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Morre o ex-ministro Roberto Gusmão aos 96 anos



17/08/2019 | 20:04


Morreu na tarde deste sábado, 17, ex-ministro Roberto Gusmão, aos 96 anos, em São Paulo. Advogado, empresário e dono de uma longeva carreira na política, foi um dos articuladores da redemocratização do País.

Presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) entre 1947 e 1948, participou da campanha "O Petróleo É Nosso" no segundo governo de Getúlio Vargas, durante a década de 1950. É creditada a ele a articulação da chapa Jan-Jan, com Jânio Quadros como presidente e João Goulart como vice, vitoriosa nas eleições de 1960.

Funcionário público federal, concursado como procurador do Trabalho, foi aposentado compulsoriamente após o golpe de 1964 e teve os direitos políticos cassados. Retornaria à política durante a abertura que marcou o fim do regime militar.

Durante os dois primeiros anos do governo de Franco Montoro, de 1983 a 1985, foi presidente do Banco de Desenvolvimento do Estado de São Paulo (Badesp). Em seguida, participou da articulação em Brasília para a campanha de Tancredo Neves à Presidência da República. A candidatura foi lançada pelo próprio Gusmão, quando ainda era secretário de Montoro na Casa Civil do governo paulista.

Gusmão foi encarregado de consultar pessoalmente o então presidente João Figueiredo sobre o nome de Tancredo. Sob estrito sigilo, recebeu do militar o aval para o nome do PMDB contra a chapa de Paulo Maluf, à época no Partido Democrático Social (PDS).

"Sempre atuou muito nesse apoio de bastidor e facilitando conversas na política", define o filho José Roberto.

A nomeação de Gusmão para a chefia do Ministério da Indústria e Comércio, assim como a de todos os outros ministros, foi assinada pelo próprio Tancredo antes da morte. Foi empossado com José Sarney, e ficou no cargo por cerca de um ano.

Desde então, Gusmão atuou principalmente no setor privado. Integrou a diretoria da cervejaria Antarctica e participou das tratativas para a criação da AmBev, onde integrou o Conselho de Administração.

O ex-ministro foi vítima de insuficiência respiratória, e morreu por volta das 15h30. Estava cercado de familiares. Ele deixa esposa, quatro filhos, nove netos e cinco bisnetos, além dos amigos. O velório ocorre na manhã de hoje no Cemitério do Morumbi. O enterro está programado para as 13h.



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Morre o ex-ministro Roberto Gusmão aos 96 anos


17/08/2019 | 20:04


Morreu na tarde deste sábado, 17, ex-ministro Roberto Gusmão, aos 96 anos, em São Paulo. Advogado, empresário e dono de uma longeva carreira na política, foi um dos articuladores da redemocratização do País.

Presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) entre 1947 e 1948, participou da campanha "O Petróleo É Nosso" no segundo governo de Getúlio Vargas, durante a década de 1950. É creditada a ele a articulação da chapa Jan-Jan, com Jânio Quadros como presidente e João Goulart como vice, vitoriosa nas eleições de 1960.

Funcionário público federal, concursado como procurador do Trabalho, foi aposentado compulsoriamente após o golpe de 1964 e teve os direitos políticos cassados. Retornaria à política durante a abertura que marcou o fim do regime militar.

Durante os dois primeiros anos do governo de Franco Montoro, de 1983 a 1985, foi presidente do Banco de Desenvolvimento do Estado de São Paulo (Badesp). Em seguida, participou da articulação em Brasília para a campanha de Tancredo Neves à Presidência da República. A candidatura foi lançada pelo próprio Gusmão, quando ainda era secretário de Montoro na Casa Civil do governo paulista.

Gusmão foi encarregado de consultar pessoalmente o então presidente João Figueiredo sobre o nome de Tancredo. Sob estrito sigilo, recebeu do militar o aval para o nome do PMDB contra a chapa de Paulo Maluf, à época no Partido Democrático Social (PDS).

"Sempre atuou muito nesse apoio de bastidor e facilitando conversas na política", define o filho José Roberto.

A nomeação de Gusmão para a chefia do Ministério da Indústria e Comércio, assim como a de todos os outros ministros, foi assinada pelo próprio Tancredo antes da morte. Foi empossado com José Sarney, e ficou no cargo por cerca de um ano.

Desde então, Gusmão atuou principalmente no setor privado. Integrou a diretoria da cervejaria Antarctica e participou das tratativas para a criação da AmBev, onde integrou o Conselho de Administração.

O ex-ministro foi vítima de insuficiência respiratória, e morreu por volta das 15h30. Estava cercado de familiares. Ele deixa esposa, quatro filhos, nove netos e cinco bisnetos, além dos amigos. O velório ocorre na manhã de hoje no Cemitério do Morumbi. O enterro está programado para as 13h.

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