursos de inteligência e apoio logístico será importante para atacar a raiz do problema: os focos de comércio de produtos roubados ou furtados no campo. É preciso que os Estados fortaleçam suas unidades especializadas de prevenção para ter condições de ficar um passo à frente das quadrilhas, cada vez mais estruturas e bem equipadas."

Já para o dirigente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de São Paulo (Aprosoja-SP), Gustavo Ribeiro Rocha Chavaglia. "A paz no campo se faz necessária. Não sou apologista do uso de armas, mas a vastidão das terras e o isolamento do produtor rural pedem algum tipo de proteção. Se a sociedade está refém do banditismo nas cidades, a situação no campo é ainda muito pior. A aprovação é o mínimo de possibilidade de dar segurança ao produtor rural", comenta. "Claro, precisamos mais do que armas, precisamos de políticas públicas e inteligência, mas a aprovação da posse de armas nos traz alguma possibilidade de defesa e de intimidação contra quem estiver mal intencionado", completou Chavaglia.

Para o diretor de relações institucionais do Sou da Paz, Felippe Angeli, é preciso denunciar a obsessão desse governo pelas armas. "É preciso denunciar a quantidade de projetos desse governo, na Câmara e no Senado, em defesa do porte de armas. Existe um consenso acadêmico e cientifico de que mais armas disponíveis representa mais violência. Por isso, antes de tudo, é preciso denunciar essa obsessão e obstinação desse governo em relação às armas. Até quando vai esse fetiche por armas de fogo? O Brasil tem outras questões como o desemprego, a saúde e as queimadas na Amazônia para serem tratadas...", disse.



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Flexibilização da posse de arma de fogo provoca reações em entidades rurais


22/08/2019 | 14:58


A aprovação pela Câmara dos Deputados da flexibilização da posse estendida de armas de fogo em propriedades rurais já provoca reações em entidades voltadas ao campo e ao agronegócio e em grupos que são contra à política do atual governo no que diz respeito ao tema.

Para os apoiadores, medida ainda é "paliativa". Já o Sou da Paz vê "fetiche e obsessão do governo por armas".

A medida, que vai a sanção do presidente Jair Bolsonaro, permite ao proprietário ou gerente de uma fazenda andar armado em toda a área da propriedade e não apenas na sede. O projeto foi aprovado por 320 votos a 61.

Para o presidente da Sociedade Rural Brasileira, Marcelo Vieira, a medida é "paliativa". "A flexibilização de armas de fogo deve ser encarada como uma medida paliativa da falta de segurança no campo - hoje o principal problema do agronegócio brasileiro, influenciando no custo da produção e na perda de competitividade dos produtores. O debate precisa ser mais aprofundado, passando pela ampliação e aperfeiçoamento das patrulhas rurais", disse Vieira.

O presidente da Sociedade Rural ainda completa: "Equipar as polícias com recursos de inteligência e apoio logístico será importante para atacar a raiz do problema: os focos de comércio de produtos roubados ou furtados no campo. É preciso que os Estados fortaleçam suas unidades especializadas de prevenção para ter condições de ficar um passo à frente das quadrilhas, cada vez mais estruturas e bem equipadas."

Já para o dirigente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de São Paulo (Aprosoja-SP), Gustavo Ribeiro Rocha Chavaglia. "A paz no campo se faz necessária. Não sou apologista do uso de armas, mas a vastidão das terras e o isolamento do produtor rural pedem algum tipo de proteção. Se a sociedade está refém do banditismo nas cidades, a situação no campo é ainda muito pior. A aprovação é o mínimo de possibilidade de dar segurança ao produtor rural", comenta. "Claro, precisamos mais do que armas, precisamos de políticas públicas e inteligência, mas a aprovação da posse de armas nos traz alguma possibilidade de defesa e de intimidação contra quem estiver mal intencionado", completou Chavaglia.

Para o diretor de relações institucionais do Sou da Paz, Felippe Angeli, é preciso denunciar a obsessão desse governo pelas armas. "É preciso denunciar a quantidade de projetos desse governo, na Câmara e no Senado, em defesa do porte de armas. Existe um consenso acadêmico e cientifico de que mais armas disponíveis representa mais violência. Por isso, antes de tudo, é preciso denunciar essa obsessão e obstinação desse governo em relação às armas. Até quando vai esse fetiche por armas de fogo? O Brasil tem outras questões como o desemprego, a saúde e as queimadas na Amazônia para serem tratadas...", disse.

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