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Do Diário do Grande ABC

22/08/2019 | 14:24


 As mudanças no crédito imobiliário anunciadas pela Caixa animaram a associação que reúne as construtoras do Grande ABC. A esperança é a de que a troca dos índices que regem a correção dos juros – a TR (Taxa Referencial) será substituída pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) – facilite o acesso dos compradores ao financiamento e, consequentemente, eleve o total de vendas.

A estimativa dos empresários é que cerca de 370 unidades prontas sejam comercializadas até o fim do ano. Esse número significa 20% do estoque de imóveis em cinco das sete cidades da região que, juntas, somam hoje 1.830 unidades habitacionais à espera de um dono.

As novas regras da Caixa, em um primeiro momento, significam redução das taxas de juros a níveis que se aproximam da metade do percentual que hoje definem os valores das parcelas pagas pelos mutuários. Se hoje é privilégio do banco federal, em breve deverá se espalhar para as instituições privadas, que não querem perder espaço nesse nicho de mercado.

A boa notícia dos dias atuais, entretanto, pode se transformar em armadilha. É sempre bom lembrar que o IPCA é o índice oficial da inflação do País. E cabe ao governo federal atuar para que se mantenha em patamares estáveis.

Especialista ouvido pela equipe de reportagem deste Diário faz o alerta e lembra os já longínquos anos 1980 e 1990, quando a correção era feita dessa forma e muitos daqueles que tomaram financiamento se viram em situação de não conseguir quitar as parcelas mensais. Ele cita, inclusive, a imprevisibilidade da política econômica em anos futuros. Quem garante que daqui uma década a inflação seguirá baixa?

O setor da construção civil é de suma importância à região e também ao País. Tanto pela necessidade de moradia das pessoas, que se esforçam para realizar o sonho da casa própria, como pelos empregos que são gerados. O surgimento de boas perspectivas é salutar e necessário ao segmento.



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22/08/2019 | 14:24


 As mudanças no crédito imobiliário anunciadas pela Caixa animaram a associação que reúne as construtoras do Grande ABC. A esperança é a de que a troca dos índices que regem a correção dos juros – a TR (Taxa Referencial) será substituída pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) – facilite o acesso dos compradores ao financiamento e, consequentemente, eleve o total de vendas.

A estimativa dos empresários é que cerca de 370 unidades prontas sejam comercializadas até o fim do ano. Esse número significa 20% do estoque de imóveis em cinco das sete cidades da região que, juntas, somam hoje 1.830 unidades habitacionais à espera de um dono.

As novas regras da Caixa, em um primeiro momento, significam redução das taxas de juros a níveis que se aproximam da metade do percentual que hoje definem os valores das parcelas pagas pelos mutuários. Se hoje é privilégio do banco federal, em breve deverá se espalhar para as instituições privadas, que não querem perder espaço nesse nicho de mercado.

A boa notícia dos dias atuais, entretanto, pode se transformar em armadilha. É sempre bom lembrar que o IPCA é o índice oficial da inflação do País. E cabe ao governo federal atuar para que se mantenha em patamares estáveis.

Especialista ouvido pela equipe de reportagem deste Diário faz o alerta e lembra os já longínquos anos 1980 e 1990, quando a correção era feita dessa forma e muitos daqueles que tomaram financiamento se viram em situação de não conseguir quitar as parcelas mensais. Ele cita, inclusive, a imprevisibilidade da política econômica em anos futuros. Quem garante que daqui uma década a inflação seguirá baixa?

O setor da construção civil é de suma importância à região e também ao País. Tanto pela necessidade de moradia das pessoas, que se esforçam para realizar o sonho da casa própria, como pelos empregos que são gerados. O surgimento de boas perspectivas é salutar e necessário ao segmento.

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