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Vexame do Figueirense repercute entre clubes do Grande ABC

Reprodução/Instagram Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Dirigentes respeitam decisão dos atletas, citam precedente perigoso e creditam WO na Série B do Brasileiro a problemas administrativos


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

22/08/2019 | 07:00


A greve dos jogadores do Figueirense, que se recusaram a jogar contra o Cuiabá, terça-feira, na Arena Pantanal, pela 17ª rodada da Série B por causa de salários atrasados, repercutiu no Grande ABC. O sentimento é de tristeza e, ao mesmo tempo, de respeito pela decisão dos atletas, que acarretou na perda do jogo por WO (vitória atribuída a um time quando o outro não está apto a competir).

No Santo André, ronda misto de tristeza e preocupação porque o clube enfrenta problemas similares. “Entendo o direito dos atletas, eles precisam receber. Pelo jeito todas as tentativas de acordo foram infrutíferas. Mas abre precedente perigoso. Tivemos problemas durante a Série A-2, convivemos com atrasos, mas mantivemos conversas de alto nível com os atletas e cumprimos com o que acordamos na data combinada”, explicou o presidente Sidney Riquetto.

O dirigente lembrou que já teve problemas em negócios com o Figueirense. “Emprestamos o Heliton (zagueiro) para eles, mas o contrato demorou para ser feito porque colocamos uma multa em caso de falta de pagamento. Tivemos essa atitude porque no passado emprestamos o Dudu e eles não pagaram. Ele ficou com três meses de salários atrasados e o Santo André que teve de arcar com esse prejuízo”, explicou Riquetto, que monitora Heliton – o zagueiro, procurado ontem, preferiu não falar.

Presidente do São Caetano, Nairo Ferreira de Souza lamentou. “Triste, muito triste. Mostra a dificuldade e os altos custos do futebol no Brasil. É um clube grande, que divide o palco de Santa Catarina com Avaí e Chapecoense, passando por situação difícil como essa. Espero que a diretoria consiga reverter a situação”, opinou.

No São Bernardo FC, o presidente Edinho Montemor viu com bons olhos a situação. “Vejo altamente positivo isso que está acontecendo, até porque o clube recebe recursos da CBF para disputar o campeonato. Vejo que houve mau planejamento e até certa má-fé, porque atletas foram para o estádio, esperaram por solução, mas os dirigentes estão fugindo, o que é inconcebível”, argumentou Edinho. “Atrasar salários às vezes acontece. Aqui no São Bernardo já aconteceu e todos os atletas estavam conscientes das dificuldades que o clube atravessou, mas nunca houve má-fé”, acrescentou.

Felipe Cheidde Júnior, presidente do EC São Bernardo, também acredita que o problema foi administrativo. “Cada receptador de salário, por maior ou menor que seja, é empresa que será administrada após o pagamento. Vejo como grande irresponsabilidade dos dirigentes darem salto maior do que a perna. Vejo que é hora de prestigiar clubes que fazem boa administração financeira”, comentou.

O futebol do Figueirense é administrado pela empresa Elephant desde 2017, justamente quando começaram os problemas. Em alguns casos, jogadores estão com sete meses de salários atrasados. Ontem, os atletas foram recebidos com aplausos por 50 torcedores no desembarque do aeroporto de Florianópolis. 



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Vexame do Figueirense repercute entre clubes do Grande ABC

Dirigentes respeitam decisão dos atletas, citam precedente perigoso e creditam WO na Série B do Brasileiro a problemas administrativos

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

22/08/2019 | 07:00


A greve dos jogadores do Figueirense, que se recusaram a jogar contra o Cuiabá, terça-feira, na Arena Pantanal, pela 17ª rodada da Série B por causa de salários atrasados, repercutiu no Grande ABC. O sentimento é de tristeza e, ao mesmo tempo, de respeito pela decisão dos atletas, que acarretou na perda do jogo por WO (vitória atribuída a um time quando o outro não está apto a competir).

No Santo André, ronda misto de tristeza e preocupação porque o clube enfrenta problemas similares. “Entendo o direito dos atletas, eles precisam receber. Pelo jeito todas as tentativas de acordo foram infrutíferas. Mas abre precedente perigoso. Tivemos problemas durante a Série A-2, convivemos com atrasos, mas mantivemos conversas de alto nível com os atletas e cumprimos com o que acordamos na data combinada”, explicou o presidente Sidney Riquetto.

O dirigente lembrou que já teve problemas em negócios com o Figueirense. “Emprestamos o Heliton (zagueiro) para eles, mas o contrato demorou para ser feito porque colocamos uma multa em caso de falta de pagamento. Tivemos essa atitude porque no passado emprestamos o Dudu e eles não pagaram. Ele ficou com três meses de salários atrasados e o Santo André que teve de arcar com esse prejuízo”, explicou Riquetto, que monitora Heliton – o zagueiro, procurado ontem, preferiu não falar.

Presidente do São Caetano, Nairo Ferreira de Souza lamentou. “Triste, muito triste. Mostra a dificuldade e os altos custos do futebol no Brasil. É um clube grande, que divide o palco de Santa Catarina com Avaí e Chapecoense, passando por situação difícil como essa. Espero que a diretoria consiga reverter a situação”, opinou.

No São Bernardo FC, o presidente Edinho Montemor viu com bons olhos a situação. “Vejo altamente positivo isso que está acontecendo, até porque o clube recebe recursos da CBF para disputar o campeonato. Vejo que houve mau planejamento e até certa má-fé, porque atletas foram para o estádio, esperaram por solução, mas os dirigentes estão fugindo, o que é inconcebível”, argumentou Edinho. “Atrasar salários às vezes acontece. Aqui no São Bernardo já aconteceu e todos os atletas estavam conscientes das dificuldades que o clube atravessou, mas nunca houve má-fé”, acrescentou.

Felipe Cheidde Júnior, presidente do EC São Bernardo, também acredita que o problema foi administrativo. “Cada receptador de salário, por maior ou menor que seja, é empresa que será administrada após o pagamento. Vejo como grande irresponsabilidade dos dirigentes darem salto maior do que a perna. Vejo que é hora de prestigiar clubes que fazem boa administração financeira”, comentou.

O futebol do Figueirense é administrado pela empresa Elephant desde 2017, justamente quando começaram os problemas. Em alguns casos, jogadores estão com sete meses de salários atrasados. Ontem, os atletas foram recebidos com aplausos por 50 torcedores no desembarque do aeroporto de Florianópolis. 

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