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Dia do Estagiário é celebrado neste domingo

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Comemoração traz à tona dicas, informações e relatos de estudantes


Tauana Marin
Diário do Grande ABC

18/08/2019 | 07:00


Conquistar a primeira oportunidade no mercado de trabalho não é tarefa fácil. Além do grau de exigência das empresas, o estudante, por muitas vezes, precisa ter maturidade e habilidade de aprendizado como um veterano. Esse período de atividade profissional em que se cursa os ensinos fundamental, médio, técnico ou superior é o chamado estágio. O objetivo é que o aluno aprenda na prática o que vivencia em sala de aula.

Hoje, é celebrado o Dia do Estagiário, estabelecido em calendário nacional desde 1982, quando foi publicado documento que regulamentou esse tipo de trabalho, e que celebra o esforço desse aspirante juvenil no ambiente profissional ‘adulto’. O D+ aproveita a chegada da data para conversar com quem, além de aprender na universidade, conseguiu colocar as ‘mãos na massa’ na mesma área de estudo.

Aluno do curso de economia, Thales Sanchez Arena, 19 anos, de São Caetano, conseguiu estágio há apenas um mês, sendo esta sua primeira oportunidade na Nike do Brasil. “Para conquistar essa oportunidade tive que realizar vídeo em inglês me apresentando, desenvolver um projeto que incentivasse pessoas a praticar esportes, além da entrevista presencial. Acredito que, hoje em dia, as empresas buscam pessoas dispostas a aprender, mesmo não tendo total conhecimento sobre as ferramentas a serem utilizadas. O mais importante é ser proativo.”

Segundo ele, o que mais o chamou atenção foi a empresa em si, e não os benefícios. “Por ser multinacional de grande renome, além de ter um ambiente de trabalho ótimo, vi como o início da minha carreira profissional.”

Para se ter ideia, atualmente, dos 9.394.117 alunos de ensino médio e técnico, 260 mil estagiam (2,7%). No superior são 8.286.663 estudantes e, desses, apenas 740 mil fazem estágio (8,9% do total). Os dados são do Inep/MEC (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira vinculado ao Ministério da Educação).

Os estudantes contam com algumas redes de apoio para conseguirem um ‘lugar ao Sol’. O Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios) é uma dessas empresas. Hoje, em seu banco de dados, há 5,2 milhões de currículos cadastrados. Desde 1998, o núcleo já empregou 900 mil pessoas. Segundo a recrutadora da companhia Fabiana Sousa Rodrigues, o estágio “é ainda excelente oportunidade para o aluno começar, gradualmente, a elevar o nível de responsabilidades com as quais está acostumado a lidar, além de ampliar sua capacidade de resolução de problemas e tomada de decisão”.

De acordo com levantamento do Nube, administração é o curso com mais vagas de estágio, representando 16% do número total de oportunidades abertas. Em seguida estão as engenharias (10,3%) e comunicação social (8%). Em termos de bolsa-auxílio, em 2018, a empresa apurou que a média geral foi de R$ 968,18. No nível superior, ficou em R$ 1.095,89. Para os tecnólogos, R$ 1.003,23. O ensino médio técnico ficou em R$ 767,90. Já para quem está no nível médio, o valor foi de R$ 631,10.

Empresas e estudantes devem obedecer a Lei 11.988/08, também conhecida como Lei de Estágios, que determina as diretrizes para a prática da atividade. Segundo a norma, quem tiver 16 anos ou mais e estiver regularmente matriculado nos ensinos médio, técnico, superior ou tecnólogo pode exercer o estágio. Para esses aprendizes há benefícios como a bolsa-auxílio, seguro contra acidentes pessoais, recesso remunerado, auxílio-transporte e carga horária máxima de seis horas diárias e 30 horas semanais. As corporações, por sua vez, recebem benefícios fiscais com a isenção de tributos.

Isabella Brajato Wasser de Mello, 20, de Santo André, já está em seu segundo estágio. Ela, que cursa jornalismo, teve a primeira oportunidade numa fintech, onde aprendeu como produtora de conteúdo do site, abordando assuntos relacionados a economia e finanças pessoais. Atualmente em uma assessoria de imprensa, a jovem comenda que a autoconfiança e comprometimento fez com que conquistasse oportunidades. “Durante todo esse período aprendi inúmeras coisas, desenvolvi técnicas de escrita e a entender estratégias para atrair o público para um assunto muitas vezes evitado: as finanças pessoais. Já na assessoria aprendo a como lidar com clientes, exercer atividade em curto prazo e ser mais proativa.”
 



