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Semana da família


Dom Pedro Carlos Cipollini

19/08/2019 | 07:00


 Neste mês vivemos a semana da família, celebrada pelas comunidades da Igreja Católica. São realizadas diversas atividades visando ressaltar o valor da família. A partir deste evento, é sobre a família que desejo discorrer com você, caro leitor ou cara leitora.

A partir da revolução industrial do século XIX, as transformações da família aconteceram com mais intensidade. A propagação do malthusianismo, teoria de Robert Maltthus, economista e pastor inglês, teve grande influência. 

Com base no perigo da explosão demográfica, ele propunha o controle da natalidade, juntamente com políticas ‘anticrianças’ e ‘antimaternidade’, ao passo que responsabilizava os pobres pelos males sociais. Também o marxismo colocou a família como antagônica a seu projeto: ela seria instrumento da burguesia; conservadora e empecilho à revolução proletária.

Desta maneira, com inimigos à direita e à esquerda, previa-se que a família estava fadada a desaparecer da sociedade. No entanto, não é o que aconteceu. Uma pesquisa de um dos maiores jornais do País revelou que a família é uma das instituições mais valorizadas, juntamente com a religião. Dos entrevistados das classes A e B, 79% consideraram a família ‘muito importante’, e 59% das classes D e E deram a mesma resposta. Pois é, a família continua muito viva, mesmo que haja discussão ao redor do que se entende por família.

Estudando o resultado da referida pesquisa, estudiosos opinaram que os mesmos seriam reflexos do desejo de maior segurança diante das incertezas da vida, em meio a uma ‘sociedade de risco’. São opiniões bem fundamentadas, porque já na Pré-História o homem buscou segurança nas cavernas diante de uma sociedade de extremo risco. E, por incrível que pareça, buscou viver em grupos. Podemos concluir que a família é uma organização pré-social. Está na base do ser social da espécie humana. Assim, família e individualismo não rimam. A valorização da família pode ser um contraponto ao individualismo reinante, o que indica a vocação da espécie humana para a comunidade e não para o isolamento.

Na sociedade do século XXI existem diversos arranjos familiares que compõem a nova realidade da família. Apesar de tudo isso a família continuará sendo o núcleo básico, essencial e estruturante do sujeito. Podemos afirmar que a família delineia-se no desígnio do Criador (ou realidade social, para quem não crê em um Criador) como lugar primário da humanização da pessoa e da sociedade, berço da vida e do amor. “Por isso um homem deixa seu pai e sua mãe, se une à sua mulher, e eles se tornam uma só carne” (Gn 2, 24) .

A Pastoral Familiar da Diocese de Santo André tem trabalhado com serenidade e persistência em prol das famílias. Busca-se criar a convicção de que uma sociedade mais justa e fraterna depende da atenção às famílias. A desestruturação da sociedade cresce à proporção em que se desestruturam os núcleos familiares. Com o fortalecimento dos núcleos familiares, a sociedade só tem a ganhar. 

Apesar de muitas crianças passarem mais tempo diante da TV do que em companhia dos pais, dos ‘nômades urbanos’ viverem sozinhos desde a primeira infância, apesar de as leis do mercado e do individualismo conspirarem contra a família, ela está aí sobrevivendo a tudo e a todos. 

Isso porque é invenção de Deus, não do homem. 



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Semana da família

Dom Pedro Carlos Cipollini

19/08/2019 | 07:00


 Neste mês vivemos a semana da família, celebrada pelas comunidades da Igreja Católica. São realizadas diversas atividades visando ressaltar o valor da família. A partir deste evento, é sobre a família que desejo discorrer com você, caro leitor ou cara leitora.

A partir da revolução industrial do século XIX, as transformações da família aconteceram com mais intensidade. A propagação do malthusianismo, teoria de Robert Maltthus, economista e pastor inglês, teve grande influência. 

Com base no perigo da explosão demográfica, ele propunha o controle da natalidade, juntamente com políticas ‘anticrianças’ e ‘antimaternidade’, ao passo que responsabilizava os pobres pelos males sociais. Também o marxismo colocou a família como antagônica a seu projeto: ela seria instrumento da burguesia; conservadora e empecilho à revolução proletária.

Desta maneira, com inimigos à direita e à esquerda, previa-se que a família estava fadada a desaparecer da sociedade. No entanto, não é o que aconteceu. Uma pesquisa de um dos maiores jornais do País revelou que a família é uma das instituições mais valorizadas, juntamente com a religião. Dos entrevistados das classes A e B, 79% consideraram a família ‘muito importante’, e 59% das classes D e E deram a mesma resposta. Pois é, a família continua muito viva, mesmo que haja discussão ao redor do que se entende por família.

Estudando o resultado da referida pesquisa, estudiosos opinaram que os mesmos seriam reflexos do desejo de maior segurança diante das incertezas da vida, em meio a uma ‘sociedade de risco’. São opiniões bem fundamentadas, porque já na Pré-História o homem buscou segurança nas cavernas diante de uma sociedade de extremo risco. E, por incrível que pareça, buscou viver em grupos. Podemos concluir que a família é uma organização pré-social. Está na base do ser social da espécie humana. Assim, família e individualismo não rimam. A valorização da família pode ser um contraponto ao individualismo reinante, o que indica a vocação da espécie humana para a comunidade e não para o isolamento.

Na sociedade do século XXI existem diversos arranjos familiares que compõem a nova realidade da família. Apesar de tudo isso a família continuará sendo o núcleo básico, essencial e estruturante do sujeito. Podemos afirmar que a família delineia-se no desígnio do Criador (ou realidade social, para quem não crê em um Criador) como lugar primário da humanização da pessoa e da sociedade, berço da vida e do amor. “Por isso um homem deixa seu pai e sua mãe, se une à sua mulher, e eles se tornam uma só carne” (Gn 2, 24) .

A Pastoral Familiar da Diocese de Santo André tem trabalhado com serenidade e persistência em prol das famílias. Busca-se criar a convicção de que uma sociedade mais justa e fraterna depende da atenção às famílias. A desestruturação da sociedade cresce à proporção em que se desestruturam os núcleos familiares. Com o fortalecimento dos núcleos familiares, a sociedade só tem a ganhar. 

Apesar de muitas crianças passarem mais tempo diante da TV do que em companhia dos pais, dos ‘nômades urbanos’ viverem sozinhos desde a primeira infância, apesar de as leis do mercado e do individualismo conspirarem contra a família, ela está aí sobrevivendo a tudo e a todos. 

Isso porque é invenção de Deus, não do homem. 

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