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Maioria das Bolsas da Europa fecha em baixa, com economia global no radar



22/08/2019 | 13:57


As bolsas europeias fecharam na maioria em território negativo nesta quinta-feira, 22. Sinais da economia global, sobretudo dos Estados Unidos, estiveram no radar. Além disso, investidores avaliaram dados da própria região e também a ata do Banco Central Europeu (BCE).

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,40%, em 374,29 pontos.

Divulgada depois do fechamento de quarta-feira na Europa, a ata do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) reafirmou a expectativa de uma atuação mais branda da instituição, ao dizer que a maioria dos dirigentes viu o corte de juros da reunião passada como um ajuste de meio de ciclo, não como o início de uma série de reduções nas taxas.

A notícia pressionou os negócios na Europa, embora analistas tenham ponderado que, desde a última reunião do Fed, houve outros fatores negativos, como a mais recente rodada de tarifas americanas contra produtos da China e alguns dados fracos da economia global.

Nesse quadro, investidores aguardam declarações de dirigentes do Fed no simpósio anual de Jackson Hole, que começou nesta quinta. Em entrevista à rede CNBC, Patrick Harker, presidente do Fed da Filadélfia, afirmou que não existe necessidade de outro corte de juros agora nos EUA, o que não ajudou o apetite por risco nas bolsas.

Em meio às declarações, a curva dos juros dos Treasuries de 2 e 10 anos voltou a inverter, um sinal que pode prenunciar recessão futura nos EUA e também gera cautela.

Na agenda de indicadores dos EUA, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto dos EUA caiu a 50,9 na preliminar de agosto, na mínima em três meses, segundo a IHS Markit. O PMI da indústria tocou 49,9, na mínima em 119 meses e indicando contração da atividade nessa pesquisa.

Na própria Europa, o PMI composto da zona do euro subiu de 51,5 em julho a 51,8 na prévia de agosto, quando analistas previam queda a 51,0. O PMI composto da Alemanha avançou a 51,4 em agosto. Um indicador da confiança do consumidor na zona do euro caiu a -7,1 na preliminar de agosto, ante previsão de -6,8. O ING aponta que os consumidores continuam a mostrar otimismo sobre suas finanças pessoais e seus trabalhos, mas pessimismo sobre a perspectiva econômica em geral.

Já no Reino Unido, continua o foco no processo de saída do país da União Europeia, o Brexit. Em entrevista coletiva em Paris, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o premiê britânico, Boris Johnson, mostraram posições divergentes sobre a possibilidade de evitar controle na fronteira entre as Irlandas, um entrave para uma saída negociada.

Além disso, o BCE divulgou sua ata. Na avaliação da Oxford Economics, o documento mostrou a "crescente preocupação" dos dirigentes sobre o crescimento e, particularmente, com a perspectiva para a inflação, num quadro de incerteza com o comércio global e a indústria. "O argumento por uma resposta da política monetária tem se fortalecido desde julho", acredita a consultoria.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE-100 fechou em baixa de 1,05%, a 7.128,18 pontos. Ações de exportadoras foram pressionadas pela libra mais forte. Em Frankfurt, o índice DAX recuou 0,47%, a 11.747,04 pontos. Entre as mais negociadas na bolsa alemã, E.ON caiu 1,03% e Deutsche Telekom, 0,36%, mas Deutsche Bank ganhou 1,94%.

Em Paris, o índice CAC-40 registrou baixa de 0,87%, a 5.388,25 pontos. Na Bolsa de Milão, o índice FTSE-MIB caiu 0,14%, a 20.816,99 pontos.

Na contramão da maioria, o índice Ibex-35 subiu 0,17% na Bolsa de Madri, a 8.716,40 pontos, e em Lisboa o índice PSI-20 avançou 0,08%, a 4.857,10 pontos.



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Maioria das Bolsas da Europa fecha em baixa, com economia global no radar


22/08/2019 | 13:57


As bolsas europeias fecharam na maioria em território negativo nesta quinta-feira, 22. Sinais da economia global, sobretudo dos Estados Unidos, estiveram no radar. Além disso, investidores avaliaram dados da própria região e também a ata do Banco Central Europeu (BCE).

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,40%, em 374,29 pontos.

Divulgada depois do fechamento de quarta-feira na Europa, a ata do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) reafirmou a expectativa de uma atuação mais branda da instituição, ao dizer que a maioria dos dirigentes viu o corte de juros da reunião passada como um ajuste de meio de ciclo, não como o início de uma série de reduções nas taxas.

A notícia pressionou os negócios na Europa, embora analistas tenham ponderado que, desde a última reunião do Fed, houve outros fatores negativos, como a mais recente rodada de tarifas americanas contra produtos da China e alguns dados fracos da economia global.

Nesse quadro, investidores aguardam declarações de dirigentes do Fed no simpósio anual de Jackson Hole, que começou nesta quinta. Em entrevista à rede CNBC, Patrick Harker, presidente do Fed da Filadélfia, afirmou que não existe necessidade de outro corte de juros agora nos EUA, o que não ajudou o apetite por risco nas bolsas.

Em meio às declarações, a curva dos juros dos Treasuries de 2 e 10 anos voltou a inverter, um sinal que pode prenunciar recessão futura nos EUA e também gera cautela.

Na agenda de indicadores dos EUA, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto dos EUA caiu a 50,9 na preliminar de agosto, na mínima em três meses, segundo a IHS Markit. O PMI da indústria tocou 49,9, na mínima em 119 meses e indicando contração da atividade nessa pesquisa.

Na própria Europa, o PMI composto da zona do euro subiu de 51,5 em julho a 51,8 na prévia de agosto, quando analistas previam queda a 51,0. O PMI composto da Alemanha avançou a 51,4 em agosto. Um indicador da confiança do consumidor na zona do euro caiu a -7,1 na preliminar de agosto, ante previsão de -6,8. O ING aponta que os consumidores continuam a mostrar otimismo sobre suas finanças pessoais e seus trabalhos, mas pessimismo sobre a perspectiva econômica em geral.

Já no Reino Unido, continua o foco no processo de saída do país da União Europeia, o Brexit. Em entrevista coletiva em Paris, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o premiê britânico, Boris Johnson, mostraram posições divergentes sobre a possibilidade de evitar controle na fronteira entre as Irlandas, um entrave para uma saída negociada.

Além disso, o BCE divulgou sua ata. Na avaliação da Oxford Economics, o documento mostrou a "crescente preocupação" dos dirigentes sobre o crescimento e, particularmente, com a perspectiva para a inflação, num quadro de incerteza com o comércio global e a indústria. "O argumento por uma resposta da política monetária tem se fortalecido desde julho", acredita a consultoria.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE-100 fechou em baixa de 1,05%, a 7.128,18 pontos. Ações de exportadoras foram pressionadas pela libra mais forte. Em Frankfurt, o índice DAX recuou 0,47%, a 11.747,04 pontos. Entre as mais negociadas na bolsa alemã, E.ON caiu 1,03% e Deutsche Telekom, 0,36%, mas Deutsche Bank ganhou 1,94%.

Em Paris, o índice CAC-40 registrou baixa de 0,87%, a 5.388,25 pontos. Na Bolsa de Milão, o índice FTSE-MIB caiu 0,14%, a 20.816,99 pontos.

Na contramão da maioria, o índice Ibex-35 subiu 0,17% na Bolsa de Madri, a 8.716,40 pontos, e em Lisboa o índice PSI-20 avançou 0,08%, a 4.857,10 pontos.

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