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Dia do Estagiário é celebrado neste domingo

Comemoração traz à tona dicas, informações e relatos de estudantes

Tauana Marin
Diário do Grande ABC

18/08/2019 | 07:00


Conquistar a primeira oportunidade no mercado de trabalho não é tarefa fácil. Além do grau de exigência das empresas, o estudante, por muitas vezes, precisa ter maturidade e habilidade de aprendizado como um veterano. Esse período de atividade profissional em que se cursa os ensinos fundamental, médio, técnico ou superior é o chamado estágio. O objetivo é que o aluno aprenda na prática o que vivencia em sala de aula.

Hoje, é celebrado o Dia do Estagiário, estabelecido em calendário nacional desde 1982, quando foi publicado documento que regulamentou esse tipo de trabalho, e que celebra o esforço desse aspirante juvenil no ambiente profissional ‘adulto’. O D+ aproveita a chegada da data para conversar com quem, além de aprender na universidade, conseguiu colocar as ‘mãos na massa’ na mesma área de estudo.

Aluno do curso de economia, Thales Sanchez Arena, 19 anos, de São Caetano, conseguiu estágio há apenas um mês, sendo esta sua primeira oportunidade na Nike do Brasil. “Para conquistar essa oportunidade tive que realizar vídeo em inglês me apresentando, desenvolver um projeto que incentivasse pessoas a praticar esportes, além da entrevista presencial. Acredito que, hoje em dia, as empresas buscam pessoas dispostas a aprender, mesmo não tendo total conhecimento sobre as ferramentas a serem utilizadas. O mais importante é ser proativo.”

Segundo ele, o que mais o chamou atenção foi a empresa em si, e não os benefícios. “Por ser multinacional de grande renome, além de ter um ambiente de trabalho ótimo, vi como o início da minha carreira profissional.”

Para se ter ideia, atualmente, dos 9.394.117 alunos de ensino médio e técnico, 260 mil estagiam (2,7%). No superior são 8.286.663 estudantes e, desses, apenas 740 mil fazem estágio (8,9% do total). Os dados são do Inep/MEC (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira vinculado ao Ministério da Educação).

Os estudantes contam com algumas redes de apoio para conseguirem um ‘lugar ao Sol’. O Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios) é uma dessas empresas. Hoje, em seu banco de dados, há 5,2 milhões de currículos cadastrados. Desde 1998, o núcleo já empregou 900 mil pessoas. Segundo a recrutadora da companhia Fabiana Sousa Rodrigues, o estágio “é ainda excelente oportunidade para o aluno começar, gradualmente, a elevar o nível de responsabilidades com as quais está acostumado a lidar, além de ampliar sua capacidade de resolução de problemas e tomada de decisão”.

De acordo com levantamento do Nube, administração é o curso com mais vagas de estágio, representando 16% do número total de oportunidades abertas. Em seguida estão as engenharias (10,3%) e comunicação social (8%). Em termos de bolsa-auxílio, em 2018, a empresa apurou que a média geral foi de R$ 968,18. No nível superior, ficou em R$ 1.095,89. Para os tecnólogos, R$ 1.003,23. O ensino médio técnico ficou em R$ 767,90. Já para quem está no nível médio, o valor foi de R$ 631,10.

Empresas e estudantes devem obedecer a Lei 11.988/08, também conhecida como Lei de Estágios, que determina as diretrizes para a prática da atividade. Segundo a norma, quem tiver 16 anos ou mais e estiver regularmente matriculado nos ensinos médio, técnico, superior ou tecnólogo pode exercer o estágio. Para esses aprendizes há benefícios como a bolsa-auxílio, seguro contra acidentes pessoais, recesso remunerado, auxílio-transporte e carga horária máxima de seis horas diárias e 30 horas semanais. As corporações, por sua vez, recebem benefícios fiscais com a isenção de tributos.

Isabella Brajato Wasser de Mello, 20, de Santo André, já está em seu segundo estágio. Ela, que cursa jornalismo, teve a primeira oportunidade numa fintech, onde aprendeu como produtora de conteúdo do site, abordando assuntos relacionados a economia e finanças pessoais. Atualmente em uma assessoria de imprensa, a jovem comenda que a autoconfiança e comprometimento fez com que conquistasse oportunidades. “Durante todo esse período aprendi inúmeras coisas, desenvolvi técnicas de escrita e a entender estratégias para atrair o público para um assunto muitas vezes evitado: as finanças pessoais. Já na assessoria aprendo a como lidar com clientes, exercer atividade em curto prazo e ser mais proativa.”
 

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