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Do barril para o palco

Rafael Beck/Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Obra e figura de Roberto Bolaños são celebradas em ‘Chaves – Um Tributo Musical’


Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

21/08/2019 | 07:53


A criatividade de Roberto Gómez Bolaños (1929-2014) faz parte do imaginário brasileiro desde a primeira metade dos anos 1980, quando seu mais famoso trabalho chegou ao País para nunca mais ir embora. O ator, comediante, diretor, escritor, compositor, poeta, desenhista e roteirista mexicano ganhou fama ao criar e dar vida a atrapalhado órfão que vive metido em confusões. Ele é a alma e o coração de Chaves, seriado ainda exibido na TV aberta e na rede paga que já teve seu universo explorado também em quadrinhos, desenho e videogame. A mais recente celebração da popularidade do personagem e seu criador está pronta para chegar aos palcos com Chaves – Um Tributo Musical, com curta temporada a ser iniciada na sexta-feira, no Teatro Opus, em São Paulo.

A ideia de transpor a história para o teatro veio da produtora Adriana Del Claro. Ela repassou seu desejo para o diretor Zé Henrique de Paula quando trabalharam juntos em Carrossel, O Musical, em 2016/2017, e tudo foi tomando forma ao longo dos anos. “Queríamos homenagear a série pelo que ela foi e é, pelo que ela representa em nível mundial. Tudo é fruto do empenho e da engenhosidade desse personagem real que é o Roberto Gómez Bolaños, que está na peça”, diz o comandante geral da montagem, reforçando que Chaves pode ser considerado uma figura icônica “no panteão de grandes personagens cômicos já criados”.

A liberdade se mostra presente na dramaturgia. Não se trata de uma imitação caricata de Chiquinha, Quico, Seu Madruga, Dona Florinda e companhia, mesmo que o elenco brinque com trejeitos característicos. Acaba sendo espécie de jornada pela mente de Bolaños (Fabiano Augusto), com início revelando sua conexão com as artes cênicas e o trabalho de clown. Ele leva alguns palhaços pela produção do programa setentista. “Isso, para nós, era mais bonito do que cenário de Hollywood”, fala o mexicano em cena sobre a ambientação da vila de Sr. Barriga. “Fico pensando como existem pessoas que adoram tanto o show ainda hoje. De certa maneira, acho que existe saudade de uma infância que não existe mais e, talvez, quiséssemos ter tido”, comenta a diretora musical Fernanda Maia, autora de canções originais que marcam presença entre músicas já conhecidas do show e de um episódio inédito, com várias referências de outros capítulos na história.

Após quase dois meses de ensaios e preparação, o elenco está pronto para revelar esse tributo musical para os espectadores, principalmente os fãs. “As pessoas têm essa figura muito forte na mente, inclusive com a voz do dublador original. Existe uma parte do Chaves que não posso deixar de lado, que é o tipo de material que o público espera ver, mas também tenho que ir além da casca, procurar esse menino vivo no palco”, explica Mateus Ribeiro, escalado para ser o protagonista e fã da série na infância – afastado da atração na vida adolescente/adulta, se viu obrigado a rever as temporada sem querer querendo. “Ele é mexicano, mas temos tanta afinidade com o Bolaños que parece que é um brasileiro”, diz o ator Fabiano Augusto. “Todo dia quando entro em cena no papel, falo para mim mesmo: ‘Respeita esse homem’. Ninguém faz cópia e tentamos ir além.”<EM><EM>

O teatro fica localizado no Shopping Villa-Lobos (Avenida das Nações Unidas, 4.777), recebendo o musical com sessões às sextas-feiras (21h), aos sábados (16h e 20h) e domingos (15h e 19h). As entrada custam de R$ 37,50 a R$ 140, podendo ser compradas na bilheteria do local ou pela internet (www.teatroopus.com.br). No hall de entrada do local, pequena mostra fotográfica passeia pela carreira de Bolaños e mostra cenas e bastidores das gravações de Chaves, Chapolin e Chespirito, em ambiente que pode render ainda mais recordações para o público. 



