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Militares e civis do Sudão firmam acordo histórico para transição democrática



17/08/2019 | 19:29


Após semanas de negociações, militares do governo do Sudão e líderes de movimentos pela democracia no país assinaram neste sábado um acordo histórico de compartilhamento de poder, em cerimônia realizada capital Cartum. O ato pavimenta o caminho de transição para um governo democrático, após militares terem derrubado o presidente Omar al-Bashir, meses atrás.

O acordo cria um conselho conjunto soberano, militar e civil, para governar o país por pouco mais de três anos até que sejam realizadas eleições. Um líder militar vai encabeçar o conselho de 11 membros pelos primeiros 21 meses, seguido por um líder civil, pelos 18 meses seguintes. O primeiro líder do conselho soberano deverá ser o atual chefe do conselho militar, o general Abdel- Fattah Burhan.

O documento também estabelece um gabinete nomeado por ativistas e um órgão legislativo, a ser formado dentro de três meses. A coalizão de civis deve ter maioria no órgão, conforme indicado pelas Forças pela Declaração de Liberdade e Mudança, coalizão de partidos e movimentos de oposição.

No início deste mês, os dois lados tinham firmado um documento constitucional diante da pressão internacional e em meio a preocupações crescentes de que a crise política que se seguiu à deposição de al-Bashir poderia desencadear uma guerra civil. A Etiópia e a União Africana lideraram os esforços de mediação entre militares e manifestantes.

As Forças pela Declaração de Liberdade e Mudança nomearam um conhecido economista, Abdalla Hamdok, para ser o primeiro-ministro durante a transição. Ele atuou como vice-secretário executivo da Comissão Econômica das Nações Unidas para a África desde novembro de 2011, e ainda precisa ser confirmado pelo conselho soberano. Os membros do conselho devem ser anunciados no domingo, após o qual o conselho militar atualmente no poder será imediatamente desfeito. Fonte: Associated Press.



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Militares e civis do Sudão firmam acordo histórico para transição democrática


17/08/2019 | 19:29


Após semanas de negociações, militares do governo do Sudão e líderes de movimentos pela democracia no país assinaram neste sábado um acordo histórico de compartilhamento de poder, em cerimônia realizada capital Cartum. O ato pavimenta o caminho de transição para um governo democrático, após militares terem derrubado o presidente Omar al-Bashir, meses atrás.

O acordo cria um conselho conjunto soberano, militar e civil, para governar o país por pouco mais de três anos até que sejam realizadas eleições. Um líder militar vai encabeçar o conselho de 11 membros pelos primeiros 21 meses, seguido por um líder civil, pelos 18 meses seguintes. O primeiro líder do conselho soberano deverá ser o atual chefe do conselho militar, o general Abdel- Fattah Burhan.

O documento também estabelece um gabinete nomeado por ativistas e um órgão legislativo, a ser formado dentro de três meses. A coalizão de civis deve ter maioria no órgão, conforme indicado pelas Forças pela Declaração de Liberdade e Mudança, coalizão de partidos e movimentos de oposição.

No início deste mês, os dois lados tinham firmado um documento constitucional diante da pressão internacional e em meio a preocupações crescentes de que a crise política que se seguiu à deposição de al-Bashir poderia desencadear uma guerra civil. A Etiópia e a União Africana lideraram os esforços de mediação entre militares e manifestantes.

As Forças pela Declaração de Liberdade e Mudança nomearam um conhecido economista, Abdalla Hamdok, para ser o primeiro-ministro durante a transição. Ele atuou como vice-secretário executivo da Comissão Econômica das Nações Unidas para a África desde novembro de 2011, e ainda precisa ser confirmado pelo conselho soberano. Os membros do conselho devem ser anunciados no domingo, após o qual o conselho militar atualmente no poder será imediatamente desfeito. Fonte: Associated Press.

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