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Em Mauá, a lei! Ora a lei...


Do Diário do Grande ABC

19/08/2019 | 12:30


A lei! Ora, a lei... Desde que o presidente Getúlio Vargas (1882-1954) a imortalizou, a frase sempre volta à tona por ocasião de episódios em que autoridades afrontam o arcabouço legal que juraram defender. É o caso. Reportagem publicada na edição de hoje deste Diário revela que a Câmara de Mauá, presidida por Vanderley Cavalcante da Silva, o Neycar (SD), prorrogou por um ano contrato de locação de veículos para utilização do Legislativo. A beneficiada é a Garloc, empresa que, por decisão judicial, está impedida de manter vínculo com a administração pública. Trata-se, como resta comprovado, de acinte à sociedade.

O histórico que levou a Garloc a ser considerada inidônea deveria, por si só, afastar a Câmara da empresa. Operação da Polícia Federal, apelidada de Trato Feito, apurou que a companhia integrava rol de prestadores de serviços do governo mauaense que pagavam propinas a representantes do Executivo e do Legislativo – o então prefeito Atila Jacomussi (PSB), ora cassado, chegou a ser preso por envolvimento no esquema.

Diante da abundância de provas dos ilícitos, a juíza Raquel Silveira determinou a suspensão do acordo que a Garloc mantinha com a Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá) e proibiu a empresa de se relacionar com a administração pública. A decisão, conforme checou a reportagem deste jornal com o TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), continua valendo. O que não impediu que a Câmara, na contramão da ordem, ampliasse os vínculos com a firma.

Espera-se que, ante tamanha demonstração de insensatez da Câmara de Mauá, o Ministério Público investigue o caso da prorrogação do acordo entre Legislativo e Garloc Transportes, Logística e Locações Ltda. É preciso cobrar explicações do presidente Neycar, e de quem mais de direito, sobre as razões que – em existindo – levaram a Casa a ignorar solenemente determinação judicial. Deixar o episódio sem resposta é aceitar que, mais de meio século após a morte de Getúlio Vargas, o império da lei ainda não abarca todos os brasileiros.



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Em Mauá, a lei! Ora a lei...

Do Diário do Grande ABC

19/08/2019 | 12:30


A lei! Ora, a lei... Desde que o presidente Getúlio Vargas (1882-1954) a imortalizou, a frase sempre volta à tona por ocasião de episódios em que autoridades afrontam o arcabouço legal que juraram defender. É o caso. Reportagem publicada na edição de hoje deste Diário revela que a Câmara de Mauá, presidida por Vanderley Cavalcante da Silva, o Neycar (SD), prorrogou por um ano contrato de locação de veículos para utilização do Legislativo. A beneficiada é a Garloc, empresa que, por decisão judicial, está impedida de manter vínculo com a administração pública. Trata-se, como resta comprovado, de acinte à sociedade.

O histórico que levou a Garloc a ser considerada inidônea deveria, por si só, afastar a Câmara da empresa. Operação da Polícia Federal, apelidada de Trato Feito, apurou que a companhia integrava rol de prestadores de serviços do governo mauaense que pagavam propinas a representantes do Executivo e do Legislativo – o então prefeito Atila Jacomussi (PSB), ora cassado, chegou a ser preso por envolvimento no esquema.

Diante da abundância de provas dos ilícitos, a juíza Raquel Silveira determinou a suspensão do acordo que a Garloc mantinha com a Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá) e proibiu a empresa de se relacionar com a administração pública. A decisão, conforme checou a reportagem deste jornal com o TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), continua valendo. O que não impediu que a Câmara, na contramão da ordem, ampliasse os vínculos com a firma.

Espera-se que, ante tamanha demonstração de insensatez da Câmara de Mauá, o Ministério Público investigue o caso da prorrogação do acordo entre Legislativo e Garloc Transportes, Logística e Locações Ltda. É preciso cobrar explicações do presidente Neycar, e de quem mais de direito, sobre as razões que – em existindo – levaram a Casa a ignorar solenemente determinação judicial. Deixar o episódio sem resposta é aceitar que, mais de meio século após a morte de Getúlio Vargas, o império da lei ainda não abarca todos os brasileiros.

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