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Obra e figura de Roberto Bolaños são celebradas em ‘Chaves – Um Tributo Musical’

Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

21/08/2019 | 07:53


A criatividade de Roberto Gómez Bolaños (1929-2014) faz parte do imaginário brasileiro desde a primeira metade dos anos 1980, quando seu mais famoso trabalho chegou ao País para nunca mais ir embora. O ator, comediante, diretor, escritor, compositor, poeta, desenhista e roteirista mexicano ganhou fama ao criar e dar vida a atrapalhado órfão que vive metido em confusões. Ele é a alma e o coração de Chaves, seriado ainda exibido na TV aberta e na rede paga que já teve seu universo explorado também em quadrinhos, desenho e videogame. A mais recente celebração da popularidade do personagem e seu criador está pronta para chegar aos palcos com Chaves – Um Tributo Musical, com curta temporada a ser iniciada na sexta-feira, no Teatro Opus, em São Paulo.

A ideia de transpor a história para o teatro veio da produtora Adriana Del Claro. Ela repassou seu desejo para o diretor Zé Henrique de Paula quando trabalharam juntos em Carrossel, O Musical, em 2016/2017, e tudo foi tomando forma ao longo dos anos. “Queríamos homenagear a série pelo que ela foi e é, pelo que ela representa em nível mundial. Tudo é fruto do empenho e da engenhosidade desse personagem real que é o Roberto Gómez Bolaños, que está na peça”, diz o comandante geral da montagem, reforçando que Chaves pode ser considerado uma figura icônica “no panteão de grandes personagens cômicos já criados”.

A liberdade se mostra presente na dramaturgia. Não se trata de uma imitação caricata de Chiquinha, Quico, Seu Madruga, Dona Florinda e companhia, mesmo que o elenco brinque com trejeitos característicos. Acaba sendo espécie de jornada pela mente de Bolaños (Fabiano Augusto), com início revelando sua conexão com as artes cênicas e o trabalho de clown. Ele leva alguns palhaços pela produção do programa setentista. “Isso, para nós, era mais bonito do que cenário de Hollywood”, fala o mexicano em cena sobre a ambientação da vila de Sr. Barriga. “Fico pensando como existem pessoas que adoram tanto o show ainda hoje. De certa maneira, acho que existe saudade de uma infância que não existe mais e, talvez, quiséssemos ter tido”, comenta a diretora musical Fernanda Maia, autora de canções originais que marcam presença entre músicas já conhecidas do show e de um episódio inédito, com várias referências de outros capítulos na história.

Após quase dois meses de ensaios e preparação, o elenco está pronto para revelar esse tributo musical para os espectadores, principalmente os fãs. “As pessoas têm essa figura muito forte na mente, inclusive com a voz do dublador original. Existe uma parte do Chaves que não posso deixar de lado, que é o tipo de material que o público espera ver, mas também tenho que ir além da casca, procurar esse menino vivo no palco”, explica Mateus Ribeiro, escalado para ser o protagonista e fã da série na infância – afastado da atração na vida adolescente/adulta, se viu obrigado a rever as temporada sem querer querendo. “Ele é mexicano, mas temos tanta afinidade com o Bolaños que parece que é um brasileiro”, diz o ator Fabiano Augusto. “Todo dia quando entro em cena no papel, falo para mim mesmo: ‘Respeita esse homem’. Ninguém faz cópia e tentamos ir além.”<EM><EM>

O teatro fica localizado no Shopping Villa-Lobos (Avenida das Nações Unidas, 4.777), recebendo o musical com sessões às sextas-feiras (21h), aos sábados (16h e 20h) e domingos (15h e 19h). As entrada custam de R$ 37,50 a R$ 140, podendo ser compradas na bilheteria do local ou pela internet (www.teatroopus.com.br). No hall de entrada do local, pequena mostra fotográfica passeia pela carreira de Bolaños e mostra cenas e bastidores das gravações de Chaves, Chapolin e Chespirito, em ambiente que pode render ainda mais recordações para o público. 

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