O vice-presidente do MDV (Movimento em Defesa da Vida), José Soares da Silva, culpa a Prefeitura sobre a falta de fiscalização e o atual estado do córrego. "Há três meses não retiram o lodo do fundo do córrego e os detritos nas margens. Com as chuvas, o material vai voltar para as águas e há mais risco à saúde."
Élcio Tibério, coordenador de Meio Ambiente da Prefeitura de Rio Grande da Serra, não nega que a situação do córrego seja crítica. "Realizaremos uma fiscalização no local porque só liberamos a construção de fossas sépticas na área. Já a destinação do lodo depende de um aterro apropriado na região para levar o material e não temos."
A água do córrego Fumagalli vai direto para o sistema Rio Grande, reservatório da represa Billings responsável pelo abastecimento da maior parte da população da região. Mesmo assim, o superintendente da Unidade de Negócio Sul da Sabesp, José Luiz Salvadori Lorenzi, informou, por meio da assessoria de imprensa, que apesar das condições críticas do córrego Fumagalli, a qualidade da água bruta captada no manancial não é prejudicada na estação de tratamento de água do município.
A Sabesp é a responsável pelo abastecimento de água e tratamento de esgoto na cidade. Segundo o superintendente, até o fim de 2005, a coleta de esgoto no município deve passar de 25% a 45%, trabalho que faz parte do Projeto Tietê. Desse material coletado, ele diz que 90% irá para a ETE, em São Paulo, na divisa com São Caetano. Hoje, menos de 1% do esgoto de Rio Grande é tratado.
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