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Região precisa da Argentina


Do Diário do Grande ABC

18/08/2019 | 10:55


Na última quinta-feira, questionado por jornalistas sobre a crise que acomete seu principal parceiro comercial na América do Sul, o ministro Paulo Guedes (Economia) provocou: “Desde quando o Brasil para crescer precisou da Argentina?” Reportagem deste Diário mostra que não só o País, mas também o Grande ABC, depende muito da situação econômica da nação vizinha. A instabilidade financeira em solo argentino, que tende a se acentuar com a possibilidade de o governo de turno ser derrotado nas eleições pelo grupo político comandado pela ex-presidente Cristina Kirchner, já causou à região perdas de US$ 737,7 milhões – ou de R$ 2,9 bi – em exportações apenas nos sete primeiros meses de 2019.

Boa parte das vendas que deixaram de ser feitas para a Argentina é relacionada à indústria automotiva, principal pilar de sustentação da economia do Grande ABC. Ou seja, a região depende muito da saúde financeira da nação vizinha para crescer. Exatamente por isso, o recrudescimento dos ânimos não é bom para os interesses dos sete municípios, base de seis das maiores montadoras do País. Se o anúncio da saída da Ford já causou um rebuliço, a ponto de impactar o desemprego no Estado de São Paulo, conforme este jornal mostrou em sua edição de ontem, imagine-se o que pode provocar a bancarrota das companhias do setor. Melhor atuar para se evitar o mal maior.

É preocupante a rota pela qual representantes do governo federal estão enveredando com a hipótese de Mauricio Macri perder a eleição de outubro na Argentina. Criar tensão política com o maior aliado comercial, ameaçando, inclusive, abandonar o Mercosul (Mercado Comum do Sul) caso isso se configure, pode trazer prejuízos incomensuráveis para a economia nacional. O Grande ABC, que tem o país vizinho como principal destino internacional dos produtos que fabrica, seria altamente prejudicado. É por isso que as lideranças regionais, especialmente as que mantêm diálogo com Brasília, devem se esforçar para que os ânimos sejam serenados. A diplomacia segue sendo o melhor caminho.



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Região precisa da Argentina

Do Diário do Grande ABC

18/08/2019 | 10:55


Na última quinta-feira, questionado por jornalistas sobre a crise que acomete seu principal parceiro comercial na América do Sul, o ministro Paulo Guedes (Economia) provocou: “Desde quando o Brasil para crescer precisou da Argentina?” Reportagem deste Diário mostra que não só o País, mas também o Grande ABC, depende muito da situação econômica da nação vizinha. A instabilidade financeira em solo argentino, que tende a se acentuar com a possibilidade de o governo de turno ser derrotado nas eleições pelo grupo político comandado pela ex-presidente Cristina Kirchner, já causou à região perdas de US$ 737,7 milhões – ou de R$ 2,9 bi – em exportações apenas nos sete primeiros meses de 2019.

Boa parte das vendas que deixaram de ser feitas para a Argentina é relacionada à indústria automotiva, principal pilar de sustentação da economia do Grande ABC. Ou seja, a região depende muito da saúde financeira da nação vizinha para crescer. Exatamente por isso, o recrudescimento dos ânimos não é bom para os interesses dos sete municípios, base de seis das maiores montadoras do País. Se o anúncio da saída da Ford já causou um rebuliço, a ponto de impactar o desemprego no Estado de São Paulo, conforme este jornal mostrou em sua edição de ontem, imagine-se o que pode provocar a bancarrota das companhias do setor. Melhor atuar para se evitar o mal maior.

É preocupante a rota pela qual representantes do governo federal estão enveredando com a hipótese de Mauricio Macri perder a eleição de outubro na Argentina. Criar tensão política com o maior aliado comercial, ameaçando, inclusive, abandonar o Mercosul (Mercado Comum do Sul) caso isso se configure, pode trazer prejuízos incomensuráveis para a economia nacional. O Grande ABC, que tem o país vizinho como principal destino internacional dos produtos que fabrica, seria altamente prejudicado. É por isso que as lideranças regionais, especialmente as que mantêm diálogo com Brasília, devem se esforçar para que os ânimos sejam serenados. A diplomacia segue sendo o melhor caminho.

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